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Batalhões receberão
armas estocadas nos
fóruns até fim de março

Polícia Militar afirma que faz alterações em infraestrutura para
guardar armamento; trabalho de reforma já está em andamento


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

16/12/2012 | 07:00


Polícia Militar anunciou que as armas atualmente estocadas nos fóruns de Justiça do Grande ABC devem ser transferidas até o fim de março para as bases da corporação que serão adaptadas para abrigar esse tipo de material.

Segundo o comandante da Polícia Militar na região, coronel José Belantoni Filho, o trabalho de reforma desses locais já está em andamento. Por questão de segurança, no entanto, não serão revelados quais das bases foram escolhidas.

"A polícia tem como garantir a segurança dessas armas 24 horas por dia nos quartéis", disse. "Já estamos fazendo todas as adequações. Serão salas com a infraestrutura necessária", completou.

A medida de tirar as armas dos fóruns foi anunciada pelo Tribunal de Justiça na segunda-feira, quando três homens foram presos e 98 armas furtadas do Fórum de São Caetano foram recuperadas em uma ação da Polícia Civil contra quadrilha especializada.

O local já sofreu ações criminosas anteriormente. Em junho, outro bando roubou um caixa eletrônico. Na época, foi revelado que o Fórum não contava com equipamentos de segurança, como alarme e câmeras de vigilância.

"A segurança dos fóruns é precária", disse o especialista em segurança Jorge Lordello. "Geralmente a proteção é feita por um número reduzido de pessoas e a ausência dos equipamentos torna o ambiente mais agradável", afirmou.

Nos batalhões de polícia, as armas devem ficar em salas construídas com blocos de concreto reforçado, portas blindadas e monitoramento por câmeras em tempo integral.

Sem dar prazos, o TJ diz que continuará instalando os equipamentos de seguranças nos fóruns que ainda não contam com o sistema. Na região, das seis comarcas, apenas Santo André e São Bernardo estão com todos os dispositivos, como detector de metais, funcionando.

Entre janeiro e outubro, o Grande ABC teve 492 armas apreendidas, segundo dados da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública). A maioria desse material ainda está estocado, visto que servem de base nos processos criminais.

O TJ informou que aproximadamente 100 mil armas já foram encaminhadas para a destruição em todo o Estado. Esse trabalho é feito pelas Forças Armadas através de termo de cooperação, assinado em julho de 2011.

Para os funcionários, medida traz tranqüilidade

Entre os funcionários dos fóruns da região ouvidos pela equipe do Diário, uma certeza: a sensação de segurança aumenta com a saída das armas de seus locais de trabalho. "Poderiam tirar esse material daqui hoje mesmo", disse uma atendente de São Caetano. "Ficamos expostos. Não é que seja perigoso, pois o movimento de policiais é muito grande, mas nada impede alguém de tentar algo do jeito que está hoje", completou.

O TJ anunciou que, a partir do dia 20, o Fórum de São Caetano contará com oito seguranças particulares armados durante o dia e mais três à noite, fins de semana e feriados.

"É o mínimo que podem fazer", disse o especialista Jorge Lordello. "No Brasil temos a cultura de pensar em soluções só quando algo ocorre. Era de se esperar que, sem a mínima vigilância, alguém tentasse fazer algo lá (Fórum de São Caetano). Vira um alvo", apontou.

Responsável pela investigação do caso de segunda-feira, o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) apura a participação de funcionários, pois a quadrilha tinha informações privilegiadas sobre o funcionamento do local.

Na avaliação das polícias, a dificuldade de divulgação das informações sobre as armas apreendidas seria maior. "E isso é muito importante", reforçou o coronel José Belantoni Filho.

Apesar do TJ não divulgar o número de armas que estão nos depósitos dos fóruns, estimativa do Ministério da Justiça diz que há mais de 50 mil delas em todo o País. Mas o poder judiciário afirma que não há aumento preocupante no número.

Em setembro, o tribunal investigou o sumiço de armas em comarcas do Estado. O motivo foi a prisão do líder de facção criminal com quatro pistolas de calibre ponto 40, de uso exclusivo das polícias. O armamento tinha sido furtado do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da Capital.



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