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‘Vou apoiar Aécio, Alckmin e José Serra’

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito por dois mandatos de São Bernardo, William Dib (PSDB) encerra o suspense e declara que vai apoiar os três candidatos majoritários de seu partido na eleição de outubro


Beto Silva
Raphael Rocha

11/08/2014 | 06:56


Ex-prefeito por dois mandatos de São Bernardo, William Dib (PSDB) encerra o suspense e declara que vai apoiar os três candidatos majoritários de seu partido na eleição de outubro. Deputado federal e que já anunciou que não tentará renovar mandato garantiu estar no palanque de Aécio Neves na corrida presidencial, Geraldo Alckmin na busca de renovação de mandato de governador e José Serra na disputa pela única cadeira à disposição de São Paulo no Senado.

Segundo Dib, que concedeu entrevista exclusiva ao Diário, a definição ocorreu principalmente porque Alckmin – o único a quem ainda não tinha declarado voto – se comprometeu em auxiliar o Grande ABC caso seja reeleito no dia 5 de outubro. “Minha relação com o governador foi boa e sempre o apoiei”. afirma o tucano, afastando boatos sobre auxílio às campanhas de Alexandre Padilha (PT) e de Paulo Skaf (PMDB) ao governo do Estado de São Paulo.

Sobre possibilidade de caminhar ao lado de Padilha, Dib diz que a especulação surgiu após ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terem se encontrado em festa de casamento, em São Bernardo. Alerta, entretanto, que ninguém do PSDB o cobrou por fotografia tirada ao lado do maior expoente do petismo.

O tucano justifica que sua desistência em disputar a reeleição decorre principalmente pelo boicote do governo de Dilma Rousseff (PT) à reforma política, tema que liderou no Congresso Nacional, porém não descarta retornar às urnas em 2016, quando São Bernardo terá de escolher novo prefeito. “Com segurança, vou participar do processo. Onde puder ser útil, vou dar minha contribuição. Não necessariamente encabeçando a chapa. Fui prefeito duas vezes e não tenho vaidade de achar que é fundamental para mim.”

Por que o sr. desistiu de busca reeleição a deputado federal?
Virei candidato a deputado federal por acreditar que poderia participar de processo de mudança na relação entre eleitor e eleito, achei que poderia contribuir com isso. E aprender também fazer papel fiscalizador. Na parte de aprendizado foi produtivo, porque aprendi sobre problemas brasileiros, realidade brasileira em vários rincões de diversos Estados. Sob aspecto da mudança, tomei posse no dia 1º de janeiro (de 2011) e na primeira semana pude participar da comissão da reforma política como segundo vice-presidente, acreditando que poderíamos alterar o modelo que na minha opinião está esgotado, que é a eleição proporcional, com inúmeros partidos políticos participando e com esse isolamento entre eleitos e sociedade que os elege. A presidente (Dilma Rousseff, PT) exigiu que fosse feita a reforma política em sua mensagem ao eleitor no dia 1º de janeiro. Ela exigiu e o Congresso respondeu, montando a comissão rapidamente. Ficamos dois anos, visitamos 27 Estados, ouvimos a sociedade e o próprio governo boicotou a apresentação do projeto. Ele sequer foi apresentado ou discutido no plenário pelo boicote do PT e do PMDB, da base governista. Isso me deixou desiludido. Esse modelo esgotou. Não tenho vontade nem coragem de pedir voto.

O boicote do governo à reforma política foi decisivo?
Com esse modelo atual, eu sendo candidato meu primeiro adversário é alguém do meu partido, porque tenho de ter mais voto que ele se não fico fora. O compromisso acaba sendo comigo, não com o grupo que represento. Fica difícil prestar contas da atuação. Não me senti à vontade de pedir novamente para meus eleitores me reeleger. Acredito que possa contribuir de forma indireta ajudando movimentos para haver reforma política, o primeiro deles é ajudar um candidato à Presidência que se responsabilize em levar isso a frente, a exigência desta reforma.

Apoio ao Aécio está fechado?
Está definido que meu candidato a presidente é o Aécio Neves.

