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Investidor não deve se preocupar
com queda nas ações da Petrobras

Papéis da companhia valorizaram 350% desde o ano 2000;
quem aplicou recursos nesses títulos deve manter a calma


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

07/02/2013 | 06:24


O mercado financeiro se agitou nesta semana. Depois que a Petrobras anunciou seus resultados, na segunda-feira, com desaceleração de 36% no lucro de 2012, atingindo R$ 21,2 bilhões, as ações ordinárias da estatal, que não dão direito ao voto, caíram 8,2% na terça-feira, para R$ 16,60, e tiveram forte contribuição para deixar o Ibovespa com baixa de -0,22%. Porém, não há motivos para quem aplicou recursos - como do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) - nesses títulos se preocupar.

A oscilação do preço da ação, frente ao dia anterior, foi interpretada pelos especialistas como comum para o mercado acionário, que também é denominado variável. A ação preferencial da companhia, que dá direito ao voto na assembleia gigante mas é menos negociada do que a ordinária, subiu 0,44% na terça-feira. E a melhor estratégia para os pequenos investidores, que mantêm as ações da petrolífera de capital misto, é continuar pensando no longo prazo.

 

RETORNO - Em agosto de 2000, o governo federal autorizou os trabalhadores cotistas do FGTS a aplicarem os seus recursos do fundo em papéis da Petrobras. Neste período, a empresa passou por vários momentos que garantiram grandes oscilações no mercado. Porém, no caso das ações ordinárias, por exemplo, o rendimento acumulado, daquela época até ontem, atingia 350%, calculou o sócio-diretor da corretora de Diadema Top Traders, Wagner Caetano.

No mesmo período, para aqueles que não colocaram o dinheiro do FGTS nas ações da empresa pública, o fundo, que tem retorno médio de 3% mais TR (Taxa Referencial), somou rendimento de, aproximadamente, 80%.

"O pequeno investidor tem que olhar para a Bolsa de Valores como uma aplicação de longo prazo, para a aposentadoria, por exemplo. E a melhor estratégia para quem tem ações da Petrobras é não fazer nada agora", opinou o consultor financeiro e especialista em finanças pessoais André Massaro.

Ele explicou que o conceito básico da aplicação no mercado acionário é comprar na baixa, que é quando as ações estão desvalorizadas, e vender na alta. "Mas observar a queda de 8,2% do papel em um dia aumenta o risco emocional de vender na baixa. Portanto, as pessoas não devem fazer nada", argumentou Massaro.

Caetano destacou que uma movimentação em menor prazo deve ser feita por pessoas com orientação de especialistas ou com conhecimento em análises gráficas do mercado. Para ele, o momento ideal para vender as ações da Petrobras era em maio de 2008. "Para aqueles que investiram em agosto de 2000, a venda em 2008 renderia, aproximadamente, 1.500%. Porém de lá para cá, o valor da ação ordinária da Petrobras diminuiu de R$ 55,45 para R$ 16,44 (ontem, às 14h, queda de 70%)."



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Investidor não deve se preocupar
com queda nas ações da Petrobras

Papéis da companhia valorizaram 350% desde o ano 2000;
quem aplicou recursos nesses títulos deve manter a calma

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

07/02/2013 | 06:24


O mercado financeiro se agitou nesta semana. Depois que a Petrobras anunciou seus resultados, na segunda-feira, com desaceleração de 36% no lucro de 2012, atingindo R$ 21,2 bilhões, as ações ordinárias da estatal, que não dão direito ao voto, caíram 8,2% na terça-feira, para R$ 16,60, e tiveram forte contribuição para deixar o Ibovespa com baixa de -0,22%. Porém, não há motivos para quem aplicou recursos - como do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) - nesses títulos se preocupar.

A oscilação do preço da ação, frente ao dia anterior, foi interpretada pelos especialistas como comum para o mercado acionário, que também é denominado variável. A ação preferencial da companhia, que dá direito ao voto na assembleia gigante mas é menos negociada do que a ordinária, subiu 0,44% na terça-feira. E a melhor estratégia para os pequenos investidores, que mantêm as ações da petrolífera de capital misto, é continuar pensando no longo prazo.

 

RETORNO - Em agosto de 2000, o governo federal autorizou os trabalhadores cotistas do FGTS a aplicarem os seus recursos do fundo em papéis da Petrobras. Neste período, a empresa passou por vários momentos que garantiram grandes oscilações no mercado. Porém, no caso das ações ordinárias, por exemplo, o rendimento acumulado, daquela época até ontem, atingia 350%, calculou o sócio-diretor da corretora de Diadema Top Traders, Wagner Caetano.

No mesmo período, para aqueles que não colocaram o dinheiro do FGTS nas ações da empresa pública, o fundo, que tem retorno médio de 3% mais TR (Taxa Referencial), somou rendimento de, aproximadamente, 80%.

"O pequeno investidor tem que olhar para a Bolsa de Valores como uma aplicação de longo prazo, para a aposentadoria, por exemplo. E a melhor estratégia para quem tem ações da Petrobras é não fazer nada agora", opinou o consultor financeiro e especialista em finanças pessoais André Massaro.

Ele explicou que o conceito básico da aplicação no mercado acionário é comprar na baixa, que é quando as ações estão desvalorizadas, e vender na alta. "Mas observar a queda de 8,2% do papel em um dia aumenta o risco emocional de vender na baixa. Portanto, as pessoas não devem fazer nada", argumentou Massaro.

Caetano destacou que uma movimentação em menor prazo deve ser feita por pessoas com orientação de especialistas ou com conhecimento em análises gráficas do mercado. Para ele, o momento ideal para vender as ações da Petrobras era em maio de 2008. "Para aqueles que investiram em agosto de 2000, a venda em 2008 renderia, aproximadamente, 1.500%. Porém de lá para cá, o valor da ação ordinária da Petrobras diminuiu de R$ 55,45 para R$ 16,44 (ontem, às 14h, queda de 70%)."

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