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Confiança do consumidor cai 1,4%

Percepção sobre economia brasileira define expectativas das
famílias, que se preocupam quanto à manutenção do emprego


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

27/11/2012 | 07:00


Na visão dos consumidores, o atual caminhar econômico do País não agrada tanto quanto antes. A expectativa média das famílias sobre uma retomada mais rápida do ritmo da economia não encontra pilares para se sustentar. Com isso, surgem as preocupações quanto à manutenção e obtenção do emprego.

Este cenário é apontado pela pesquisa Sondagem de Expectativas do Consumidor, do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas). Na comparação entre novembro e outubro, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor), principal indicador do estudo, caiu 1,4%. No mês imediatamente anterior, houve recuo de 0,3%.

O leiturista Maurício Benito Marçal pertence ao grupo que não está confiante na economia. Ele não acredita em risco ao seu emprego, mas se preocupa com o trabalho de sua irmã. "Ela é vendedora. E se o patrão dela se apertar, ele pode reduzir custos com cortes."

Para muitos consumidores, a economia já apresenta sinais de desaceleração de modo regional e pontual. O porteiro Josue de Paula Gomes, por exemplo, tem observado que na região próxima ao seu emprego, no Centro de Santo André, tem tido movimento de consumidores menos intenso do que no ano passado. "Se continuar assim, no ano que vem as empresas podem cortar gente", disse. Já a auxiliar administrativa Rosimeire Stivanelli avaliou como ruim a economia nacional. Para ela, o principal motivo para sua opinião é a constante inflação de produtos e serviços, além dos tributos.

PIB - As previsões sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) ilustram a insegurança do consumidor. O mercado financeiro, segundo o Boletim Focus do Banco Central, reduziu a estimativa de alta do indicador de 1,52% para 1,50%. Há um mês o registro era de 1,54%; há três meses, os especialistas que contribuem com o Focus aguardavam alta de 1,57%. No início de 2012, eram 2,87%. E há um ano, o mercado financeiro estimava elevação de 3,10%."Cada ponto percentual a menos do crescimento do PIB significa milhares de empregos que deixam de ser gerados", afirmou o professor de Macroeconomia e Pensamento Econômico da Fundação Santo André Vladimir Sipriano Camilo. Porém, ele destacou que o desemprego se manifesta com desaceleração ou queda na atividade econômica.

Na avaliação da coordenadora da pesquisa, Viviane Seda, as famílias, neste mês, estão preocupadas em relação ao seu futuro e menos satisfeito com o presente. "O consumidor esperava retomada mais rápida (do ritmo econômico), o que resulta em preocupação com situação do trabalho (agora e no futuro)."

 



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