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Venda de carros novos tem queda de 7% em agosto

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Restrição de crédito e medo do consumidor de perder o emprego afetam resultados, apontam analistas do setor


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

03/09/2014 | 07:10


Com o fim da Copa do Mundo, a expectativa no setor automotivo era de que as vendas de veículos zero-quilômetro melhorassem em agosto, mas não foi o que ocorreu. No mês passado, o total de emplacamentos de automóveis e comerciais leves (259 mil) no País ficou 7,38% abaixo do registrado em julho, apontou levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulgado ontem. Na comparação com mesmo mês de 2013, o desempenho é ainda pior, com queda de 17% e, no acumulado dos primeiros oito meses de 2014, o segmento contabiliza retração de 9,5% ante o volume comercializado no mesmo período do ano passado.

Para o presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti, o resultado surpreendeu. Ele avalia que a falta de crédito continua sendo o principal fator que limita a efetivação de negócios. Isso apesar de medidas recentes do governo federal para tentar diminuir a resistência dos bancos em oferecer financiamento para a compra de veículos – entre os quais modalidade em que o tomador do crédito dá autorização expressa de retomada do bem em caso de não pagamento. O efeito não é imediato e só vai ser sentido em contratos novos, assinala o presidente do Sincodiv-SP (Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos Automotores), Octávio Vallejo. “A economia está andando de lado, e o consumidor, com receio de perder o emprego, não faz novos compromissos”, acrescenta o dirigente.

Porém, Vallejo considera que, tradicionalmente, no segundo semestre, as vendas de carros costumam ser melhores do que as do primeiro, e diversas montadoras trazem lançamentos que podem ajudar a impulsionar a procura no fim do ano.

Lojistas da região também contam com campanhas promocionais das fabricantes para conseguir melhorar os resultados. Por esse motivo, Marcos Capuano, gerente de concessionária Chevrolet em São Caetano acredita que neste mês vai dar uma recuperada em relação a agosto, apesar da dificuldade de aprovação das fichas cadastrais. “Mesmo clientes dando entrada alta, de 50% a 60%, se tiver score baixo (avaliação de risco, medida pelas instituições financeiras), o banco não aprova”, diz. Daniel Menezes, diretor de revenda da Volkswagen em Santo André, também acredita que haverá impulso nos licenciamentos, por causa da expectativa de promoções. “Esperamos crescimento neste mês”, afirma.

INADIMPLÊNCIA - Meneghetti afirma que as medidas do governo devem ajudar a gerar recuperação, nos próximos meses. Ele lembra que a inadimplência, no setor de veículos, vem caindo e que, apesar de estar em 4,7% – acima do considerado normal, de 3% – é menor do que o patamar de 8% do ano passado. O dirigente da Fenabrave avalia ainda que a eleição não deve alterar o comportamento do consumidor no fim do ano. 



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Venda de carros novos tem queda de 7% em agosto

Restrição de crédito e medo do consumidor de perder o emprego afetam resultados, apontam analistas do setor

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

03/09/2014 | 07:10


Com o fim da Copa do Mundo, a expectativa no setor automotivo era de que as vendas de veículos zero-quilômetro melhorassem em agosto, mas não foi o que ocorreu. No mês passado, o total de emplacamentos de automóveis e comerciais leves (259 mil) no País ficou 7,38% abaixo do registrado em julho, apontou levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulgado ontem. Na comparação com mesmo mês de 2013, o desempenho é ainda pior, com queda de 17% e, no acumulado dos primeiros oito meses de 2014, o segmento contabiliza retração de 9,5% ante o volume comercializado no mesmo período do ano passado.

Para o presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti, o resultado surpreendeu. Ele avalia que a falta de crédito continua sendo o principal fator que limita a efetivação de negócios. Isso apesar de medidas recentes do governo federal para tentar diminuir a resistência dos bancos em oferecer financiamento para a compra de veículos – entre os quais modalidade em que o tomador do crédito dá autorização expressa de retomada do bem em caso de não pagamento. O efeito não é imediato e só vai ser sentido em contratos novos, assinala o presidente do Sincodiv-SP (Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos Automotores), Octávio Vallejo. “A economia está andando de lado, e o consumidor, com receio de perder o emprego, não faz novos compromissos”, acrescenta o dirigente.

Porém, Vallejo considera que, tradicionalmente, no segundo semestre, as vendas de carros costumam ser melhores do que as do primeiro, e diversas montadoras trazem lançamentos que podem ajudar a impulsionar a procura no fim do ano.

Lojistas da região também contam com campanhas promocionais das fabricantes para conseguir melhorar os resultados. Por esse motivo, Marcos Capuano, gerente de concessionária Chevrolet em São Caetano acredita que neste mês vai dar uma recuperada em relação a agosto, apesar da dificuldade de aprovação das fichas cadastrais. “Mesmo clientes dando entrada alta, de 50% a 60%, se tiver score baixo (avaliação de risco, medida pelas instituições financeiras), o banco não aprova”, diz. Daniel Menezes, diretor de revenda da Volkswagen em Santo André, também acredita que haverá impulso nos licenciamentos, por causa da expectativa de promoções. “Esperamos crescimento neste mês”, afirma.

INADIMPLÊNCIA - Meneghetti afirma que as medidas do governo devem ajudar a gerar recuperação, nos próximos meses. Ele lembra que a inadimplência, no setor de veículos, vem caindo e que, apesar de estar em 4,7% – acima do considerado normal, de 3% – é menor do que o patamar de 8% do ano passado. O dirigente da Fenabrave avalia ainda que a eleição não deve alterar o comportamento do consumidor no fim do ano. 

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