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Emplacamentos de carros têm alta de 14% em novembro


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

03/12/2011 | 07:14


 

 

Depois da queda de 10% em outubro, as vendas de veículos zero-quilômetro reagiram em novembro, com alta de 14,61%, aponta levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Foram 321.590 unidades comercializadas no mês passado.

Isso ocorreu por causa do dia útil a mais no mês passado e ao ponto facultativo nos Detrans no dia 28 de outubro (foi Dia do Funcionário Público e praticamente não houve licenciamentos de carros na data), segundo o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze Filho. "Agora, houve uma recomposição, o mercado está normal", avalia.

Outros representantes do setor e especialistas citam, no entanto, outros fatores que também teriam contribuído para a alta no mês, como, por exemplo, a antecipação de compras de carros importados pelos consumidores. Isso porque a partir do dia 16 os veículos trazidos do Exterior (com exceção dos fabricados no México e no Mercosul) terão aumento de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados./CW

O consultor automotivo André Beer, que é ex-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, prevê que, no ano que vem, a alta do IPI vai afetar, sobretudo, as vendas de carros populares, como os da Chery.

Porém, essa montadora e outras, como a também chinesa JAC, já anunciaram a construção de fábricas no País e negociam com o governo federal a redução do imposto até que os modelos nacionais saiam de suas linhas de montagem com 65% de conteúdo local (de peças produzidas no Brasil ou no Mercosul).

 

CAMINHÕES

Nem todas as categorias de veículos foram bem em outubro. As vendas de caminhões, por exemplo, tiveram retração de 3%. Também há divergências em relação aos motivos dessa queda.

Para Reze Filho, isso ocorreu por causa de recentes lançamentos de modelos com motor Euro 5 (norma ambiental que entra em vigor no início de 2012 e que reduz a emissão de poluentes em relação à norma atual, a Euro 3). "Estão aguardando as novidades", afirma.

O diretor nacional de vendas da MAN Latin America, Antonio Cammarosano Filho, avalia, no entanto, que a crise europeia já começa a gerar reflexos, com mais dificuldade na aprovação do crédito por parte dos bancos.

 

NO ANO

 

Em novembro frente ao mesmo mês de 2010, o setor registra queda de 2% nas vendas. Já neste ano até agora, a comercialização de carros novos tem crescimento de 4,83% frente ao mesmo período do ano passado, com o total de 3,285 milhões de unidades produzidas.

No entanto, para alcançar a meta da Anfavea de chegar a 3,65 milhões em 2011 (5% mais que em 2010), o segmento terá de vender cerca de 380 mil unidades em dezembro. "Será difícil chegar a esse número", afirma Beer.



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