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Santo André vence em
Barueri e espanta crise

Ramalhão venceu por 2 a 1 e garantiu os 3 pontos; Gustavinho e Márcio Careca marcaram e foram os heróis do jogo


Thiago Postigo Silva
Do Diário do Grande ABC

24/02/2013 | 07:00


Com segundo tempo impecável, o Santo André venceu o Grêmio Barueri por 2 a 1, de virada, ontem, na Arena Barueri, pela Série A-2 do Paulista, e espantou, ao menos por enquanto, qualquer problema de relacionamento entre alguns jogadores e o técnico Arnaldo Lira. Marlon marcou para os donos da casa, mas Gustavinho e Márcio Careca asseguraram os três pontos ramalhinos.

A vitória deixou o time do Grande ABC com 13 pontos, perto do G-8, enquanto que o Abelha se firmou na zona de rebaixamento, com sete.

Se o segundo tempo foi bom para os visitantes, o primeiro, nem tanto. A falta de objetividade foi marcante nos minutos iniciais. As equipes avançavam ao ataque, rodeavam a área adversária, mas nada criavam. Erros de passes bobos demonstravam a falta de qualidade.

Apenas depois dos 20 minutos o jogo ganhou em qualidade, mas do lado do Barueri. Aos 24, Marlon arriscou para fora. Pouco depois, ele não desperdiçou. Após bola alçada na área ramalhina aos 31, o meia, sozinho, chutou no canto direito de Rodrigo Viana.

Os donos da casa quase ampliaram em seguida em cabeceio de Maurício Real.

O Santo André acordou apenas aos 35, quando foi mais incisivo no ataque. Gustavinho e Ramalho arriscaram de fora da área e quase empataram. No fim, Nequinha teve grande chance, mas o arremate desviou no meio do caminho.

O lance mais bonito da etapa inicial partiu dos donos da casa. Marlon fez fila na defesa do Santo André e parou apenas na bela defesa do goleiro Rodrigo Viana.

Quando iniciou o segundo tempo, veio a impressão de outra partida. O Ramalhão mostrou mais atitude, enquanto que o Barueri estava perdido. Logo no primeiro minuto, após cruzamento na área do Abelha, Gustavinho cabeceou para fora. Pouco depois, Nequinha chutou com perigo.

Sem dar chances ao rival, o Santo André deixou tudo igual aos dez minutos. Após contra-ataque, a bola sobrou no pé de Gustavinho, que bateu na saída do goleiro Márcio.

O desempate seria aos 15, mas o árbitro assinalou impedimento no gol de Fábio Santos.

Após suportar a reação dos donos da casa, o Ramalhão virou o jogo, aos 32. Ramalho fez bela jogada pelo meio e deu passe para Márcio Careca estufar a rede.

O Barueri tentou, mas não demonstrou força para empatar o jogo.

Time exalta mudança tática na etapa final

O técnico Arnaldo Lira, do Santo André, ficou satisfeito com a vitória sobre o Grêmio Barueri, mas pediu mudança de atitude no segundo tempo da partida. Mais uma vez, o time não começou bem e teve de buscar o resultado na etapa final.

Ontem, porém, o comandante ressaltou que teve alteração tática na equipe ramalhina para virar o jogo. "No primeiro tempo, atuamos com dois zagueiros e o camisa sete deles (Marlon) estava muito bem. Então, na etapa final, desloquei o Jardel para marcá-lo e liberei o Márcio Careca. A partir daí, melhoramos muito", explicou o treinador. "Mas também estamos pecando mais no início dos jogos. Precisamos entrar mais acesos."

O volante Ramalho também ressaltou que a postura tática foi fundamental para virar o jogo no segundo tempo. "Conseguimos ajeitar a marcação e não deixamos mais o Marlon jogar. Ele estava muito bem no primeiro tempo", destacou o volante. "Mas não estávamos mal. Na minha opinião, dominávamos a etapa inicial e tomamos o gol em vacilo nosso", justificou.

