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Paixão promete lutar pela volta do Bloco das Mocréias


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

17/11/2012 | 07:11


Dono de um dos bares mais tradicionais de Ribeirão Pires, José Nelson da Paixão (PPS) tornou-se popular na cidade pela alegria. É justamente esse sentimento que o vereador eleito pretende resgatar.

O popular-socialista promete lutar pela volta do Bloco das Mocréias - festa de Carnaval feita na cidade desde a década de 1970, em que homens tomavam as ruas vestidos de mulher. A atividade não ocorreu neste ano por causa do confronto entre os foliões e a Polícia Militar em 2011. Segundo organizadores, o evento reuniu 20 mil pessoas.

Paixão legislará em causa própria, já que integra a diretoria do movimento. "Vai ser uma luta. A rapaziada diz que essa era a única festa gratuita de verdade na cidade. No Festival do Chocolate tem que entregar um quilo de alimento", ressalta.

O futuro vereador acredita que a interrupção da festa influenciou no pleito. "Muitas pessoas questionavam sobre a realização e perdi popularidade por causa disso. Alguns votavam em mim só por causa do bloco", constata. "Todo mundo sabe quem é o Paixão por causa do Bloco das Mocréias."

Para o popular-socialista, a quantidade de candidatos na coligação (144) e a dificuldade financeira também atrapalharam seu desempenho. O empresário recebeu 466 votos em outubro, a menor votação entre os 17 eleitos. Em 2008, quando concorreu ao Legislativo pela primeira vez, obteve 945 sufrágios.

Rindo, Paixão conta a angústia nos momentos finais da apuração. "Já tinha parado de acompanhar, porque achei que não ia dar. Minha esposa já tinha até ido dormir. Quando divulgaram o resultado, eu saí gritando pela casa. Depois fiquei dez minutos paralisado. Pensei que tivesse morrido. Fiquei chocado e emocionado."

CARREIRA CURTA

A trajetória política de Paixão começou em 2004, quando foi cotado para ser candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Cezar de Carvalho (PSDB). "Percebi que não era minha praia. Não entendia nada dos trâmites."

Três anos depois, Edinaldo de Menezes (PPS), o Dedé, atual vice-prefeito e então presidente da Câmara, convidou o amigo de infância para trabalhar em seu gabinete. "Aí tomei a injeção da política."

Os 23 anos à frente do negócio da família garantem a experiência necessária para realizar bom mandato, na análise do futuro vereador. "A gente precisa administrar com responsabilidade para a situação evoluir."



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