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Corte de gratificações em
S.Caetano salvou R$ 3,5 mi

Paulo Pinheiro diz que economia é referente ao 1º mês de governo; R$ 42 mi podem ser poupados até o fim do ano


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

24/02/2013 | 06:43


O prefeito de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB), disse que o corte de gratificações a funcionários comissionados gerou economia de R$ 3,5 milhões em janeiro, primeiro mês de sua gestão.

Se o peemedebista mantiver esse ritmo até o fim do ano, a sobra chegará a R$ 42 milhões. O recurso teria capacidade de construir 12 EMIs (Escolas Municipais Integradas) com estrutura para cerca de 200 alunos entre zero e 5 anos. Na área da Saúde, a verba teria poder ainda maior: serviria para implantar 17 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento 24 horas) ao custo de R$ 2,5 milhões cada, e ainda sobrariam R$ 700 mil.

A medida foi o primeiro ato do prefeito para conter o deficit da cidade em restos a pagar de R$ 264,5 milhões, além de determinar contenção de gastos de 30% em todos os setores do Paço. Os vencimentos de comissionados que beiravam os R$ 14 mil caíram quase que pela metade.

Pinheiro disse estar cortando o número de servidores aos poucos. "Vou reduzir o número de funcionários. O (prefeito Luiz) Tortorello (morto em 2004) deixou a Prefeitura com 4.000 empregados e eu peguei com quase 10 mil. Não tem cabimento uma coisa dessas", comentou. A administração só não fez demissões em massa por conta da falta de recurso para pagar encargos trabalhistas decorrentes do desligamento de servidores.

O prefeito ainda questiona o inchaço da máquina que ocorreu durante a gestão de seu antecessor, hoje secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, José Auricchio Júnior (PTB). "Estou avaliando as funções e cortando. Se vem reclamar é porque existe e está trabalhando. Aí, posso avaliar se é interessante mantermos esse posto. Caso contrário, vou cortar os excessos. Hoje fica um monte de gente ganhando mal e reclamando.Com o corte a gente pode valorizar o salário."

A média de ganhos do funcionalismo de São Caetano, que superou todas as cidades do Grande ABC, foi de R$ 6.833,19 em 2011, de acordo com informações do TCE (Tribunal de Contas do Estado). O dado, entretanto, é contestado pelo prefeito. "Vá perguntar para os médicos da rede pública, o salário é de R$ 1.300 e tem que ficar juntando ganhos e horas-extras para chegar aos R$ 1.800. Vá perguntar aos professores..." argumentou. Na conta do TCE, entreanto, também estão embutidos nos ganhos 13º, rescisões, gratificações, férias e outros benefícios que incrementam o valor médio.

Por enquanto, a preocupação de Pinheiro é utilizar as economias para o abastecimento de remédios na rede pública de Saúde. "Peguei a Prefeitura e, de cara, paguei R$ 13 milhões em férias atrasadas aos servidores. Tenho uma lista de 327 credores da Prefeitura. Não quero que a Saúde passe por problemas. Preciso melhorar a qualidade no atendimento", afirmou.

A Saúde é o setor que mais acumula passivos: R$ 73 milhões. Somente a Fundação ABC, prestadora de serviços na área, tem R$ 42 milhões a receber. Fornecedoras de medicamentos completam a maior parte dos débitos do Paço.



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Corte de gratificações em
S.Caetano salvou R$ 3,5 mi

Paulo Pinheiro diz que economia é referente ao 1º mês de governo; R$ 42 mi podem ser poupados até o fim do ano

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

24/02/2013 | 06:43


O prefeito de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB), disse que o corte de gratificações a funcionários comissionados gerou economia de R$ 3,5 milhões em janeiro, primeiro mês de sua gestão.

Se o peemedebista mantiver esse ritmo até o fim do ano, a sobra chegará a R$ 42 milhões. O recurso teria capacidade de construir 12 EMIs (Escolas Municipais Integradas) com estrutura para cerca de 200 alunos entre zero e 5 anos. Na área da Saúde, a verba teria poder ainda maior: serviria para implantar 17 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento 24 horas) ao custo de R$ 2,5 milhões cada, e ainda sobrariam R$ 700 mil.

A medida foi o primeiro ato do prefeito para conter o deficit da cidade em restos a pagar de R$ 264,5 milhões, além de determinar contenção de gastos de 30% em todos os setores do Paço. Os vencimentos de comissionados que beiravam os R$ 14 mil caíram quase que pela metade.

Pinheiro disse estar cortando o número de servidores aos poucos. "Vou reduzir o número de funcionários. O (prefeito Luiz) Tortorello (morto em 2004) deixou a Prefeitura com 4.000 empregados e eu peguei com quase 10 mil. Não tem cabimento uma coisa dessas", comentou. A administração só não fez demissões em massa por conta da falta de recurso para pagar encargos trabalhistas decorrentes do desligamento de servidores.

O prefeito ainda questiona o inchaço da máquina que ocorreu durante a gestão de seu antecessor, hoje secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, José Auricchio Júnior (PTB). "Estou avaliando as funções e cortando. Se vem reclamar é porque existe e está trabalhando. Aí, posso avaliar se é interessante mantermos esse posto. Caso contrário, vou cortar os excessos. Hoje fica um monte de gente ganhando mal e reclamando.Com o corte a gente pode valorizar o salário."

A média de ganhos do funcionalismo de São Caetano, que superou todas as cidades do Grande ABC, foi de R$ 6.833,19 em 2011, de acordo com informações do TCE (Tribunal de Contas do Estado). O dado, entretanto, é contestado pelo prefeito. "Vá perguntar para os médicos da rede pública, o salário é de R$ 1.300 e tem que ficar juntando ganhos e horas-extras para chegar aos R$ 1.800. Vá perguntar aos professores..." argumentou. Na conta do TCE, entreanto, também estão embutidos nos ganhos 13º, rescisões, gratificações, férias e outros benefícios que incrementam o valor médio.

Por enquanto, a preocupação de Pinheiro é utilizar as economias para o abastecimento de remédios na rede pública de Saúde. "Peguei a Prefeitura e, de cara, paguei R$ 13 milhões em férias atrasadas aos servidores. Tenho uma lista de 327 credores da Prefeitura. Não quero que a Saúde passe por problemas. Preciso melhorar a qualidade no atendimento", afirmou.

A Saúde é o setor que mais acumula passivos: R$ 73 milhões. Somente a Fundação ABC, prestadora de serviços na área, tem R$ 42 milhões a receber. Fornecedoras de medicamentos completam a maior parte dos débitos do Paço.

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