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Dívida aumenta a tensão entre Pinheiro e Auricchio

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

20/02/2013 | 07:00


O prefeito de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB), revelou ontem balanço financeiro referente ao ano de 2012 assinado por seu antecessor e secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, José Auricchio Júnior (PTB), e a lista com 327 empresas credoras do Paço. Em contraponto, o petebista apresentou balanço orçamentário que indica outra situação econômica. O debate elevou o tom entre os dois.

O documento de Pinheiro indica restos a pagar de R$ 233,5 milhões que, segundo ele, se somam aos R$ 31 milhões devidos em encargos sociais, como INSS. Após seguidos questionamentos, o peemedebista apresentou os dados para justificar passivo de R$ 264,5 milhões revelado no fim de janeiro sem muitos detalhes. Auricchio deixou R$ 13 milhões no caixa.

O ex-prefeito argumentou que a documentação apresentada pelo adversário representa a situação financeira global, que inclui no passivo precatórios e débitos de gestões anteriores. No balanço orçamentário apresentado pelo petebista, em 31 de dezembro, os restos a pagar são de R$ 108,9 milhões.

Pinheiro vai entregar os balanços ao Ministério Público para "avisar" que está assumindo a cidade endividada. "Ele deixou de arcar com as responsabilidades financeiras do Paço porque deve ter ficado desmotivado, pois a candidata dele (a Prefeitura Regina Maura Zetone, PTB) perdeu a eleição e ficamos nessa situação", engrossou o peemedebista.

Auricchio rebateu. "O que vale é o balanço orçamentário, valores arrecadados e executados durante o ano. Estão passando uma maquiagem contábil. Isso está na moda, né? São quase dois meses de administração e nenhum contrato foi revisado para tentar ganhar descontos. É muito chorôrô e pouca ação. Tudo isso é pano de fundo para não cumprir o que prometeu na campanha, porque sabe que não tem lastro econômico para isso", retrucou o petebista, que deu entrevista sobre o tema pela primeira vez.

O governo disse que tenta renegociar com os credores e tem tomado medidas de contenção de até 30% dos gastos.

Entre as quatro principais credoras divulgadas por Pinheiro estão a TB-Transbraçal fornecedora de mão de obra (R$ 88,3 milhões), Fundação do ABC (R$ 42,2 milhões), Ensin responsável pela sinalização de trânsito (R$ 15,7 milhões) e a empreiteira Emparsanco (R$ 11,5 milhões).

O ex-prefeito questionou valores descritos. "Para se ter uma ideia, eles listaram o valor anual do contrato para transporte escolar (R$ 972 milhões com a MC3). Os motoristas levavam as crianças sem receber por que são bonzinhos?", indagou Auricchio.

A administração peemedebista colocou ontem, frente a frente, a ex-secretária da Fazenda Sonia Aparecida Nogueira e a atual chefe da Pasta, Merle Marlene Trassi, para explicar o impasse. Sonia disse que o passivo entrou em fase crítica no último ano da gestão de Auricchio. "A construção de hospitais e escolas elevou os gastos no Orçamento e gastou mais do que se arrecadou. É difícil prever antes do exercício encerrar, seria um número prematuro."

 



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