O sr. se aposenta das urnas?
Destas urnas (em 2014), com certeza. Acho que tem mais gente em melhores condições de disputar e exercer melhor o mandato. Vou ajudar a construir o que acredito. Mas sobre futuro é difícil responder hoje. Não sei nem o que vou fazer em janeiro, imagine daqui a anos.

Tem desejo de disputar a Prefeitura de São Bernardo?
É algo que vou decidir na frente, junto com as pessoas que me cercam, analisando conjuntura política. Às vezes é melhor apoiar alguém. Com segurança, vou participar do processo. Onde puder ser útil, vou dar minha contribuição. Não necessariamente encabeçando a chapa. Fui prefeito duas vezes e não tenho vaidade de achar que é fundamental para mim (ser candidato a prefeito). Tem de ser importante para cidade, para a política de avanço. Não há necessidade de achar que serei único a melhorar condições da população. Tenho certeza que não sou o único.

O sr. decidiu quem vai apoiar para deputado para a eleição?
Ainda não. Defini candidato do meu partido, os três candidatos, que são Aécio Neves e Aloysio (Nunes, vice na chapa tucana), o Geraldo Alckmin (a governador) com Márcio França (PSB, de vice) e José Serra (PSDB, ao Senado) com José Aníbal (PSDB, de primeiro suplente). Essas definições estão feitas, estou participando das reuniões para estruturar campanha na nossa região e outros lugares da Região Metropolitana em que temos amigos. Vamos trabalhar essas candidaturas, mas deputado federal e deputado estadual devo decidir dentro do contexto do partido. Minha posição pessoal de apoiar esse ou aquele é prematura, mas será dentro do arco de aliança das três candidaturas.

Não necessariamente serão candidatos do Grande ABC?
Não necessariamente. Até porque ninguém veio me pedir apoio. Estou muito tranquilo.

É a primeira vez que o sr. fala que vai apoiar o governador Alckmin. O que levou o sr. a efetivar esse apoio e o que houve de ruído no passado?
O ruído foi a relação do governo dele com o Grande ABC. Não é novidade. Não tem nenhum ruído comigo. Minha relação com o governador foi boa e sempre o apoiei. A novidade é que existe compromisso melhor de olhar com novos olhos o Grande ABC.

Houve boatos sobre possível apoio do sr. à candidatura do PT ao governo do Estado e, consequentemente, saída do PSDB. Houve discussão nesse sentido?
Fui convidado N vezes, até por conta da formação de novos partidos, para mudar do PSDB. Garanti que não sairia do PSDB. As pessoas só passaram acreditar que não seria candidato até a convenção. Nem fui à convenção porque se não o povo acharia que eu seria candidato. (Sobre boato de apoiar Padilha) Estive no casamento de minha assessora em que o Lula estava presente. Fomos fotografados juntos, não tem problema. Conversei com o Lula, até porque o pai da minha assessora é amigo dele. Essa foto foi publicada, em vários sites, levaram ao governador. Mas ninguém me cobrou, gozado. Na política você tem de ser transparente.

Houve conversas do Padilha com o sr.?
Houve, mas como ele ministro (da Saúde). Você acha que não fui pedir verba para ele? O Padilha como ser humano é boa pessoa, mas está comprometido com projeto muito complexo. Mas não tenho problema de dizer que estive com ele. Não estive com a Dilma, nunca tive oportunidade de estar com ela. Mas estive com vários ministros na função de deputado federal.

Ninguém do PT veio conversar sobre apoio? O sr. tem boa relação com José de Filippi Júnior, ex-deputado federal e secretário de Saúde da Capital...
É constrangedor falar o que a gente se fala. Visitei o então deputado José de Filippi uma ou duas vezes, porque temos boa relação, fizemos seminários juntos. Fizemos projetos juntos. Não lembro dele ter me pedido. Pode ser até que tenha pedido. Mas não lembro.
O sr. está fora das urnas, mas vai participar efetivamente da campanha, organizando atividade?
Vou, isso com certeza. Já tratei disso com o Geraldo, participei dos eventos que o (José) Auricchio (Júnior, PTB, secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude) produziu em São Caetano. Fiz reunião com Serra, com Barjas (Negri), com (Alberto) Goldman, com Edson Aparecido, com Emanuel (Fernandes), que faz plano de governo, para falar sobre necessidades do Grande ABC, em constar proposta de governo. Vou participar. Se não estiver em algum evento, ou não fui convidado ou estou em outro.

