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País ambiciona ranking de petróleo



14/06/2008 | 07:07


A nova descoberta anunciada pela Petrobras na Bacia de Santos é mais uma das muitas que devem ser divulgadas nos próximos meses nessa região, dentro dos esforços que vêm sendo feitos pela estatal para comprovar os indícios de óleo abaixo da camada pré-sal.

No total, analistas de mercado já estimaram as reservas nessa área em cerca de 56 bilhões de barris, e há quem diga que o volume poderia chegar a até 70 bilhões, o que elevaria o Brasil ao sétimo lugar no ranking das maiores reservas mundiais.

A Petrobras, até o momento, evita fazer qualquer referência sobre o volume de reservas em áreas do pré-sal. Somente o prospecto de Tupi, no BM-S-11, é que foi dimensionado e estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. Mas há pelo menos outros seis blocos - dos quais a Petrobras opera cinco em parcerias, que variam de formação com BG, Galp, Shell e Repsol.

Apenas um deles é operado pela petroleira Exxon, no qual a Petrobras possui 20% de participação.

Todos os blocos exploratórios já tiveram indícios de óleo identificados em um primeiro poço. A cada um perfurado a Petrobras avança na confirmação dos indícios de existência de óleo leve abaixo da camada pré-sal.

As novas descobertas não trazem por si só uma novidade para o mercado, mas sim uma confirmação do que já era esperado. Por isso mesmo, o mercado aparenta ter absorvido, em parte, a perspectiva de existência de reservas gigantescas naquela região, o que impede elevadas altas nas ações da empresa, a exemplo do que ocorria com a divulgação das primeiras descobertas, como o campo Tupi, em novembro do ano passado, e Jupiter, anunciado em janeiro de 2008.

AÇÕES
Os papéis PN da companhia registravam alta de 1,59%, a R$ 45,93 e ON subia 2,13%, a R$ 55,70, ambos entre as maiores altas do Ibovespa. Mas estão longe dos mais de 10% de valorização que as ações tiveram num único dia, quando houve a divulgação de Tupi.

Na prática, diz um analista, a perspectiva de reservas e o fato de a Petrobras estar constatando com cada poço a existência do óleo na camada pré-sal já está precificada no mercado. O que interessa agora é saber quanto existe de fato e o mais importante: quanto custará para tirar este óleo dessa profundidade.

O poço Guará, cuja descoberta foi anunciada na última quinta-feira, está perto da área de Tupi, a maior jazida do País, que pode produzir 1 milhão de barris por dia. A estatal planeja iniciar produção piloto de 100 mil barris de petróleo e 4 milhões de m³ de gás por dia na área de Tupi em dezembro de 2010. Em abril, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo), Haroldo Lima, disse que a área de Carioca/Guará pode ter até quatro vezes mais óleo do que em Tupi, o que daria 33 bilhões de barris.

Petrobras descobre nova jazida em Santos

O presidente do grupo EBX, Eike Batista, afirmou ontem que os resultados dos estudos realizados até o momento nos blocos detidos pela OGX, empresa do grupo que atua na área de petróleo e gás, surpreenderam.

"O trabalho que foi feito desde o dia em que ganhamos os blocos resultou, para nós mesmos, em surpresa, porque os volumes são muito maiores do que esperávamos", afirmou, sem revelar os volumes verificados.

Com a operação de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), a OGX captou R$ 6,7 bilhões - a maior da história da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O valor é suficiente para a OGX cumprir seus investimentos em prospecção e exploração de petróleo e gás natural.

A OGX irá perfurar 51 poços nos 22 blocos que detém, distribuídos entre as bacias de Campos, Santos, Espírito Santo e Pará-Maranhão. "Há óleo nessas áreas. O que precisamos fazer é definir as quantidades, o tipo de óleo e qual o modelo de produção."

Ministro vê Brasil como potência energética

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou ontem que o Brasil tem condições de se tornar uma potência energética mundial em 10 anos.

"Há fantásticas descobertas de petróleo, como as que estão sendo anunciadas pela Petrobras. Nossa indústria do etanol é extremamente avançada e o potencial hidrelétrico do País é extraordinário. Tudo isso nos capacita a avançar no setor energético ainda mais e nos tornar uma potência em 10 anos."

Entre os temas relacionados pelo ministro, ele referiu-se aos recentes anúncios da Petrobras de existência de um alto potencial de reserva de petróleo. Na quinta-feira a estatal confirmou oficialmente uma nova descoberta na camada pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, na Bacia de Santos, que também tem óleo leve (de maior valor comercial), na área chamada informalmente de Guará, perto do bloco exploratório Carioca.

MEGACAMPO
Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que antecipou na última quinta-feira o anúncio, o volume das descobertas é "bem maior" que o divulgado. Tupi é considerado o maior megacampo de petróleo, com um volume estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris.

O pré-sal é a camada de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros, em lâmina d'água que varia entre 1.500 e 3.000 metros de profundidade e soterramento (área do subsolo marinho que terá de ser perfurada) entre 3.000 e 4.000 metros. A Petrobras é líder em pesquisa e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Em Londres, o BG Group confirmou a nova descoberta da Petrobras na Bacia de Santos, o que elevou as ações da companhia britânica em mais de 3% ontem, na abertura do pregão da Bolsa de Londres. As ações estavam enfraquecidas pelo fracasso na conclusão de sua primeira grande compra, a da australiana Origin Energy. A BG tem participação de 30% no bloco BM-S-9, operado pela Petrobras (45%). A hispano-argentina Repsol-YPF detém o restante.



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