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Mauá quer nova
licitação para transporte

Objetivo do prefeito é reorganizar sistema público na cidade
e acabar com o imbróglio que já se arrasta há quatro anos


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

12/01/2013 | 07:00


O prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), quer realizar outra licitação para a concessão das linhas de ônibus municipais. O objetivo é reorganizar o transporte público na cidade e acabar com o imbróglio que se arrasta há quatro anos para a operação dos 18 trajetos que compõem o Lote 2.

"Vamos reorganizar o sistema de transporte coletivo, que atualmente não é bom. Do jeito que está, não dá", reconhece o chefe do Executivo. Como exemplo, o petista cita problemas em linhas que atendem bairros como Itapark, Bógus, Zaíra e Parque São Vicente. "São linhas com grande volume de pessoas e tempo elevado de espera." Para corrigir a situação, Donisete afirma que serão necessários criar trajetos e redefinir itinerários existentes.

Apesar de não descartar novo processo licitatório, o prefeito informa que ainda não foi definida data para que o certame seja lançado.

Para justificar a licitação, Donisete avalia que não é possível efetuar as mudanças necessárias sem que as contratações sejam refeitas. "Se a gente for levar em consideração, todos os contratos vigentes têm problemas. Estamos analisando os termos de concessão das empresas e vamos estabelecer processo de fiscalização." O prefeito afirma, entretanto, que irá buscar meios legais para o processo, de forma que não haja problemas com a legislação.

Em relação à briga judicial envolvendo as viações Leblon e Estrela de Mauá, o prefeito informa apenas que irá cumprir a decisão da Justiça. "Estamos trabalhando para que possamos buscar uma solução. É muito ruim o transporte coletivo ficar dependendo da Justiça."

Na terça-feira, a juíza substituta da 3ª Vara Cível de Mauá, Fernanda Salvador Veiga, determinou que a Estrela de Mauá - que iniciou operação conjunta com a Leblon no fim de dezembro - saísse de circulação imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 5.000 para a Prefeitura. O caso segue à espera de julgamento final, sem previsão de data. O petista não respondeu ao Diário se irá recorrer da medida. "Decisão da Justiça se cumpre. Concordando ou não, tem que cumprir"

GERENCIADORA

Outra novidade anunciada pelo prefeito é a intenção de criar empresa pública para regular e fiscalizar o transporte municipal. O modelo seria semelhante ao adotado em São Bernardo e Santo André, onde o serviço é monitorado pela SBCTrans e SATrans, respectivamente. Em Mauá, a agência deve se chamar Mauá Trans. "Entendemos que, a partir daí, começa a ser possível controlar e fiscalizar o sistema e buscar a perfeição, como acontece nos municípios que a gente mencionou." Donisete afirmou, no entanto, que ainda não há prazo para que o órgão seja criado.

O chefe do Executivo informou também que irá reavaliar o funcionamento do sistema tronco-alimentado nas avenidas Barão de Mauá e Castelo Branco. Nesses locais, o usuário dos bairros de divisa tem de fazer baldeação gratuita nos terminais Itapeva e Zaíra, respectivamente, e seguir rumo ao Centro. "Se a população entender que este é o modelo que está funcionando, vamos manter. Senão, será revisto."

Chefe do Executivo terá reunião com UFABC

Para garantir a chegada da UFABC (Universidade Federal do ABC) a Mauá, o prefeito Donisete Braga (PT) irá se reunir nos próximos dias com o reitor da instituição, Hélio Waldman. O petista quer acelerar a expansão da universidade, que deve ser construída em terreno de 130 mil metros quadrados no Parque São Vicente.

A área pertence ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e está avaliada em R$ 42,6 milhões. Para que seja comprada, é necessário que o Ministério da Educação aprove a transação.

