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À vontade na MTV


Mariana Trigo
Da TV Press

19/04/2008 | 07:03


Cazé não disfarça sua constante inquietação no comando do programa Quinta Categoria, que divide com Marcos Mion na MTV. Com uma voz sempre acelerada e emendando assuntos incessantemente, Cazé reflete toda sua ansiedade em sua história de vida. Em 1994, aos 26 anos, depois de ter dado aulas de inglês, recitado poesias, ter sido ajudante de garçom nos Estados Unidos e camelô na China, este carioca inscreveu-se no concurso MTV Pega Para Criar, “apenas para ganhar uma grana”.

De lá para cá, acumulou programas na emissora musical até acreditar que teria chegado sua grande chance: um contrato com a Globo e a apresentação do extinto Sociedade Anônima, em 2001. Com o fracasso da produção, retornou à MTV. Agora está no comando do programa de auditório após ter sido assediado pela Band. Em Quinta Categoria, Cazé se veste de mosquito, canta, interpreta covers e recebe convidados inusitados. “Esse programa está perto do meu ideal na TV. Mas não é fácil segurar uma platéia e dividir as atenções com o Mion. É uma saudável disputa diária de quem é o melhor”, assume.

Recentemente, você foi sondado pela Band para apresentar o CQC. Por que continuou na MTV?
CAZÉ – A conversa rolou, mas eu já estava negociando com a MTV. Conheço muita gente do CQC, o diretor, a produção, mas a MTV me fisgou com o Quinta Categoria. Fiquei estimulado com a proposta do programa, os números solos, em voltar a ter um programa de auditório. O CQC é mais roteirizado. Queria ter a liberdade de passear pelo palco, fazer do meu jeito. A Band bateu na trave.

Em 2001 você foi para a Globo apresentar o Sociedade Anônima, que fracassou pela baixa audiência. A possibilidade de novamente sair da MTV, por uma proposta que também poderia não dar certo, pesou nessa decisão?
CAZÉ – O motivo não foi esse. O fracasso do Sociedade Anônima ocorreu de forma inesperada, imprevisível. Já criei várias teorias para tentar entender. Fiz um programa que eu acreditava, mas me colocaram para concorrer com o Silvio Santos. Também não sei se teria funcionado se fosse em outro horário. Foi muito frustrante.

No Quinta Categoria, você divide o palco com o Marcos Mion e é a primeira vez que vocês trabalham juntos. Existe disputa na apresentação?
CAZÉ – É muito difícil trabalhar em dupla na TV, dividir um espaço. Os programas de TV foram feitos para ter uma pessoa no comando. Senão, um fala, outro tem de esperar para fazer um comentário. É uma equação delicada. Mas o Mion é muito talentoso, gosto muito dele. Nos identificamos muito com o programa e sempre temos bastante assunto. Existe uma disputa para que um se sobressaia mais que o outro e isso é estimulante. Eu quero sempre ganhar (risos).

Apesar de você sempre afirmar que não gosta de assistir à TV, o que é de quinta categoria para você na televisão?
CAZÉ – Não gosto mesmo de televisão. Não assisto. Assistia quando era moleque. Hoje só vejo futebol com meu filho porque ele pede. Minha grande diversão é navegar na internet, ler livros, preciso de tempo para processar as informações e o livro é perfeito para essa reflexão. Só vejo meu programa gravado, em DVD. Nós somos de quinta categoria, não somos pretensiosos, fazemos coisas inusitadas e nos divertimos com isso. Mas não estou numa posição confortável. O programa me instiga. Já fiz até desfile de roupas contra dengue no ar.

Você estreou na MTV com 26 anos, quando passou no concurso MTV Pega Pra Criar. Este ano você fez 40 anos de idade e 14 anos de MTV. Como avalia essa trajetória?
CAZÉ – Não gosto de olhar para trás, mas sei que fiz minha vida na MTV. Melhorei bastante, comecei solteiro, hoje tenho uma família, filhos. Meu desenvolvimento na TV acompanhou meu crescimento pessoal. Quando comecei, queria ser escritor. Fazia minhas poesias, dava aula de inglês. Fiz o teste da MTV pensando em independência financeira. Hoje, além de ser apresentador, meu maior barato é montar sites. Estou montando um site de blogs, gosto de construir sistemas na internet. Minha vida é uma correria.



