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Estado oferece 12,2% de reajuste a professores em greve


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

20/06/2008 | 07:04


A greve dos professores da rede estadual de ensino chega hoje ao quinto dia e uma assembléia na Avenida Paulista, na Capital, deve decidir se a categoria aceita a proposta feita ontem pelo governo à Apeoesp (Sindicato dos Professores de São Paulo). Reajuste de até 12,2% e criação de 70 mil vagas entram na pauta de negociação, mas líderes dos docentes resistem até o momento.

O decreto estadual 53.037, que prevê limites às transferências entre escolas e avaliações periódicas, é criticado. A revogação é vista como fundamental por lideranças do movimento, que já apontam avanços nesse sentido. "A Secretaria demonstrou disposição em ouvir críticas", disse Carlos Ramiro de Castro, presidente da Apeoesp.

A preocupação dos professores vai além do decreto. A limitação das faltas médicas por meio da Lei 1.041/08 em seis por ano é atacada, como também as condições de trabalho. Violência física e verbal nas salas de aula seriam responsáveis por quadros de depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia. A falta de infra-estrutura básica é outro ponto levantado pelos docentes.

ESTÁVEL
O quarto dia de paralisação foi marcado pela estabilidade no número de profissionais que aderiram ao movimento grevista. A Secretaria da Educação mantém a estimativa de baixa adesão, enquanto a Apeoesp aponta grande apoio.

O Grande ABC continua com índice médio superior ao das demais regiões do Estado de São Paulo, que é de 2%. A Secretaria afirma que na regional de São Bernardo, que engloba também São Caetano, algumas dezenas de professores voltaram às salas de aula em relação a quarta-feira. São 350 parados, equivalente a 8,75% do total.

A regional de Santo André teria 1,9% fora das salas de aula - 76 docentes. Na diretoria de Mauá, que agrega ainda Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, 125 dos 4.500 estariam em greve, aproximadamente 2,7%.

A única alteração significativa apontada pela Secretaria ocorreu em Diadema, que pulou dos 2% da média estadual para 4,68% de profissionais parados.

A Apeoesp vê Santo André com metade dos professores ausentes, mesma estimativa de Diadema. São Bernardo teria 65% de paralisação. São Caetano manteve uma escola paralisada e outras dez com índice de até 5%. Mauá viu cair a mobilização para 25%, e Ribeirão Pires (mais Rio Grande da Serra) subiu para 45% de grevistas.



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