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Transporte da região é mal avaliado

Levantamento da EMTU apontou que a região tem oito entre as dez piores empresas de transporte


Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC

25/04/2008 | 07:02


Levantamento apresentado ontem pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) apontou que o Grande ABC tem oito entre as dez piores empresas de transporte coletivo intermunicipal que operam nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista.

O IQT (Índice de Qualidade do Transporte) de 2007, avaliou 40 empresas e concessionárias de ônibus e mostra que das 19 empresas avaliadas na região, apenas três receberam mais de sete como nota (numa escala de zero a dez) e estão acima da média.

O pior resultado do estudo foi da Eaosa, avaliada com 1,89. No ano passado, a empresa amargou a penúltima colocação do levantamento. A penúltima e antepenúltima do ranking também são da região - Utinga e Ribeirão Pires (Viripisa).

A analista de projetos Márcia Alves Borges, 40 anos, sente os reflexos da situação apontada pela EMTU. Diariamente ela utiliza a linha Mauá-Diadema da Eaosa e sofre com os problemas. "O ônibus quebra demais e atrasa. Pelo valor que pagamos da tarifa (R$ 5,60) deveríamos ter um serviço de qualidade", afirma. Outra usuária da linha é a assistente administrativa Elaine Cristina Cruz, 30, que reside em Santo André e trabalha em São Bernardo. "Não há horários definidos e chove dentro dos ônibus", reclama.

EXPLICAÇÃO
O gerente operacional que responde pelas empresas Eaosa, São Camilo, Eusa e Ribeirão Pires (Viripisa), Manoel Adair dos Santos, lembra que é preciso levar em conta que o Grande ABC é uma região marcada por congestionamentos. "Isso gera descontrole e interfere na qualidade dos serviços."

Santos frisa ainda que as frotas das empresas citadas têm idade média de uso mais alta do que as demais avaliadas pela EMTU. "Hoje as tarifas cobradas não cobririam um investimento em frota." O gerente acredita que com a concessão, cujo edital está em andamento, haverá melhorias até por conta das regras impostas no contrato. Porém, a solução para o transporte coletivo, na opinião de Souza, seria a construção de corredores intermunicipais exclusivos para os ônibus.

Na liderança do ranking com a melhor nota registrada - 7,68 -, está a concessionária Unileste que atua na Região Metropolitana de São Paulo.

No Grande ABC, o destaque é a Rigras Transporte Coletivo, com sede em Ribeirão Pires, que aparece na segunda colocação. Na última avaliação, a empresa estava na 29º posição. Outra que também teve êxito foi a Auto Viação ABC. Em 2006, a empresa ocupava o 36º lugar, em 2007, alcançou a sexta colocação.

EMTU atribui resultados à fragilidade das permissões

O presidente da EMTU, José Ignácio Sequeira de Almeida, atribui as baixas notas apresentadas pelas empresas que operam no Grande ABC à fragilidade do regime de permissão.

As 19 empresas avaliadas têm uma permissão para operar que tira autonomia da EMTU para cobrar investimentos e melhorias.

Segundo Almeida, o processo de licitação para a concessão da área cinco, que compreende o Grande ABC, está em andamento e deve ser concluído até maio. "No máximo em quatro meses (após maio) acredito que as empresas já estejam operando por meio da concessão", prevê.

Almeida reforça que só por meio desta nova modalidade de trabalho, será possível garantir mais qualidade ao transporte intermunicipal. "Os contratos de permissão são antigos, precários e frágeis. Com a concessão, unimos o interesse do empresário no lucro e a intenção do Estado em oferecer um serviço público de qualidade."

A Intervias e a Metra, concessionárias que não obtiveram Índice de Qualidade do Transporte superior a 7, serão multadas.



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Transporte da região é mal avaliado

Levantamento da EMTU apontou que a região tem oito entre as dez piores empresas de transporte

Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC

25/04/2008 | 07:02


Levantamento apresentado ontem pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) apontou que o Grande ABC tem oito entre as dez piores empresas de transporte coletivo intermunicipal que operam nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista.

O IQT (Índice de Qualidade do Transporte) de 2007, avaliou 40 empresas e concessionárias de ônibus e mostra que das 19 empresas avaliadas na região, apenas três receberam mais de sete como nota (numa escala de zero a dez) e estão acima da média.

O pior resultado do estudo foi da Eaosa, avaliada com 1,89. No ano passado, a empresa amargou a penúltima colocação do levantamento. A penúltima e antepenúltima do ranking também são da região - Utinga e Ribeirão Pires (Viripisa).

A analista de projetos Márcia Alves Borges, 40 anos, sente os reflexos da situação apontada pela EMTU. Diariamente ela utiliza a linha Mauá-Diadema da Eaosa e sofre com os problemas. "O ônibus quebra demais e atrasa. Pelo valor que pagamos da tarifa (R$ 5,60) deveríamos ter um serviço de qualidade", afirma. Outra usuária da linha é a assistente administrativa Elaine Cristina Cruz, 30, que reside em Santo André e trabalha em São Bernardo. "Não há horários definidos e chove dentro dos ônibus", reclama.

EXPLICAÇÃO
O gerente operacional que responde pelas empresas Eaosa, São Camilo, Eusa e Ribeirão Pires (Viripisa), Manoel Adair dos Santos, lembra que é preciso levar em conta que o Grande ABC é uma região marcada por congestionamentos. "Isso gera descontrole e interfere na qualidade dos serviços."

Santos frisa ainda que as frotas das empresas citadas têm idade média de uso mais alta do que as demais avaliadas pela EMTU. "Hoje as tarifas cobradas não cobririam um investimento em frota." O gerente acredita que com a concessão, cujo edital está em andamento, haverá melhorias até por conta das regras impostas no contrato. Porém, a solução para o transporte coletivo, na opinião de Souza, seria a construção de corredores intermunicipais exclusivos para os ônibus.

Na liderança do ranking com a melhor nota registrada - 7,68 -, está a concessionária Unileste que atua na Região Metropolitana de São Paulo.

No Grande ABC, o destaque é a Rigras Transporte Coletivo, com sede em Ribeirão Pires, que aparece na segunda colocação. Na última avaliação, a empresa estava na 29º posição. Outra que também teve êxito foi a Auto Viação ABC. Em 2006, a empresa ocupava o 36º lugar, em 2007, alcançou a sexta colocação.

EMTU atribui resultados à fragilidade das permissões

O presidente da EMTU, José Ignácio Sequeira de Almeida, atribui as baixas notas apresentadas pelas empresas que operam no Grande ABC à fragilidade do regime de permissão.

As 19 empresas avaliadas têm uma permissão para operar que tira autonomia da EMTU para cobrar investimentos e melhorias.

Segundo Almeida, o processo de licitação para a concessão da área cinco, que compreende o Grande ABC, está em andamento e deve ser concluído até maio. "No máximo em quatro meses (após maio) acredito que as empresas já estejam operando por meio da concessão", prevê.

Almeida reforça que só por meio desta nova modalidade de trabalho, será possível garantir mais qualidade ao transporte intermunicipal. "Os contratos de permissão são antigos, precários e frágeis. Com a concessão, unimos o interesse do empresário no lucro e a intenção do Estado em oferecer um serviço público de qualidade."

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