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Emprego na indústria tem ligeiro recuo


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

10/06/2008 | 07:02


A indústria brasileira registrou, em abril, redução de 0,2% no índice de empregos gerados na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta segunda-feira. A queda quebrou a seqüência de dois meses de alta. Em março, a variação ficou positiva em 0,1%. Porém, em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 2,6%.

O índice no primeiro quadrimestre do ano acumula 3% e a variação dos últimos doze meses repetiu a taxa do mês anterior, de 2,7%.

Segundo o economista e técnico do IBGE, André Macedo, a pequena queda do mês não é obrigatoriamente negativa ou compromete o desempenho da indústria. "O segmento vem apresentando resultados positivos desde 2007. Essa ligeira queda significa, apenas, uma ‘leitura de estabilidade', ou seja, o nível de pessoas empregadas continua o mesmo, porém, sem grande crescimento."

São Paulo foi um dos Estados que apresentaram maior crescimento do contingente de trabalhadores, com 4,5%. Essa expansão está atrelada ao bom desempenho dos setores de máquinas e equipamentos, com alta de 10,8%, meios de transporte (11,7%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (16,7%).

Concorrência - O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Santo André, Shotoku Yamamoto, observa que a economia continua aquecida principalmente por conta do crédito.

Segundo ele, "mesmo com a alta da Selic (taxa básica de juros) o País, assim como o Grande ABC, está exportando bastante. As pessoas estão consumindo mais, o que permite elevar a produção industrial. Prova desse ritmo é o desempenho de setores como o automobilístico e a agroindústria."

Yamamoto alerta, no entanto, para o problema das taxas de câmbio. "A desvalorização do dólar tira a competitividade de um bom número de empresas e, a longo prazo, podem gerar demissões e mesmo prejuízo para companhias que sofram forte concorrência do mercado internacional.

O diretor da Ciesp de São Caetano, William Pesinato, também compartilha dessa opinião. "Muitas indústrias desse setor não conseguem crescer em função da queda do dólar", enfatiza.

Rendimento - A folha de pagamento real, indicador da renda dos trabalhadores na indústria, acompanhou a queda mensal, recuou 1,3% entre março e abril, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril de 2007, no entanto, houve alta de 6%.



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