Por que o projeto de Eduardo Grecco (PPS) não se concretizou para ser candidato a deputado estadual?
O projeto do Eduardo Grecco existiu por 48 horas. Fiz apelo a ele não ser candidato. Os motivos são os mesmos que elenquei para mim. Estou mais preocupado com meus netos, meus filhos estão resolvidos. Ele tem uma filha e um filho que são meus netos. Ele é pai de metade dos meus netos. Não posso fazer com que ele fique dando sopa por aí. O motivo é familiar.
Como o sr. enxerga o PSDB na região?
A situação do PSDB na região é a mesma, não mudou grandes coisas. O PSDB desde que foi fundado teve muita dificuldade de ter quadro importante na região. Eu me elegi em outro partido (prefeito de São Bernardo pelo PSB), o Orlando (Morando), que hoje é deputado, foi eleito (vereador de São Bernardo pela primeira vez) pelo PSB, Zé Augusto (da Silva Ramos, ex-prefeito de Diadema) foi do PT e do PPS. A situação do PSDB é a mesma de anos atrás. Mas é safra, não há continuidade, por causa desta falta e olhar para nossa região. Me desculpe quem pensa diferente.

Há sempre essa dicotomia de candidatos do PSDB a governador ou presidente da República irem bem em várias cidades, mas com dificuldades na chapa proporcional...
Em São Caetano nunca lembro de derrota para governador ou presidente do PSDB. São Caetano é cidade tucana. As outras são altos e baixos. Existe conveniência de políticos em não serem do PSDB por causa de alianças políticas. É partido difícil de fazer aliança, cobra compromissos. Há partidos que deixam. 



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‘Vou apoiar Aécio, Alckmin e José Serra’

Ex-prefeito por dois mandatos de São Bernardo, William Dib (PSDB) encerra o suspense e declara que vai apoiar os três candidatos majoritários de seu partido na eleição de outubro

Beto Silva
Raphael Rocha

11/08/2014 | 06:56


Ex-prefeito por dois mandatos de São Bernardo, William Dib (PSDB) encerra o suspense e declara que vai apoiar os três candidatos majoritários de seu partido na eleição de outubro. Deputado federal e que já anunciou que não tentará renovar mandato garantiu estar no palanque de Aécio Neves na corrida presidencial, Geraldo Alckmin na busca de renovação de mandato de governador e José Serra na disputa pela única cadeira à disposição de São Paulo no Senado.

Segundo Dib, que concedeu entrevista exclusiva ao Diário, a definição ocorreu principalmente porque Alckmin – o único a quem ainda não tinha declarado voto – se comprometeu em auxiliar o Grande ABC caso seja reeleito no dia 5 de outubro. “Minha relação com o governador foi boa e sempre o apoiei”. afirma o tucano, afastando boatos sobre auxílio às campanhas de Alexandre Padilha (PT) e de Paulo Skaf (PMDB) ao governo do Estado de São Paulo.

Sobre possibilidade de caminhar ao lado de Padilha, Dib diz que a especulação surgiu após ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terem se encontrado em festa de casamento, em São Bernardo. Alerta, entretanto, que ninguém do PSDB o cobrou por fotografia tirada ao lado do maior expoente do petismo.

O tucano justifica que sua desistência em disputar a reeleição decorre principalmente pelo boicote do governo de Dilma Rousseff (PT) à reforma política, tema que liderou no Congresso Nacional, porém não descarta retornar às urnas em 2016, quando São Bernardo terá de escolher novo prefeito. “Com segurança, vou participar do processo. Onde puder ser útil, vou dar minha contribuição. Não necessariamente encabeçando a chapa. Fui prefeito duas vezes e não tenho vaidade de achar que é fundamental para mim.”

