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Por Dilma, Marinho
ignora Padilha

Montagem/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em expediente, prefeito de São Bernardo vai
a Campinas e abandona candidato do PT ao Estado


Gustavo Pinchiaro
Júnior Carvalho

18/09/2014 | 07:00


Prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT) deixou de lado atividade eleitoral do candidato do seu partido ao governo do Estado, Alexandre Padilha, em solo são-bernardense e os trabalhos na Prefeitura do próprio município para acompanhar, em Campinas, a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), que durou pelo menos cinco horas.

Coordenador dos dois projetos em São Paulo, Marinho saiu logo cedo para Campinas para ficar ao lado de Dilma em palestra para empresários na cidade do Interior e caminhada pelo município, já no começo da tarde. No mesmo horário, Padilha visitava central de monitoramento da Prefeitura de São Bernardo, no Centro, sem ter o chefe do Executivo da cidade ao seu lado.

Ex-ministro da Saúde foi ciceroneado pelo secretário municipal de Segurança Pública, Benedito Mariano, e pelo irmão do prefeito, Brás Marinho, também presidente do PT local. Candidata suplente de senador na chapa petista, Rozane Sena, a Zaninha, foi outra a acompanhar a visita.

Ontem foi a quinta vez que o Diário flagrou Marinho abandonando o expediente no Paço para pedir votos ou para Dilma ou para Padilha em ações eleitorais em São Paulo, São Bernardo e Guarulhos.

Deixar expediente para fazer campanha é conduta é vetada pela legislação eleitoral e passível de punição ao gestor e ao candidato beneficiado, caso ferramentas públicas sejam utilizadas em benefícios individuais. Marinho evitou comentar o caso ontem. A postura do chefe do Executivo é alvo do Ministério Público e do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).

‘NEM QUE A VACA TUSSA’
Em palestra a empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, Dilma defendeu direitos trabalhistas garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Anunciando “adaptações”, ela disse que mexer em “férias, 13º salário e horas extras nem que a vaca tussa”.

A petista também expôs propostas para garantir o crescimento de micro e pequenos empreendedores com desonerações fiscais e desburocratização. “Em novembro vamos encaminhar um projeto ao Congresso que será a rampa de acesso para os micro e pequenos empreendedores se tornarem empresários.” A lei deve garantir aumento gradativo dos índices, porém, Dilma não se aprofundou na explicação.

Após o evento, Dilma seguiu em carreata pelo Centro de Campinas. A atividade terminou com rápido comício em que o prefeito de São Bernardo disse ter sido um “equívoco” Marina Silva (PSB), rival de Dilma no pleito, ter “abandonado o projeto do PT”. Já a presidente aproveitou para exaltar a maior distribuição de renda e crescimento de universidades públicas.

“Sabemos que tem muita mentira, muito boato e muito ódio nesta campanha. Peço que respondam nas ruas com a verdade. E a verdade é que esse País mudou muito nos últimos 12 anos”, discursou Dilma.

Ela ainda ironizou o crescimento de 15% para 19% das intenções de voto do presidenciável tucano, Aécio Neves, que chamou o salto de “onda da razão”. “Tem muita propaganda na campanha. Eu não dou muita atenção para esse tipo de coisa, não comento pesquisa.” 



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