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S.Paulo usa 'caldeirão' para ferver o Flu


Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

14/05/2008 | 07:04


O caldeirão vai ferver. O estádio do Morumbi é uma das principais armas do São Paulo para o confronto desta quarta-feira, às 21h50, contra o Fluminense, na abertura das quartas-de-final da Copa Libertadores da América.

Até terça-feira, 52.396 ingressos já haviam sido comercializados de um total de 67.433 bilhetes colocados à venda. Restam apenas entradas para os proprietários de cadeiras cativas, para as cadeiras térreas azuis e geral laranja. A partida, inclusive, baterá o recorde de público do Estado no ano, que pertence ao jogo Corinthians x Goiás pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil (50.773 pagantes).

"A torcida sentiu que o time está reagindo e, por isso, está voltando a ser competitivo. Na Libertadores, não basta jogar um grande futebol, tem de ser determinado e competitivo para vencer", afirmou o técnico Muricy Ramalho ao comentar o apoio da torcida são-paulina.

Em 13 participações na Libertadores, o São Paulo sofreu apenas seis derrotas em casa. A última foi na decisão de 2006, quando caiu diante do Internacional por 2 a 1. Neste ano, o Tricolor está com 100% de aproveitamento em seu estádio na Libertadores. Dos quatro jogos que disputou, venceu todos: Audax Italiano (2 a 1), Sportivo Luqueño (1 a 0), Atlético Nacional ( 1 a 0) e Nacional (2 a 0).

"É muito bom jogar com o Morumbi cheio. Sempre que a torcida comparece, nossa equipe cresce. Agora, esperamos recompensar todo o apoio recebido com uma boa vitória", afirmou o zagueiro Miranda.

As estatísticas também jogam a favor do São Paulo. As duas equipes nunca se enfrentaram na Copa Libertadores, mas nos duelos válidos por outras competições a vantagem é do Tricolor paulista. Em 95 jogos, a equipe do Morumbi venceu 44, perdeu 33 e empatou 18, com destaque para quatro mata-matas ao longo da história do confronto, com vitória são-paulina ao final de todos os duelos.

Recordes - O São Paulo iguala hoje a marca do Palmeiras de 128 jogos pela Copa Libertadores. O rival era o clube brasileiro que, até então, tinha feito mais partidas pelo torneio. O preparador físico Carlinhos Neves completa esta noite 500 jogos pelo São Paulo.

Muricy ‘tranca' elenco, esconde treino e critica rival

"Em jogo importante como esse, é preciso concentração no que vai falar e concentração na partida." As palavras comedidas do zagueiro Miranda resumem bem o clima no São Paulo antes das quartas-de-final da Libertadores.

Não à toa, o elenco está trancado no CT da Barra Funda desde segunda-feira e os jogadores só deixarão o local hoje para encarar o Fluminense. Ontem, o técnico Muricy Ramalho fechou a primeira parte do treinamento à imprensa e só liberou a entrada dos jornalistas na hora do rachão. O treinador também fez mistério e não divulgou a escalação.

Do outro lado do muro do CT são-paulino, na Academia de Futebol do Palmeiras, o Fluminense fez seu último treino antes de encarar o São Paulo e o técnico Renato Gaúcho aproveitou para pedir informações sobre o rival para Vanderlei Luxemburgo. E ambos foram duramente criticados por Muricy Ramalho.

 "Ver o treino do time adversário e pedir informação para outro técnico é um absurdo", disse.

Jorge Wagner é dúvida; Aloísio fica no banco

O mistério continua. Jorge Wagner, principal referência do São Paulo nas jogadas de bola parada, segue se recuperando de um entorse no joelho direito, e ainda é dúvida para encarar o Fluminense.

Ontem, o jogador treinou separado do grupo e o técnico Muricy Ramalho não deu pistas sobre a utilização - ou não - do atleta no jogo de hoje. "O problema do Jorge é na articulação, o que sempre tem uma recuperação mais demorada", disse. "Ele é um jogador que faz muita falta para nós, pois os cruzamentos deles são perfeitos."

Se Jorge Wagner não puder jogar, o meia Hugo deve ser mantido entre os titulares. "Não temos muito o que mexer. O elenco que vem jogando a Libertadores é esse e não tem mudanças", justificou Muricy.

Se a volta de Jorge Wagner ainda é dúvida, o retorno de Aloísio é garantido. O atacante já está recuperado de um lesão nos ligamentos do tornozelo direito e ficará no banco de reservas como opção para o segundo tempo - seu último jogo foi no dia 30 de março, quando enfrentou o Bragantino pelo Campeonato Paulista. "O Aloísio está bem clinicamente, mas fisicamente ainda não. Por isso, começa no banco", afirmou o treinador.

Apesar de evitar comentários sobre o rival (Renato Gaúcho também faz mistério e não divulgou a escalação), Muricy Ramalho prevê jogos complicados com os cariocas. "Em termos matemáticos, o elenco deles (Fluminense) pode até ser maior, mas em termos de qualidade é muito parecido", disse. "Será um confronto decidido por um detalhe ou uma falta de atenção."

Até a mesmo o bom retrospecto do São Paulo na Libertadores é minimizado pelo treinador. "O time deles também é formado por jogadores experientes. Eles não têm só garotos", disse.



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