Por que o sr. desistiu de busca reeleição a deputado federal?
Virei candidato a deputado federal por acreditar que poderia participar de processo de mudança na relação entre eleitor e eleito, achei que poderia contribuir com isso. E aprender também fazer papel fiscalizador. Na parte de aprendizado foi produtivo, porque aprendi sobre problemas brasileiros, realidade brasileira em vários rincões de diversos Estados. Sob aspecto da mudança, tomei posse no dia 1º de janeiro (de 2011) e na primeira semana pude participar da comissão da reforma política como segundo vice-presidente, acreditando que poderíamos alterar o modelo que na minha opinião está esgotado, que é a eleição proporcional, com inúmeros partidos políticos participando e com esse isolamento entre eleitos e sociedade que os elege. A presidente (Dilma Rousseff, PT) exigiu que fosse feita a reforma política em sua mensagem ao eleitor no dia 1º de janeiro. Ela exigiu e o Congresso respondeu, montando a comissão rapidamente. Ficamos dois anos, visitamos 27 Estados, ouvimos a sociedade e o próprio governo boicotou a apresentação do projeto. Ele sequer foi apresentado ou discutido no plenário pelo boicote do PT e do PMDB, da base governista. Isso me deixou desiludido. Esse modelo esgotou. Não tenho vontade nem coragem de pedir voto.

O boicote do governo à reforma política foi decisivo?
Com esse modelo atual, eu sendo candidato meu primeiro adversário é alguém do meu partido, porque tenho de ter mais voto que ele se não fico fora. O compromisso acaba sendo comigo, não com o grupo que represento. Fica difícil prestar contas da atuação. Não me senti à vontade de pedir novamente para meus eleitores me reeleger. Acredito que possa contribuir de forma indireta ajudando movimentos para haver reforma política, o primeiro deles é ajudar um candidato à Presidência que se responsabilize em levar isso a frente, a exigência desta reforma.

Apoio ao Aécio está fechado?
Está definido que meu candidato a presidente é o Aécio Neves.

O sr. se aposenta das urnas?
Destas urnas (em 2014), com certeza. Acho que tem mais gente em melhores condições de disputar e exercer melhor o mandato. Vou ajudar a construir o que acredito. Mas sobre futuro é difícil responder hoje. Não sei nem o que vou fazer em janeiro, imagine daqui a anos.

Tem desejo de disputar a Prefeitura de São Bernardo?
É algo que vou decidir na frente, junto com as pessoas que me cercam, analisando conjuntura política. Às vezes é melhor apoiar alguém. Com segurança, vou participar do processo. Onde puder ser útil, vou dar minha contribuição. Não necessariamente encabeçando a chapa. Fui prefeito duas vezes e não tenho vaidade de achar que é fundamental para mim (ser candidato a prefeito). Tem de ser importante para cidade, para a política de avanço. Não há necessidade de achar que serei único a melhorar condições da população. Tenho certeza que não sou o único.

O sr. decidiu quem vai apoiar para deputado para a eleição?
Ainda não. Defini candidato do meu partido, os três candidatos, que são Aécio Neves e Aloysio (Nunes, vice na chapa tucana), o Geraldo Alckmin (a governador) com Márcio França (PSB, de vice) e José Serra (PSDB, ao Senado) com José Aníbal (PSDB, de primeiro suplente). Essas definições estão feitas, estou participando das reuniões para estruturar campanha na nossa região e outros lugares da Região Metropolitana em que temos amigos. Vamos trabalhar essas candidaturas, mas deputado federal e deputado estadual devo decidir dentro do contexto do partido. Minha posição pessoal de apoiar esse ou aquele é prematura, mas será dentro do arco de aliança das três candidaturas.

Não necessariamente serão candidatos do Grande ABC?
Não necessariamente. Até porque ninguém veio me pedir apoio. Estou muito tranquilo.