"A reitoria diz que depois que executarem todas as obras da universidade em Santo André, será iniciado o processo de extensão para Mauá", afirma o prefeito. No entanto, Donisete diz que cobrará detalhes sobre o cronograma das intervenções que estão em andamento. "Vamos retomar e atualizar as informações para que possamos, a partir daí, fazer um movimento para garantir a instituição na cidade, o que também beneficiará estudantes de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra."

O chefe do Executivo salienta que pedirá ajuda ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para que fortaleça o pedido junto à universidade e ao governo federal.

A promessa para a construção do campus da instituição no município foi feita em 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após a compra do terreno e a finalização da licitação para escolha da empresa que tocará o projeto, as obras devem ser concluídas no prazo de dois anos.

Petista pede limpeza emergencial de piscinões

A fim de evitar enchentes, o prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), pede ao Estado que organize mutirão para agilizar a limpeza emergencial dos piscinões. Na terça-feira, diversos pontos de alagamento foram registrados na cidade, principalmente no Centro e na Vila América.

"Não basta apenas fazer a limpeza e depois entregar para a Prefeitura. O Estado tem que ter equipe para, logo após o piscinão encher, retirar a sujeira. Depois da enchente vem terra e lixo e o reservatório fica sujo, mesmo que tenha recebido manutenção há pouco tempo."

Para reforçar o pedido, o prefeito irá se encontrar na próxima semana com o secretário estadual da Casa Civil, Edson Aparecido.

Na quarta-feira, o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) informou que investiu R$ 29 milhões para limpar 29 piscinões em toda a região metropolitana de São Paulo. Foram retirados 245 mil metros cúbicos de detritos.

Segundo o Daee, existem quatro piscinões em Mauá: Paço Municipal, Corumbé, Sônia Maria e Petrobras - o maior do Estado, com capacidade para armazenar 800 mil metros cúbicos de água. Existe ainda a previsão para construção de mais um reservatório na cidade, no bairro Miranda D'Aviz. Não há prazo para início das obras.

Donisete informa que também pedirá ao Estado intervenções para evitar alagamento na linha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Na terça-feira, as composições ficaram sem circular por quase uma hora devido à inundação.



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Mauá quer nova
licitação para transporte

Objetivo do prefeito é reorganizar sistema público na cidade
e acabar com o imbróglio que já se arrasta há quatro anos

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

12/01/2013 | 07:00


O prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), quer realizar outra licitação para a concessão das linhas de ônibus municipais. O objetivo é reorganizar o transporte público na cidade e acabar com o imbróglio que se arrasta há quatro anos para a operação dos 18 trajetos que compõem o Lote 2.

"Vamos reorganizar o sistema de transporte coletivo, que atualmente não é bom. Do jeito que está, não dá", reconhece o chefe do Executivo. Como exemplo, o petista cita problemas em linhas que atendem bairros como Itapark, Bógus, Zaíra e Parque São Vicente. "São linhas com grande volume de pessoas e tempo elevado de espera." Para corrigir a situação, Donisete afirma que serão necessários criar trajetos e redefinir itinerários existentes.

Apesar de não descartar novo processo licitatório, o prefeito informa que ainda não foi definida data para que o certame seja lançado.

Para justificar a licitação, Donisete avalia que não é possível efetuar as mudanças necessárias sem que as contratações sejam refeitas. "Se a gente for levar em consideração, todos os contratos vigentes têm problemas. Estamos analisando os termos de concessão das empresas e vamos estabelecer processo de fiscalização." O prefeito afirma, entretanto, que irá buscar meios legais para o processo, de forma que não haja problemas com a legislação.

Em relação à briga judicial envolvendo as viações Leblon e Estrela de Mauá, o prefeito informa apenas que irá cumprir a decisão da Justiça. "Estamos trabalhando para que possamos buscar uma solução. É muito ruim o transporte coletivo ficar dependendo da Justiça."