TEM ESTRELA

Nos três jogos em que Arnaldo Lira comandou o time, Gustavinho atuou como titular, balançando a rede em três oportunidades. O atacante espera que a média seja mantida nas próximas partidas. "A boa fase é questão de oportunidade e espero continuar ajudando a equipe a subir na tabela do Paulista", frisou.

Segundo ele, a mudança de comando técnico contribuiu para sua evolução. "Lógico que motiva, porque quando ele (Arnaldo Lira) estreou tive minha chance", completou.

O treinador elogiou Gustavinho e acredita que ele ainda tem potencial para cooperar mais com a equipe. "É um jogador que sabe fazer gol, mas tem muito que aprender ainda. Tem apenas 19 anos e acho que irá defender times considerados grandes", afirmou.

Organizadas dão vexame nas arquibancadas

Em tempos que todos pedem paz no futebol, as torcidas de Grêmio Barueri e Santo André deram mau exemplo ontem. Primeiro, foi a dos donos da casa. No intervalo do jogo, quando o Grêmio vencia por 1 a 0, a organizada Guerreiros brigou com a Loucos e foram separadas por policiais.

O locutor do estádio pedia às torcidas que parassem os conflitos e lembrava da morte do boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada no jogo entre Corinthians e San José, quarta-feira, em Oruro.

Quando parecia que o problema estava apenas entre os donos da casa, as andreenses Fúria e Esquadrão também brigaram e chegaram a arremessar instrumentos musicais. Uma família, com crianças, fugiu com medo da violência.

"É lamentável. Todos nós estamos vendo o que está acontecendo em relação ao Corinthians. Queremos paz nos estádios. Eles têm que torcer pelo Santo André unidos", reclamou o presidente do Ramalhão, Celso Luiz de Almeida, que não vai conversar com os dirigentes das organizadas. "Eles precisam se resolver."

Ídolo dos torcedores, o volante Ramalho, que levou a mulher e os dois filhos para acompanhar a partida, desaprovou a briga. "Fico preocupado. Estou com minha família aqui e isso não é exemplo. Eles não podem brigar entre eles. É muito triste", lamentou.



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Santo André vence em
Barueri e espanta crise

Ramalhão venceu por 2 a 1 e garantiu os 3 pontos; Gustavinho e Márcio Careca marcaram e foram os heróis do jogo

Thiago Postigo Silva
Do Diário do Grande ABC

24/02/2013 | 07:00


Com segundo tempo impecável, o Santo André venceu o Grêmio Barueri por 2 a 1, de virada, ontem, na Arena Barueri, pela Série A-2 do Paulista, e espantou, ao menos por enquanto, qualquer problema de relacionamento entre alguns jogadores e o técnico Arnaldo Lira. Marlon marcou para os donos da casa, mas Gustavinho e Márcio Careca asseguraram os três pontos ramalhinos.

A vitória deixou o time do Grande ABC com 13 pontos, perto do G-8, enquanto que o Abelha se firmou na zona de rebaixamento, com sete.

Se o segundo tempo foi bom para os visitantes, o primeiro, nem tanto. A falta de objetividade foi marcante nos minutos iniciais. As equipes avançavam ao ataque, rodeavam a área adversária, mas nada criavam. Erros de passes bobos demonstravam a falta de qualidade.

Apenas depois dos 20 minutos o jogo ganhou em qualidade, mas do lado do Barueri. Aos 24, Marlon arriscou para fora. Pouco depois, ele não desperdiçou. Após bola alçada na área ramalhina aos 31, o meia, sozinho, chutou no canto direito de Rodrigo Viana.

Os donos da casa quase ampliaram em seguida em cabeceio de Maurício Real.

O Santo André acordou apenas aos 35, quando foi mais incisivo no ataque. Gustavinho e Ramalho arriscaram de fora da área e quase empataram. No fim, Nequinha teve grande chance, mas o arremate desviou no meio do caminho.

O lance mais bonito da etapa inicial partiu dos donos da casa. Marlon fez fila na defesa do Santo André e parou apenas na bela defesa do goleiro Rodrigo Viana.

