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Sessão em Diadema
tem troca de acusações


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

22/02/2013 | 06:46


Bate-boca e troca de acusações marcaram a sessão de ontem na Câmara de Diadema. Vereadores aliados do governo de Lauro Michels (PV) sugeriram que assessores do Legislativo representantes da oposição foram discutir com a empresa Mobibrasil o projeto que proíbe a circulação de ônibus sem cobrador. A concessionária opera 60% das linhas municipais.

O clima esquentou no fim da sessão, quando Vaguinho do Conselho (PSB) e Milton Capel (PV) partiram para cima de José Carlos Gonçalves, presidente municipal do PR, e Dario Barbosa, mandatário do PRB diademense. A discussão teve início no plenário, em frente ao público que acompanhou os trabalhos na Casa.

Rapidamente alguns vereadores foram para a sala de reuniões do Parlamento, conhecida como sala 30. A portas trancadas, começaram a lavar roupa suja, pressionando José Carlos e Dario a admitir o encontro com representantes da Mobibrasil para debater o projeto de autoria do tucano José Dourado e que tem de retornar à pauta de votação na quinta-feira. Ambos negaram as acusações.

O conflito durou cerca de 20 minutos, com os parlamentares evitando comentar o caso. Josa Queiroz (PT) disse que a conversa envolveu "projetos para o bem de Diadema". Capel, por sua vez, afirmou que o debate girou em torno do refinanciamento da dívida da Prefeitura com o Ipred (Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Diadema).

José Carlos discorreu que as acusações foram feitas porque há especulação sobre o ingresso do PR no governo de Lauro. "Há ciúme do tamanho do bloco (juntando os vereadores de PRB e PDT, a bancada conta com cinco nomes). Toda vez que há especulação em torno do bloco há esse alvoroço."

Desde a semana passada corre nos bastidores do Paço a informação de troca no comando da chefia de Gabinete, hoje com Adler Kiko Teixeira (PSDB), e na Secretaria de Transportes, ocupada por David Schmidt, para alocar antigos aliados do ex-prefeito Mário Reali (PT). Há defensores dessa tese na administração, como forma de engordar a bancada governista na Casa, que tem apenas dez vereadores. Lauro negou a especulação.

IPRED

Protocolado somente na quarta-feira na Casa, o projeto de refinanciamento da dívida do Paço com o Ipred foi aprovado apenas em primeira discussão pelos vereadores. O governo esperava ver o texto referendado em duas votações, para agilizar o desbloqueio do CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária).

Oposicionistas elogiaram a medida, mas justificaram falta de tempo para analisar completamente o texto. Apesar do discurso favorável, Lauro terá trabalho para ver a matéria avalizada pelo Legislativo na próxima semana.

Ontem, o vereador José Zito da Silva, o Zezito (PR), aventou a colocação de emenda, reduzindo de 60 para 48 meses o prazo para pagamento dos R$ 14 milhões do débito da Prefeitura. Proposta já recusada por Capel, líder do governo na Câmara.



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Sessão em Diadema
tem troca de acusações

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

22/02/2013 | 06:46


Bate-boca e troca de acusações marcaram a sessão de ontem na Câmara de Diadema. Vereadores aliados do governo de Lauro Michels (PV) sugeriram que assessores do Legislativo representantes da oposição foram discutir com a empresa Mobibrasil o projeto que proíbe a circulação de ônibus sem cobrador. A concessionária opera 60% das linhas municipais.

O clima esquentou no fim da sessão, quando Vaguinho do Conselho (PSB) e Milton Capel (PV) partiram para cima de José Carlos Gonçalves, presidente municipal do PR, e Dario Barbosa, mandatário do PRB diademense. A discussão teve início no plenário, em frente ao público que acompanhou os trabalhos na Casa.

Rapidamente alguns vereadores foram para a sala de reuniões do Parlamento, conhecida como sala 30. A portas trancadas, começaram a lavar roupa suja, pressionando José Carlos e Dario a admitir o encontro com representantes da Mobibrasil para debater o projeto de autoria do tucano José Dourado e que tem de retornar à pauta de votação na quinta-feira. Ambos negaram as acusações.

O conflito durou cerca de 20 minutos, com os parlamentares evitando comentar o caso. Josa Queiroz (PT) disse que a conversa envolveu "projetos para o bem de Diadema". Capel, por sua vez, afirmou que o debate girou em torno do refinanciamento da dívida da Prefeitura com o Ipred (Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Diadema).

José Carlos discorreu que as acusações foram feitas porque há especulação sobre o ingresso do PR no governo de Lauro. "Há ciúme do tamanho do bloco (juntando os vereadores de PRB e PDT, a bancada conta com cinco nomes). Toda vez que há especulação em torno do bloco há esse alvoroço."

Desde a semana passada corre nos bastidores do Paço a informação de troca no comando da chefia de Gabinete, hoje com Adler Kiko Teixeira (PSDB), e na Secretaria de Transportes, ocupada por David Schmidt, para alocar antigos aliados do ex-prefeito Mário Reali (PT). Há defensores dessa tese na administração, como forma de engordar a bancada governista na Casa, que tem apenas dez vereadores. Lauro negou a especulação.

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Protocolado somente na quarta-feira na Casa, o projeto de refinanciamento da dívida do Paço com o Ipred foi aprovado apenas em primeira discussão pelos vereadores. O governo esperava ver o texto referendado em duas votações, para agilizar o desbloqueio do CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária).

Oposicionistas elogiaram a medida, mas justificaram falta de tempo para analisar completamente o texto. Apesar do discurso favorável, Lauro terá trabalho para ver a matéria avalizada pelo Legislativo na próxima semana.

Ontem, o vereador José Zito da Silva, o Zezito (PR), aventou a colocação de emenda, reduzindo de 60 para 48 meses o prazo para pagamento dos R$ 14 milhões do débito da Prefeitura. Proposta já recusada por Capel, líder do governo na Câmara.

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