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À vontade na MTV

Mariana Trigo
Da TV Press

19/04/2008 | 07:03


Cazé não disfarça sua constante inquietação no comando do programa Quinta Categoria, que divide com Marcos Mion na MTV. Com uma voz sempre acelerada e emendando assuntos incessantemente, Cazé reflete toda sua ansiedade em sua história de vida. Em 1994, aos 26 anos, depois de ter dado aulas de inglês, recitado poesias, ter sido ajudante de garçom nos Estados Unidos e camelô na China, este carioca inscreveu-se no concurso MTV Pega Para Criar, “apenas para ganhar uma grana”.

De lá para cá, acumulou programas na emissora musical até acreditar que teria chegado sua grande chance: um contrato com a Globo e a apresentação do extinto Sociedade Anônima, em 2001. Com o fracasso da produção, retornou à MTV. Agora está no comando do programa de auditório após ter sido assediado pela Band. Em Quinta Categoria, Cazé se veste de mosquito, canta, interpreta covers e recebe convidados inusitados. “Esse programa está perto do meu ideal na TV. Mas não é fácil segurar uma platéia e dividir as atenções com o Mion. É uma saudável disputa diária de quem é o melhor”, assume.

Recentemente, você foi sondado pela Band para apresentar o CQC. Por que continuou na MTV?
CAZÉ – A conversa rolou, mas eu já estava negociando com a MTV. Conheço muita gente do CQC, o diretor, a produção, mas a MTV me fisgou com o Quinta Categoria. Fiquei estimulado com a proposta do programa, os números solos, em voltar a ter um programa de auditório. O CQC é mais roteirizado. Queria ter a liberdade de passear pelo palco, fazer do meu jeito. A Band bateu na trave.

Em 2001 você foi para a Globo apresentar o Sociedade Anônima, que fracassou pela baixa audiência. A possibilidade de novamente sair da MTV, por uma proposta que também poderia não dar certo, pesou nessa decisão?
CAZÉ – O motivo não foi esse. O fracasso do Sociedade Anônima ocorreu de forma inesperada, imprevisível. Já criei várias teorias para tentar entender. Fiz um programa que eu acreditava, mas me colocaram para concorrer com o Silvio Santos. Também não sei se teria funcionado se fosse em outro horário. Foi muito frustrante.

No Quinta Categoria, você divide o palco com o Marcos Mion e é a primeira vez que vocês trabalham juntos. Existe disputa na apresentação?
CAZÉ – É muito difícil trabalhar em dupla na TV, dividir um espaço. Os programas de TV foram feitos para ter uma pessoa no comando. Senão, um fala, outro tem de esperar para fazer um comentário. É uma equação delicada. Mas o Mion é muito talentoso, gosto muito dele. Nos identificamos muito com o programa e sempre temos bastante assunto. Existe uma disputa para que um se sobressaia mais que o outro e isso é estimulante. Eu quero sempre ganhar (risos).

Apesar de você sempre afirmar que não gosta de assistir à TV, o que é de quinta categoria para você na televisão?
CAZÉ – Não gosto mesmo de televisão. Não assisto. Assistia quando era moleque. Hoje só vejo futebol com meu filho porque ele pede. Minha grande diversão é navegar na internet, ler livros, preciso de tempo para processar as informações e o livro é perfeito para essa reflexão. Só vejo meu programa gravado, em DVD. Nós somos de quinta categoria, não somos pretensiosos, fazemos coisas inusitadas e nos divertimos com isso. Mas não estou numa posição confortável. O programa me instiga. Já fiz até desfile de roupas contra dengue no ar.

Você estreou na MTV com 26 anos, quando passou no concurso MTV Pega Pra Criar. Este ano você fez 40 anos de idade e 14 anos de MTV. Como avalia essa trajetória?
CAZÉ – Não gosto de olhar para trás, mas sei que fiz minha vida na MTV. Melhorei bastante, comecei solteiro, hoje tenho uma família, filhos. Meu desenvolvimento na TV acompanhou meu crescimento pessoal. Quando comecei, queria ser escritor. Fazia minhas poesias, dava aula de inglês. Fiz o teste da MTV pensando em independência financeira. Hoje, além de ser apresentador, meu maior barato é montar sites. Estou montando um site de blogs, gosto de construir sistemas na internet. Minha vida é uma correria.

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