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Famílias protestam por moradias no Jardim Sto.André

Andréa Iseki/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Manifestantes afirmam que havia promessa de receber unidades da CDHU, mas carta de crédito foi oferecida no lugar do imóvel


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

06/09/2014 | 07:00


Entre quatro e cinco anos é o tempo que 103 famílias do Jardim Santo André, no município de mesmo nome, vivem em três precários alojamentos enquanto aguardam o sonho da casa própria prometido pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Os prédios estão prontos, porém, no lugar do apartamento, foi oferecida carta de crédito no valor de R$ 150 mil para compra de imóveis em outro lugar.

A mudança gerou insatisfação e resultou em protesto, realizado na tarde de ontem na Rua Dominicanos, onde as unidades habitacionais estão instaladas.

Segundo os moradores, pessoas que possuem casas na região estão sendo retiradas para uma frente de trabalho da CDHU e serão contempladas com as moradias, deixando-os de fora. “Estão tirando quem tem casa boa e dando o apartamento, enquanto ficamos para trás. Ninguém quer carta de crédito. Teve muita gente de alojamento antigo que pegou carta de crédito e até hoje não conseguiu comprar nada”, disse a dona de casa Juciene Torquato Oliveira, 33 anos.

“As unidades foram prometidas para nós. Dá para tirar todo mundo do alojamento e colocar nos apartamentos que estão prontos. Não tem casa na cidade no valor da carta de crédito que eles ofereceram”, salientou o segurança Alexandre da Silva, 34, que mora em um dos alojamentos com a esposa e seis filhos.

Procurada, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria da Inclusão e Assistência Social, disse que a responsabilidade é da CDHU. O órgão estadual, por sua vez, informou que 405 famílias precisam ser removidas para abrir frentes de obras para urbanização e implantação de equipamentos sociais. “Para as famílias previstas no atendimento, a CDHU destinou o empreendimento Santo André G (que será entregue até meados de outubro), com 194 apartamentos, além de cartas de crédito e auxílio moradia até a aquisição do imóvel no mercado. Portanto, todas as 103 famílias que vivem atualmente nos alojamentos terão atendimento habitacional da CDHU, sendo que 37 serão removidas para o empreendimento Santo André G e as demais têm à disposição cartas de crédito e auxílio moradia.”

Ainda de acordo com a autarquia, “os critérios de seleção para cada modalidade de atendimento deste grupo foram definidos pela Prefeitura andreense.”

A CDHU destacou também que, para agilizar a aquisição de imóveis no mercado por meio de cartas de crédito, foi assinado ontem termo de cooperação com o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). A entidade vai avaliar e apresentar à companhia imóveis que se enquadrem nos programas de interesse social. “Uma das prioridades nesta primeira etapa da parceria é justamente as famílias do Projeto Jardim Santo André”, concluiu a nota enviada pela CDHU. 



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Famílias protestam por moradias no Jardim Sto.André

Manifestantes afirmam que havia promessa de receber unidades da CDHU, mas carta de crédito foi oferecida no lugar do imóvel

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

06/09/2014 | 07:00


Entre quatro e cinco anos é o tempo que 103 famílias do Jardim Santo André, no município de mesmo nome, vivem em três precários alojamentos enquanto aguardam o sonho da casa própria prometido pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Os prédios estão prontos, porém, no lugar do apartamento, foi oferecida carta de crédito no valor de R$ 150 mil para compra de imóveis em outro lugar.

A mudança gerou insatisfação e resultou em protesto, realizado na tarde de ontem na Rua Dominicanos, onde as unidades habitacionais estão instaladas.

Segundo os moradores, pessoas que possuem casas na região estão sendo retiradas para uma frente de trabalho da CDHU e serão contempladas com as moradias, deixando-os de fora. “Estão tirando quem tem casa boa e dando o apartamento, enquanto ficamos para trás. Ninguém quer carta de crédito. Teve muita gente de alojamento antigo que pegou carta de crédito e até hoje não conseguiu comprar nada”, disse a dona de casa Juciene Torquato Oliveira, 33 anos.

“As unidades foram prometidas para nós. Dá para tirar todo mundo do alojamento e colocar nos apartamentos que estão prontos. Não tem casa na cidade no valor da carta de crédito que eles ofereceram”, salientou o segurança Alexandre da Silva, 34, que mora em um dos alojamentos com a esposa e seis filhos.

Procurada, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria da Inclusão e Assistência Social, disse que a responsabilidade é da CDHU. O órgão estadual, por sua vez, informou que 405 famílias precisam ser removidas para abrir frentes de obras para urbanização e implantação de equipamentos sociais. “Para as famílias previstas no atendimento, a CDHU destinou o empreendimento Santo André G (que será entregue até meados de outubro), com 194 apartamentos, além de cartas de crédito e auxílio moradia até a aquisição do imóvel no mercado. Portanto, todas as 103 famílias que vivem atualmente nos alojamentos terão atendimento habitacional da CDHU, sendo que 37 serão removidas para o empreendimento Santo André G e as demais têm à disposição cartas de crédito e auxílio moradia.”

Ainda de acordo com a autarquia, “os critérios de seleção para cada modalidade de atendimento deste grupo foram definidos pela Prefeitura andreense.”

A CDHU destacou também que, para agilizar a aquisição de imóveis no mercado por meio de cartas de crédito, foi assinado ontem termo de cooperação com o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). A entidade vai avaliar e apresentar à companhia imóveis que se enquadrem nos programas de interesse social. “Uma das prioridades nesta primeira etapa da parceria é justamente as famílias do Projeto Jardim Santo André”, concluiu a nota enviada pela CDHU. 

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