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Música em Montreux


Raquel de Medeiros
Especial para o Diário

19/06/2008 | 07:04


Para quem gosta de boa música, o destino é Montreux, na Suíça. Isso, porque, dentro de alguns dias, a cidade irá sediar a 42ª edição do tradicional Festival de Jazz, entre 4 e 19 de julho. Apesar do nome, o evento será bastante eclético. Além do ritmo que batiza o evento, haverá outros estilos musicais, como rock, blues, soul, pop, funk e música eletrônica.

Entre muitos artistas que se apresentarão durante o festival, os turistas poderão curtir o som de Etta James, acompanhada pela The Root Band, a banda de rock inglesa Deep Purple, além de Lenny Kravitz, Sheryl Crow e Alicia Keys. Para quem gosta de rock, a dica é não perder as apresentações dos The Raconteurs, projeto paralelo do líder do The White Stripes e o indie rock do Interpol.

O festival ainda irá oferecer aos turistas um show especial para comemorar os 75 anos do produtor musical Quincy Jones, com James Morrison, Herbie Hancock, Chaka Khan e Petula Clark, entre outros.

Mas o verão europeu também será contagiado pela ginga brasileira, já que importantes ícones da música popular farão apresentações no evento, como Gilberto Gil, Mart'Nália, Elba Ramalho, João Bosco, Milton Nascimento e Chico César. Os artistas brasileiros têm encontro marcado com os cerca de 220 mil espectadores que devem freqüentar o festival durante as duas semanas musicais.

Entre as atrações imperdíveis estão os trens suíços panorâmicos que se transformam em palcos para shows. Os veículos-musicais fazem o percurso de Montreux a Gstaad ou Rochers-de-Naye, com performances ao vivo durante o trajeto.

Montreux está situada no pé dos Alpes e nas margens do Lago de Genebra, em uma região bastante conhecida pelo clima agradável, vasta vegetação, beleza natural e a qualidade de vida. A cidade fica a cerca de 90 quilômetros do Aeroporto Internacional de Genebra.

Além do festival, muitos outros passeios podem ser feitos por trens, navios a vapor ou então por via rodoviária. Entre tantas opções, o turista pode visitar o Chillon Castle, Gruyères, Lausanne, Berne, Gstaad, Zermatt e Matterhorn. Os cassinos, discotecas, bares e butiques também são bastante concorridos. Restaurantes acolhedores servem peixes frescos do lago, acompanhados do famoso vinho local.

Castelo com vista para os Alpes

Um dos monumentos mais visitados da Suíça é o Castelo de Chillon, situado perto da cidade de Montreux, e construído em cima de uma pequena ilha. O monumento chama a atenção pela sua imponência: com 25 metros de altura e 110 metros de comprimento ele se destaca no meio da paisagem.

De dentro do castelo, o visitante poderá desfrutar de uma belíssima vista panorâmica do imenso Lago de Genebra e dos Alpes, localizado na margem oposta. São necessárias cerca de quatro horas de visita para que se consiga conhecer todo o castelo, que é uma fonte de história.

Os visitantes irão conhecer a sala de aparato, onde está instalado um refeitório da Idade Média, com uma enorme "churrasqueira" que impressiona pelo tamanho: tinha espaço para assar um boi inteiro.

Há ainda a sala de ostentação, onde se realizavam festas e recepções, e um dormitório com decorações do século 16, que, curiosamente, abriga uma pequena cama de casal de apenas 1,70 metro de comprimento. Diz a lenda que, naquela época, as pessoas muito supersticiosas dormiam sentadas para evitar a posição dos mortos.

Um dos pontos fortes do passeio é a visita ao torreão, de onde se pode avistar os Alpes, Montreux e o Lago Léman.

O nome Castelo de Chillon apareceu pela primeira vez na história em um documento do ano de 1150 (século 12), quando a propriedade foi transferida aos condes de Sabóia. A construção serviu como residência e base para conquistas de regiões vizinhas, já que ficava em um ponto estratégico de passagem para o Sul, que leva à Itália. No século 14, o local começou a funcionar como prisão e depósito de mercadorias.

O prisioneiro mais famoso que passou por ali foi François Bonivard, detido entre 1530 e 1536, que serviu de inspiração ao Lorde Byron para escrever o poema The Prisoner of Chillon.

Naquele mesmo ano o castelo foi conquistado por Berna, com ajuda de Genebra. Os berneses transformam partes do monumento em armazéns e pequenas casernas. Mais tarde, o Castelo de Chillon passou a servir como depósito de armamentos, arquivos e prisão militar. Só em 1887 é que foi criada uma associação para a restauração da edificação, declarada monumento histórico quatro anos mais tarde, em 1891.



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