Quando iniciou o segundo tempo, veio a impressão de outra partida. O Ramalhão mostrou mais atitude, enquanto que o Barueri estava perdido. Logo no primeiro minuto, após cruzamento na área do Abelha, Gustavinho cabeceou para fora. Pouco depois, Nequinha chutou com perigo.

Sem dar chances ao rival, o Santo André deixou tudo igual aos dez minutos. Após contra-ataque, a bola sobrou no pé de Gustavinho, que bateu na saída do goleiro Márcio.

O desempate seria aos 15, mas o árbitro assinalou impedimento no gol de Fábio Santos.

Após suportar a reação dos donos da casa, o Ramalhão virou o jogo, aos 32. Ramalho fez bela jogada pelo meio e deu passe para Márcio Careca estufar a rede.

O Barueri tentou, mas não demonstrou força para empatar o jogo.

Time exalta mudança tática na etapa final

O técnico Arnaldo Lira, do Santo André, ficou satisfeito com a vitória sobre o Grêmio Barueri, mas pediu mudança de atitude no segundo tempo da partida. Mais uma vez, o time não começou bem e teve de buscar o resultado na etapa final.

Ontem, porém, o comandante ressaltou que teve alteração tática na equipe ramalhina para virar o jogo. "No primeiro tempo, atuamos com dois zagueiros e o camisa sete deles (Marlon) estava muito bem. Então, na etapa final, desloquei o Jardel para marcá-lo e liberei o Márcio Careca. A partir daí, melhoramos muito", explicou o treinador. "Mas também estamos pecando mais no início dos jogos. Precisamos entrar mais acesos."

O volante Ramalho também ressaltou que a postura tática foi fundamental para virar o jogo no segundo tempo. "Conseguimos ajeitar a marcação e não deixamos mais o Marlon jogar. Ele estava muito bem no primeiro tempo", destacou o volante. "Mas não estávamos mal. Na minha opinião, dominávamos a etapa inicial e tomamos o gol em vacilo nosso", justificou.

TEM ESTRELA

Nos três jogos em que Arnaldo Lira comandou o time, Gustavinho atuou como titular, balançando a rede em três oportunidades. O atacante espera que a média seja mantida nas próximas partidas. "A boa fase é questão de oportunidade e espero continuar ajudando a equipe a subir na tabela do Paulista", frisou.

Segundo ele, a mudança de comando técnico contribuiu para sua evolução. "Lógico que motiva, porque quando ele (Arnaldo Lira) estreou tive minha chance", completou.

O treinador elogiou Gustavinho e acredita que ele ainda tem potencial para cooperar mais com a equipe. "É um jogador que sabe fazer gol, mas tem muito que aprender ainda. Tem apenas 19 anos e acho que irá defender times considerados grandes", afirmou.

Organizadas dão vexame nas arquibancadas

Em tempos que todos pedem paz no futebol, as torcidas de Grêmio Barueri e Santo André deram mau exemplo ontem. Primeiro, foi a dos donos da casa. No intervalo do jogo, quando o Grêmio vencia por 1 a 0, a organizada Guerreiros brigou com a Loucos e foram separadas por policiais.

O locutor do estádio pedia às torcidas que parassem os conflitos e lembrava da morte do boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada no jogo entre Corinthians e San José, quarta-feira, em Oruro.

Quando parecia que o problema estava apenas entre os donos da casa, as andreenses Fúria e Esquadrão também brigaram e chegaram a arremessar instrumentos musicais. Uma família, com crianças, fugiu com medo da violência.

"É lamentável. Todos nós estamos vendo o que está acontecendo em relação ao Corinthians. Queremos paz nos estádios. Eles têm que torcer pelo Santo André unidos", reclamou o presidente do Ramalhão, Celso Luiz de Almeida, que não vai conversar com os dirigentes das organizadas. "Eles precisam se resolver."

Ídolo dos torcedores, o volante Ramalho, que levou a mulher e os dois filhos para acompanhar a partida, desaprovou a briga. "Fico preocupado. Estou com minha família aqui e isso não é exemplo. Eles não podem brigar entre eles. É muito triste", lamentou.

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