É a primeira vez que o sr. fala que vai apoiar o governador Alckmin. O que levou o sr. a efetivar esse apoio e o que houve de ruído no passado?
O ruído foi a relação do governo dele com o Grande ABC. Não é novidade. Não tem nenhum ruído comigo. Minha relação com o governador foi boa e sempre o apoiei. A novidade é que existe compromisso melhor de olhar com novos olhos o Grande ABC.

Houve boatos sobre possível apoio do sr. à candidatura do PT ao governo do Estado e, consequentemente, saída do PSDB. Houve discussão nesse sentido?
Fui convidado N vezes, até por conta da formação de novos partidos, para mudar do PSDB. Garanti que não sairia do PSDB. As pessoas só passaram acreditar que não seria candidato até a convenção. Nem fui à convenção porque se não o povo acharia que eu seria candidato. (Sobre boato de apoiar Padilha) Estive no casamento de minha assessora em que o Lula estava presente. Fomos fotografados juntos, não tem problema. Conversei com o Lula, até porque o pai da minha assessora é amigo dele. Essa foto foi publicada, em vários sites, levaram ao governador. Mas ninguém me cobrou, gozado. Na política você tem de ser transparente.

Houve conversas do Padilha com o sr.?
Houve, mas como ele ministro (da Saúde). Você acha que não fui pedir verba para ele? O Padilha como ser humano é boa pessoa, mas está comprometido com projeto muito complexo. Mas não tenho problema de dizer que estive com ele. Não estive com a Dilma, nunca tive oportunidade de estar com ela. Mas estive com vários ministros na função de deputado federal.

Ninguém do PT veio conversar sobre apoio? O sr. tem boa relação com José de Filippi Júnior, ex-deputado federal e secretário de Saúde da Capital...
É constrangedor falar o que a gente se fala. Visitei o então deputado José de Filippi uma ou duas vezes, porque temos boa relação, fizemos seminários juntos. Fizemos projetos juntos. Não lembro dele ter me pedido. Pode ser até que tenha pedido. Mas não lembro.
O sr. está fora das urnas, mas vai participar efetivamente da campanha, organizando atividade?
Vou, isso com certeza. Já tratei disso com o Geraldo, participei dos eventos que o (José) Auricchio (Júnior, PTB, secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude) produziu em São Caetano. Fiz reunião com Serra, com Barjas (Negri), com (Alberto) Goldman, com Edson Aparecido, com Emanuel (Fernandes), que faz plano de governo, para falar sobre necessidades do Grande ABC, em constar proposta de governo. Vou participar. Se não estiver em algum evento, ou não fui convidado ou estou em outro.

Por que o projeto de Eduardo Grecco (PPS) não se concretizou para ser candidato a deputado estadual?
O projeto do Eduardo Grecco existiu por 48 horas. Fiz apelo a ele não ser candidato. Os motivos são os mesmos que elenquei para mim. Estou mais preocupado com meus netos, meus filhos estão resolvidos. Ele tem uma filha e um filho que são meus netos. Ele é pai de metade dos meus netos. Não posso fazer com que ele fique dando sopa por aí. O motivo é familiar.
Como o sr. enxerga o PSDB na região?
A situação do PSDB na região é a mesma, não mudou grandes coisas. O PSDB desde que foi fundado teve muita dificuldade de ter quadro importante na região. Eu me elegi em outro partido (prefeito de São Bernardo pelo PSB), o Orlando (Morando), que hoje é deputado, foi eleito (vereador de São Bernardo pela primeira vez) pelo PSB, Zé Augusto (da Silva Ramos, ex-prefeito de Diadema) foi do PT e do PPS. A situação do PSDB é a mesma de anos atrás. Mas é safra, não há continuidade, por causa desta falta e olhar para nossa região. Me desculpe quem pensa diferente.

Há sempre essa dicotomia de candidatos do PSDB a governador ou presidente da República irem bem em várias cidades, mas com dificuldades na chapa proporcional...
Em São Caetano nunca lembro de derrota para governador ou presidente do PSDB. São Caetano é cidade tucana. As outras são altos e baixos. Existe conveniência de políticos em não serem do PSDB por causa de alianças políticas. É partido difícil de fazer aliança, cobra compromissos. Há partidos que deixam. 

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