Na terça-feira, a juíza substituta da 3ª Vara Cível de Mauá, Fernanda Salvador Veiga, determinou que a Estrela de Mauá - que iniciou operação conjunta com a Leblon no fim de dezembro - saísse de circulação imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 5.000 para a Prefeitura. O caso segue à espera de julgamento final, sem previsão de data. O petista não respondeu ao Diário se irá recorrer da medida. "Decisão da Justiça se cumpre. Concordando ou não, tem que cumprir"

GERENCIADORA

Outra novidade anunciada pelo prefeito é a intenção de criar empresa pública para regular e fiscalizar o transporte municipal. O modelo seria semelhante ao adotado em São Bernardo e Santo André, onde o serviço é monitorado pela SBCTrans e SATrans, respectivamente. Em Mauá, a agência deve se chamar Mauá Trans. "Entendemos que, a partir daí, começa a ser possível controlar e fiscalizar o sistema e buscar a perfeição, como acontece nos municípios que a gente mencionou." Donisete afirmou, no entanto, que ainda não há prazo para que o órgão seja criado.

O chefe do Executivo informou também que irá reavaliar o funcionamento do sistema tronco-alimentado nas avenidas Barão de Mauá e Castelo Branco. Nesses locais, o usuário dos bairros de divisa tem de fazer baldeação gratuita nos terminais Itapeva e Zaíra, respectivamente, e seguir rumo ao Centro. "Se a população entender que este é o modelo que está funcionando, vamos manter. Senão, será revisto."

Chefe do Executivo terá reunião com UFABC

Para garantir a chegada da UFABC (Universidade Federal do ABC) a Mauá, o prefeito Donisete Braga (PT) irá se reunir nos próximos dias com o reitor da instituição, Hélio Waldman. O petista quer acelerar a expansão da universidade, que deve ser construída em terreno de 130 mil metros quadrados no Parque São Vicente.

A área pertence ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e está avaliada em R$ 42,6 milhões. Para que seja comprada, é necessário que o Ministério da Educação aprove a transação.

"A reitoria diz que depois que executarem todas as obras da universidade em Santo André, será iniciado o processo de extensão para Mauá", afirma o prefeito. No entanto, Donisete diz que cobrará detalhes sobre o cronograma das intervenções que estão em andamento. "Vamos retomar e atualizar as informações para que possamos, a partir daí, fazer um movimento para garantir a instituição na cidade, o que também beneficiará estudantes de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra."

O chefe do Executivo salienta que pedirá ajuda ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para que fortaleça o pedido junto à universidade e ao governo federal.

A promessa para a construção do campus da instituição no município foi feita em 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após a compra do terreno e a finalização da licitação para escolha da empresa que tocará o projeto, as obras devem ser concluídas no prazo de dois anos.

Petista pede limpeza emergencial de piscinões

A fim de evitar enchentes, o prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), pede ao Estado que organize mutirão para agilizar a limpeza emergencial dos piscinões. Na terça-feira, diversos pontos de alagamento foram registrados na cidade, principalmente no Centro e na Vila América.

"Não basta apenas fazer a limpeza e depois entregar para a Prefeitura. O Estado tem que ter equipe para, logo após o piscinão encher, retirar a sujeira. Depois da enchente vem terra e lixo e o reservatório fica sujo, mesmo que tenha recebido manutenção há pouco tempo."

Para reforçar o pedido, o prefeito irá se encontrar na próxima semana com o secretário estadual da Casa Civil, Edson Aparecido.

Na quarta-feira, o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) informou que investiu R$ 29 milhões para limpar 29 piscinões em toda a região metropolitana de São Paulo. Foram retirados 245 mil metros cúbicos de detritos.

Segundo o Daee, existem quatro piscinões em Mauá: Paço Municipal, Corumbé, Sônia Maria e Petrobras - o maior do Estado, com capacidade para armazenar 800 mil metros cúbicos de água. Existe ainda a previsão para construção de mais um reservatório na cidade, no bairro Miranda D'Aviz. Não há prazo para início das obras.

Donisete informa que também pedirá ao Estado intervenções para evitar alagamento na linha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Na terça-feira, as composições ficaram sem circular por quase uma hora devido à inundação.

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