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Inflação da baixa
renda desacelera

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Famílias têm alta nos alimentos de 0,8% em
junho, 0,19 ponto percentual menor que maio


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

12/07/2014 | 07:16


As famílias menos abastadas enfrentaram inflação de 0,35% em junho, revelou o Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). O percentual é menor do que em maio (0,58%), porém, ficou acima do aumento médio dos preços para toda a população, de 0,33%.

No acumulado de 12 meses encerrados em junho, as famílias com renda de até 2,5 salários-mínimos (R$ 1.810) tiveram inflação de 6,02%, abaixo da média geral (entre um e 33 salários-mínimos de remuneração no domicílio, ou seja, até R$ 23.892), que chegou a 6,55%.

Quem garantiu esse aumento menos expressivo no bolso dos consumidores com menor rendimento foram os alimentos. Junho, como tem ocorrido na maioria dos anos, teve acréscimo médio nos preços de produtos alimentícios de 0,08%. Em maio, foi de 0,27%.

“Os alimentos pesam muito mais no orçamento das famílias com menor renda, cerca de 30%. Para a média da população, são 20%”, explicou o pesquisador e economista responsável pela pesquisa do Ibre/FGV, André Braz. Os dados são do IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1) e do IPC-Br (Índice de Preços ao Consumidor – Brasil).

A batata inglesa foi o item com a maior deflação dentro do IPC-C1, com recuo de 12,16%. Esse produto, por sinal, continua em queda na região, conforme a pesquisa da cesta básica da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). Na primeira semana deste mês teve decréscimo no preço de 24,85% em relação aos sete dias anteriores.

Em seguida, apareceram o tomate, com diminuição de 9,49% no seu custo, e a cebola, com queda de 8,11%.

Apesar de ter visto os hortifrúti tendo redução nos preços, a doméstica moradora de Mauá Selina Silva Lima, 55 anos, percebeu que o arroz teve alta nos preços no mês passado. Em sua casa, ela e o filho, de 24 anos, são os únicos moradores e consomem, mensalmente, um saco do grão. Para driblar essa inflação pontual, ela utilizou habilidade muito indicada a todos os consumidores. “Eu comprei de outra marca”, destacou, o que acabou lhe gerando economia.

O pedreiro andreense Ednei Vieira da Silva, 43, concorda que o arroz encareceu, mas viu o preço do feijão ficar estável. Porém, o que mais pesou no seu orçamento, em junho, foi a inflação das carnes. Por isso, ele substituiu o tipo do produto. “Tenho comprado calabresa, que rende mais”, revelou, destacando que moram em sua casa apenas ele e um sobrinho de dez anos.  



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