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Juros e consumo

Embora estejamos num momento em que a taxa Selic está em 11% ao ano, o Banco Central anunciou, na última semana, uma redução no depósito compulsório


Silvia Cristina da Silva

01/08/2014 | 23:36


No Brasil, desde o último trimestre de 2012, temos visto uma ascensão substancial da taxa de juros. Tal elevação pode provocar desestímulo ao investimento (aquisição de máquinas e equipamentos), além de retração da demanda por produtos e serviços, pois se tornam mais caros, principalmente na compra a prazo.

Embora estejamos num momento em que a taxa Selic está em 11% ao ano, o Banco Central do Brasil, anunciou, na última semana, uma redução no depósito compulsório, o que significa que os bancos comerciais têm maior disponibilidade para conceder empréstimos. Se por um lado, o governo tenta segurar o crescimento da inflação via aumento da taxa de juros, por outro estimula o consumo reduzindo o compulsório.

Sobre o depósito compulsório, é importante esclarecer que se trata de um percentual dos depósitos à vista, nos bancos comerciais, que fica retido junto ao Banco Central. Dessa forma, quanto maior for o depósito compulsório menor será a disponibilidade de moeda que os bancos terão para emprestar. Assim, quanto menor for essa quantia, mais recursos as instituições terão.

Nota-se que a elevação da taxa de juros, além de não favorecer novos investimentos, também provoca uma elevação da dívida pública. É importante lembrar aqui que os títulos públicos vendidos pelo governo são remunerados pela taxa Selic.

Se, por um lado, a política monetária do País tem promovido o aumento da taxa de juros, por outro, promoveu, também, a expansão da oferta de crédito, como estímulo ao consumo, que também se faz importante para a manutenção e/ou crescimento das atividades econômicas.

Nas pesquisas de intenção de compras, realizadas pelo Observatório Econômico, da Universidade Metodista de São Paulo, notam-se uma disponibilidade cada vez maior em se comprar à vista, principalmente, quando se observam as famílias com maior disponibilidade de renda. Isso pode significar que nessas classes de renda o endividamento está elevado o bastante para não contrair mais dívidas.

Nesse cenário, é importante avaliar, muito bem antes, o nível de endividamento da família para não contrair novos empréstimos sem que haja a real condição de pagamento. A oferta de crédito, na maioria das vezes pode ser muito tentadora, mas, geralmente, pode se tornar uma armadilha contra a capacidade de pagamento das famílias. Assim, o planejamento financeiro se torna essencial a elas. 



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Juros e consumo

Embora estejamos num momento em que a taxa Selic está em 11% ao ano, o Banco Central anunciou, na última semana, uma redução no depósito compulsório

Silvia Cristina da Silva

01/08/2014 | 23:36


No Brasil, desde o último trimestre de 2012, temos visto uma ascensão substancial da taxa de juros. Tal elevação pode provocar desestímulo ao investimento (aquisição de máquinas e equipamentos), além de retração da demanda por produtos e serviços, pois se tornam mais caros, principalmente na compra a prazo.

Embora estejamos num momento em que a taxa Selic está em 11% ao ano, o Banco Central do Brasil, anunciou, na última semana, uma redução no depósito compulsório, o que significa que os bancos comerciais têm maior disponibilidade para conceder empréstimos. Se por um lado, o governo tenta segurar o crescimento da inflação via aumento da taxa de juros, por outro estimula o consumo reduzindo o compulsório.

Sobre o depósito compulsório, é importante esclarecer que se trata de um percentual dos depósitos à vista, nos bancos comerciais, que fica retido junto ao Banco Central. Dessa forma, quanto maior for o depósito compulsório menor será a disponibilidade de moeda que os bancos terão para emprestar. Assim, quanto menor for essa quantia, mais recursos as instituições terão.

Nota-se que a elevação da taxa de juros, além de não favorecer novos investimentos, também provoca uma elevação da dívida pública. É importante lembrar aqui que os títulos públicos vendidos pelo governo são remunerados pela taxa Selic.

Se, por um lado, a política monetária do País tem promovido o aumento da taxa de juros, por outro, promoveu, também, a expansão da oferta de crédito, como estímulo ao consumo, que também se faz importante para a manutenção e/ou crescimento das atividades econômicas.

Nas pesquisas de intenção de compras, realizadas pelo Observatório Econômico, da Universidade Metodista de São Paulo, notam-se uma disponibilidade cada vez maior em se comprar à vista, principalmente, quando se observam as famílias com maior disponibilidade de renda. Isso pode significar que nessas classes de renda o endividamento está elevado o bastante para não contrair mais dívidas.

Nesse cenário, é importante avaliar, muito bem antes, o nível de endividamento da família para não contrair novos empréstimos sem que haja a real condição de pagamento. A oferta de crédito, na maioria das vezes pode ser muito tentadora, mas, geralmente, pode se tornar uma armadilha contra a capacidade de pagamento das famílias. Assim, o planejamento financeiro se torna essencial a elas. 

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