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Acordo beneficia
85% dos metalúrgicos

Empresas oferecem 8% de reajuste, índice reivindicado
pela categoria; a campanha salarial está perto do final


Tauana Marin

02/11/2012 | 07:00


A campanha salarial dos metalúrgicos da base da FEM (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP) está próxima do fim. Levantamento da entidade mostra que 1.900 empresas de todos os setores no Estado de São Paulo já atenderam à reivindicação de aumento salarial de 8% (5,39% de reposição da inflação e 2,5% de aumento real). A data base foi em 1º de setembro. Para que os profissionais recebam o aumento, o acordo, que é unificado, deve ser selado em todo o Estado.

Segundo a pesquisa, as mudanças beneficiaram cerca de 170 mil metalúrgicos de todos os grupos patronais, ou seja, 85% de um total de 201 mil que estão em campanha na base da federação. Ainda estão sem acordo 31 mil trabalhadores.

NA REGIÃO - Fazem parte da base os 70 mil profissionais do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (que reúne as cidades de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). A campanha deste ano não abrange os 35 mil trabalhadores das montadoras do Grande ABC, uma vez que a categoria assinou acordo válido até 2013 (por dois anos) com reajuste de 8%.

Na região, o grupo da fundição foi o único que fechou acordo - existem 1.200 funcionários empregados nesse setor. Os demais - grupos 2 (que abrange máquinas e eletrônicos), 3 (autopeças, forjarias e outros); 8 (trefilação e laminação, entre outros), 10 (lâmpadas e material bélico) e da estamparia - continuam em negociação.

A bancada patronal do grupo 2 chegou a atender a proposta de 8% da federação, mas informou que as empresas pagariam em duas vezes. O presidente da FEM, Valmir Marques, o Biro Biro, orientou os sindicatos a aceitarem a proposta em razão de que ainda estão descobertos cerca de 15% da base, ou seja, 31 mil metalúrgicos que trabalham em micro e pequenas empresas. "Nossa campanha é vitoriosa. Isso foi alcançado com muita luta, mobilização e greve. Agora, temos que pensar nesses trabalhadores que estão ocupados em fábricas pequenas que, muitas vezes, é difícil fazer mobilização", explica.

Durante o mês de setembro, os metalúrgicos realizaram mobilizações, ficaram parados durante algumas horas e atrasaram a troca de turno como forma de protesto às dificuldades encontradas nas negociações.

Na próxima semana a federação continuará as negociações. A expectativa é que se chegue a um consenso para fechar o acordo.

 

 



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