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Uso do Facebook por crianças exige cuidados

Claudinei Piaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

24/02/2013 | 07:00


Apesar de permitido apenas para maiores de 12 anos, o Facebook está cheio de perfis infantis. Em busca de jogos, informações sobre ídolos e conversas com amigos, cada vez mais crianças navegam pela rede social. Por mais que concordem com a prática, os pais devem encarar o fato de que o ambiente virtual requer cuidados, conscientização sobre os perigos e diálogo familiar.

Para o especialista em inteligência digital Gil Giardelli, a família, em especial pai e mãe, devem estar atentos porque na Internet a mercadoria é o próprio usuário. "Ofertamos nossos dados para o mundo todo", destaca. Para não correr riscos, a alternativa é optar por não compartilhar informações e fotos pessoais, recomenda o profissional.

O diálogo é fundamental para que os pais estabeleçam regras de uso e consequências da rede social no dia a dia dos pequenos internautas. "A proibição não funciona porque hoje as crianças já têm senso crítico", afirma Giardelli. Outra falha comum é a terceirização da educação das crianças, que chegam a passar quase o dia todo conectadas. "Assim como temos horário para o almoço e o jantar, temos de ter hora para usar o Facebook."

A principal dificuldade, segundo o especialista, é a falta de tato dos pais com a internet. "Em algumas escolas da Europa as crianças com idade a partir de 6 anos têm aulas de como se portar na rede", diz. No Brasil a população ainda está aprendendo a usar as redes sociais, na visão de Giardelli. "É possível estabelecer um equilíbrio entre se divertir, encontrar amigos e até mesmo praticar ativismo na rede", orienta.

ALERTA

Demorou pouco mais de seis meses para a estudante Anna Beatriz Santos Ribeiro, 7 anos, convencer a mãe, a atendente Débora Santos de Carvalho, 27, a deixá-la criar um perfil no Facebook. A motivação é poder conversar com as amigas da escola, além de jogar on-line.

Apesar de considerar que a filha é nova para estar conectada em uma rede social, Débora optou pela conversa com Anna Beatriz e apostou no monitoramento diário do uso da internet. "Todas as conversas dela ficam gravadas e depois vou lá e leio tudo", confessa a mãe.

As regras também são importantes, na opinião de Débora. Por isso, ela determinou que a filha só pode passar uma hora em frente ao computador três vezes por semana. "Prefiro que ela brinque mais com outros brinquedos."

Em caso de curtidas erradas ou compartilhamento de informações impróprias, além do diálogo, o castigo é ficar sem entrar no Facebook. "Todos na casa da avó também ficam de olho", destaca.



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Uso do Facebook por crianças exige cuidados

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

24/02/2013 | 07:00


Apesar de permitido apenas para maiores de 12 anos, o Facebook está cheio de perfis infantis. Em busca de jogos, informações sobre ídolos e conversas com amigos, cada vez mais crianças navegam pela rede social. Por mais que concordem com a prática, os pais devem encarar o fato de que o ambiente virtual requer cuidados, conscientização sobre os perigos e diálogo familiar.

Para o especialista em inteligência digital Gil Giardelli, a família, em especial pai e mãe, devem estar atentos porque na Internet a mercadoria é o próprio usuário. "Ofertamos nossos dados para o mundo todo", destaca. Para não correr riscos, a alternativa é optar por não compartilhar informações e fotos pessoais, recomenda o profissional.

O diálogo é fundamental para que os pais estabeleçam regras de uso e consequências da rede social no dia a dia dos pequenos internautas. "A proibição não funciona porque hoje as crianças já têm senso crítico", afirma Giardelli. Outra falha comum é a terceirização da educação das crianças, que chegam a passar quase o dia todo conectadas. "Assim como temos horário para o almoço e o jantar, temos de ter hora para usar o Facebook."

A principal dificuldade, segundo o especialista, é a falta de tato dos pais com a internet. "Em algumas escolas da Europa as crianças com idade a partir de 6 anos têm aulas de como se portar na rede", diz. No Brasil a população ainda está aprendendo a usar as redes sociais, na visão de Giardelli. "É possível estabelecer um equilíbrio entre se divertir, encontrar amigos e até mesmo praticar ativismo na rede", orienta.

ALERTA

Demorou pouco mais de seis meses para a estudante Anna Beatriz Santos Ribeiro, 7 anos, convencer a mãe, a atendente Débora Santos de Carvalho, 27, a deixá-la criar um perfil no Facebook. A motivação é poder conversar com as amigas da escola, além de jogar on-line.

Apesar de considerar que a filha é nova para estar conectada em uma rede social, Débora optou pela conversa com Anna Beatriz e apostou no monitoramento diário do uso da internet. "Todas as conversas dela ficam gravadas e depois vou lá e leio tudo", confessa a mãe.

As regras também são importantes, na opinião de Débora. Por isso, ela determinou que a filha só pode passar uma hora em frente ao computador três vezes por semana. "Prefiro que ela brinque mais com outros brinquedos."

Em caso de curtidas erradas ou compartilhamento de informações impróprias, além do diálogo, o castigo é ficar sem entrar no Facebook. "Todos na casa da avó também ficam de olho", destaca.

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