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Síndrome de Down: eles podem tudo!

Está mais do que provado que pessoas com síndrome de Down são capazes de fazer o que quiserem, como os outros


Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

24/02/2013 | 07:00


Uma simples conversa com Bruno Silva Santos, 15 anos, de Santo André, é suficiente para levantar o astral de qualquer um. Em pouco tempo nota-se que ele é diferente. Não por causa dos olhos amendoados, dos pés e mãos pequenos e do cromosso 21 a mais, e sim por sua alegria contagiante.

Fã de futebol, é corintiano roxo. Também curte andar de bike, jogar videogame, nadar e ouvir funk. O seu favorito é Um Pente é um Pente. "Tenho vontade de sair de balada, mas minha mãe ainda não deixa", reclama. Enquanto não completa a maioridade, diverte-se com os amigos da escola.

Bruno é exemplo de que pessoas com síndrome de Down conseguem fazer tudo. A diferença é que podem levar mais tempo. Faz parte da alteração genética (trissomia 21) o atraso físico e mental, mas com o estímulo da família e ajuda médica - fisioterapia e fonoaudiologia, entre outras especialidades - é possível se desenvolver e ter vida normal.

Antigamente os próprios médicos diziam que pessoas com a síndrome não conseguiriam andar e falar, e morreriam cedo. Com o tempo, provou-se que podem viver bem, bastante e muito felizes.

As atividades extracurriculares, como esportes, ajudam. "Trabalham a questão das regras, limites e socialização", explica Cibele Pereira Gnandt, psicóloga educacional da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Diadema.

Ativa, Sheyla dos Santos Silva, 15, de Diadema, está acostumada a fazer cursos. O preferido é o de dança. "Gosto muito de música", conta a garota, que é fã da Banda Calypso. Também se diverte com o tae kwon do que pratica na Apae com professores do Instituto Olga Kos.

Segundo o psicólogo Luan Tremante Espósito, do instituto, muitos pais se surpreendem com as apresentações dos filhos nos eventos. "É questão de ensinar com paciência e respeitar o ritmo de cada um."

A tímida Karoliny Araújo Barbosa, 16, de Diadema, é esforçada na hora de aprender. Prefere aulas de português, mesmo achando um desafio. Assim como a amiga Sheyla, curte dançar, assistir a novelas e é fã de Luan Santana. Entretanto, as duas possuem diferenças. Enquanto Karoliny não liga para maquiagem, Sheyla adora batom. "Gosto de ficar bonita."

A amizade é essencial para que pessoas, com deficiência ou não, sintam-se incluídas. "A socialização é importante para qualquer um. Significa aceitação e participação social. O pior que existe é o isolamento", explica Zan Mustacchi, pediatra e geneticista do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo.

No entanto, ainda existe preconceito com o que a sociedade considera diferente. Talvez, quando cada um se permitir conhecer o outro, será possível se contagiar com mais alegria, como a de Bruno, abraços carinhosos, como os de Sheyla, e força de vontade, como a de Karoliny.



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Síndrome de Down: eles podem tudo!

Está mais do que provado que pessoas com síndrome de Down são capazes de fazer o que quiserem, como os outros

Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

24/02/2013 | 07:00


Uma simples conversa com Bruno Silva Santos, 15 anos, de Santo André, é suficiente para levantar o astral de qualquer um. Em pouco tempo nota-se que ele é diferente. Não por causa dos olhos amendoados, dos pés e mãos pequenos e do cromosso 21 a mais, e sim por sua alegria contagiante.

Fã de futebol, é corintiano roxo. Também curte andar de bike, jogar videogame, nadar e ouvir funk. O seu favorito é Um Pente é um Pente. "Tenho vontade de sair de balada, mas minha mãe ainda não deixa", reclama. Enquanto não completa a maioridade, diverte-se com os amigos da escola.

Bruno é exemplo de que pessoas com síndrome de Down conseguem fazer tudo. A diferença é que podem levar mais tempo. Faz parte da alteração genética (trissomia 21) o atraso físico e mental, mas com o estímulo da família e ajuda médica - fisioterapia e fonoaudiologia, entre outras especialidades - é possível se desenvolver e ter vida normal.

Antigamente os próprios médicos diziam que pessoas com a síndrome não conseguiriam andar e falar, e morreriam cedo. Com o tempo, provou-se que podem viver bem, bastante e muito felizes.

As atividades extracurriculares, como esportes, ajudam. "Trabalham a questão das regras, limites e socialização", explica Cibele Pereira Gnandt, psicóloga educacional da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Diadema.

Ativa, Sheyla dos Santos Silva, 15, de Diadema, está acostumada a fazer cursos. O preferido é o de dança. "Gosto muito de música", conta a garota, que é fã da Banda Calypso. Também se diverte com o tae kwon do que pratica na Apae com professores do Instituto Olga Kos.

Segundo o psicólogo Luan Tremante Espósito, do instituto, muitos pais se surpreendem com as apresentações dos filhos nos eventos. "É questão de ensinar com paciência e respeitar o ritmo de cada um."

A tímida Karoliny Araújo Barbosa, 16, de Diadema, é esforçada na hora de aprender. Prefere aulas de português, mesmo achando um desafio. Assim como a amiga Sheyla, curte dançar, assistir a novelas e é fã de Luan Santana. Entretanto, as duas possuem diferenças. Enquanto Karoliny não liga para maquiagem, Sheyla adora batom. "Gosto de ficar bonita."

A amizade é essencial para que pessoas, com deficiência ou não, sintam-se incluídas. "A socialização é importante para qualquer um. Significa aceitação e participação social. O pior que existe é o isolamento", explica Zan Mustacchi, pediatra e geneticista do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo.

No entanto, ainda existe preconceito com o que a sociedade considera diferente. Talvez, quando cada um se permitir conhecer o outro, será possível se contagiar com mais alegria, como a de Bruno, abraços carinhosos, como os de Sheyla, e força de vontade, como a de Karoliny.

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