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Grana finaliza campanha com trio de ferro

Candidato do PT fecha reta final com promessas de parceria com governo federal


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

28/10/2012 | 06:42


Concorrente do prefeito Aidan Ravin (PTB) na disputa pelo Paço de Santo André, o deputado estadual Carlos Grana (PT) encerrou as atividades da campanha eleitoral ontem com a reafirmação de apoio de três ministros do governo Dilma Rousseff (PT): Miriam Belchior (Planejamento), Gilberto Carvalho (secretário-geral da Presidência) e Alexandre Padilha (Saúde). O petista realizou tradicional descida na Rua Coronel Oliveira Lima, obtendo promessas de parceria efetiva com a União.

Ao lado de lideranças locais, o trio de ferro do governo federal deu novo sinal da estratégia firmada pelo PT para retomar a Prefeitura, a qual comandou por 16 anos. O partido elegeu Santo André uma das cinco cidades-chave de São Paulo para resgatar o poder, depositando as fichas na vitória de Grana como questão de honra. Sobretudo pela benção eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros se comprometem a fazer o elo do Paço com Brasília pela liberação de recursos a projetos.

Ex-secretário de Governo da gestão Celso Daniel (PT), Gilberto considerou que a "adesão maciça" serviu para mostrar força em torno do projeto petista. Para o ministro, a cidade merece novamente ser governada por gente séria, competente e com tradição de luta. "O Grana representa novidade, porque isso que está aqui em Santo André não pode continuar. Essa gestão desregrada, cheia de problemas tem de mudar."

Defendendo o republicanismo da União, Gilberto sustentou que a ‘torneira seca' de verba à Santo André se deve a ausência de propostas inscritas pela municipalidade. Segundo ele, faltou capacidade ao governo Aidan em elaborar planos. "Santo André pode ter salto de qualidade, exclusivamente pela competência da equipe do Grana e facilitado pela sintonia com a presidente."

Padilha destacou a liderança do petista por agregar outros partidos na aliança. Ele bateu na tecla de Grana representar renovação e, ao mesmo tempo, trazer a experiência de governos petistas. "População percebeu a importância de ter prefeito que priorizará captar verba do governo federal, fazer parcerias." O ministro garantiu união para ampliar programa de redução filas de cirurgias, diminuição de tempo de espera por exames e reestruturar a rede hospitalar.

Ex-secretária de Inclusão Social da Prefeitura, Miriam salientou que Grana merece a vitória por ter apresentado as melhores propostas, acreditando que o eleitorado "ficou com saudade dos governos do PT". "A população experimentou e não gostou (desse outro modelo)."

 

Petista exalta manutenção da liderança

 

Postulante petista, Carlos Grana realçou a manutenção da liderança na pesquisa publicada ontem pelo Diário, na qual aparece com 53,4% dos votos válidos (sem contar brancos, nulos e indecisos), 6,8 pontos percentuais à frente do prefeito Aidan Ravin (PTB), que figura com 46,6%.

O prefeiturável oposicionista afirmou que está otimista referente ao resultado das urnas na noite de hoje em razão de "todas" as sondagens apontarem diferença na dianteira "fora da margem de erro".

Grana afirmou que aposta no saldo positivo hoje por ter apresentado "o melhor programa de governo", atrelado à avaliação negativa do atual governo. "Definitivamente, essa administração (Aidan) fez Santo André parar no tempo. Vamos trabalhar duro (em eventual gestão) para que a cidade recupere o tempo perdido." A reprovação do governo continua maior do que a aceitação. Atualmente, 37,9% dos eleitores responderam não estar satisfeitos com o desenvolvimento das políticas públicas no município.

Segundo Grana, o prefeito não lançou plano de governo por acreditar, por soberba, que venceria o processo eleitoral no primeiro turno. Por isso, teve de apresentar o programa "de última hora."

O candidato do PT afirmou que espera que a eleição transcorra sem grandes problemas e a vontade da população prevaleça. "Perspectiva é cumprir de forma tranquila a vontade popular." Há, inclusive, pacto com a Justiça Eleitoral para que os postulantes ao Paço não realizem boca de urna, o que é proibido.

 

 



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