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Rolls-Royce vai encerrar operações em São Bernardo

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cinquentenária, empresa viu reduzir seus serviços de manutenção de motores de aviões nos últimos anos


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

15/07/2014 | 07:30


Instalada desde 1959 no Grande ABC, a Rolls-Royce do Brasil fechará sua unidade de São Bernardo até o fim do ano. Do quadro de 170 funcionários na região, 100 devem aderir ao PDV (Programa de Demissão Voluntária) na semana que vem e os outros 70 ficarão até dezembro, segundo a empresa. A companhia oferecia, por aqui, serviços de manutenção de motores aeroespaciais (de aviões e helicópteros) e já via há alguns anos minguar seu mercado nesse segmento no País.

Segundo o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Carlos Alberto Gonçalves, o Krica, a Prefeitura e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC acompanhavam a situação difícil pela qual passava essa unidade da empresa, por causa da queda na demanda, e por isso, a administração municipal enviou, há seis meses, ofício ao Alto Comando da Força Aérea Brasileira, na busca de alternativas para trazer mais serviços para suas oficinas.

Krica cita, no entanto, que a companhia no município só trabalha com a manutenção de motores Rolls-Royce, e muitos aviões que estavam em operação no País com essas turbinas deixaram de operar, como o foi caso dos Fokker 100 da TAM.

Por meio de nota, a Rolls-Royce informou ainda: “Foi uma decisão difícil, dado o longo histórico da empresa na região, mas infelizmente não foi possível encontrar uma alternativa, apesar de múltiplos esforços empreendidos”.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi mais longe e informou que, há dois anos, em conversas com os executivos dessa divisão do grupo inglês, a empresa já procurava caminhos para ampliar a demanda e evitar o fechamento dessa atividade, que teriam se mostrado inviáveis, e por isso, gradualmente, a empresa já vinha reduzindo suas operações. Em 2012, para se ter ideia, contava com o dobro do quadro atual de funcionários.

A entidade sindical disse ainda que negocia as condições de saída do pessoal dessa filial e também que faz contatos com donos de indústrias do setor metalúrgico para que o local se mantenha com atividade empresarial.

Krica acrescenta que, embora essa seja uma notícia ruim, não influi nos planos da Prefeitura de tornar o município um polo da indústria da defesa. Ele cita ainda que a sueca Saab vai montar fábrica de estruturas de caças Gripen NG a partir de 2018.

Ao mesmo tempo em que anuncia o fechamento da atividade no Grande ABC, o grupo inglês investe em nova unidade marítima, que demandará R$ 80 milhões, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde serão montados e testados grandes propulsores e outros equipamentos de propulsão para plataformas de petróleo semissubmersíveis, navios de perfuração e outras embarcações offshore (de alto mar) de alta complexidade.

Dirigentes e ex-sindicalistas lamentam o fechamento

Sindicalistas e ex-dirigentes sindicais lamentaram o fechamento da unidade da Rolls-Royce na região. O deputado federal Vicente Pereira da Silva, o Vicentinho (PT-SP), que já foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, afirmou que se trata de uma perda para a categoria, ainda mais por ser uma empresa que mantinha diálogo com o sindicato dos trabalhadores.

Adi dos Santos Lima, que preside a CUT-SP (Central Única dos Trabalhadores no Estado de São Paulo), citou que é sempre ruim ver uma firma fechar as portas na região, mas acrescentou que a companhia já vinha se programando para tomar decisão desse tipo em algum momento, por causa da dificuldade da demanda. “Mas a gente nunca está preparado para isso, pois essa decisão leva os empregos embora.”

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, a preocupação é que, além do fechamento dessa empresa, a região sofre com a falta de política industrial do governo, que coloca em risco o parque fabril do Grande ABC.  



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