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Padarias sentem reflexo de demissões nas indústrias

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estabelecimentos observam retração no
consumo; maioria só compra pãozinho


Yara Ferraz
do Diário do Grande S=ABC

08/07/2014 | 07:07


Hoje se comemora o Dia do Panificador. O profissional é o empresário responsável por toda a estrutura da padaria, e é também o sócio ou proprietário. No Grande ABC são cerca de 2.000 panificadores atuando em 1.100 estabelecimentos, conforme o Sipan ABC (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André e Região).

De acordo com o presidente da entidade, Antonio Carlos Henriques, atualmente os empresários do setor de panificação têm encontrado dificuldades na região por causa das demissões e de lay-offs (suspensão temporária de contrato de trabalho) da indústria automobilística. “Quando as pessoas estão passando por um momento financeiro difícil, elas acabam comprando somente o essencial, e nada a mais. Deixam de lado os frios, o pão de queijo e o pão doce, por exemplo. Com esses cortes que vêm ocorrendo nas empresas, pelo fato de a região ter forte presença do setor automotivo, estamos tendo retração de consumo. E isso vem desde o fim de 2013”, disse.

Segundo o sócio da Padaria Brasileira, que mantém quatro lojas e seis franquias no Grande ABC, Henrique Afonso Junior, a diminuição das vendas foi sentida principalmente em São Bernardo, sede de muitas indústrias. “As pessoas estão com um pouco mais de cautela na hora de comprar algo.”

PERFIL - O presidente da Sipan ABC relembrou que as padarias passaram por intenso processo de transformação nos últimos dez anos. “Hoje em dia você consegue, no mesmo estabelecimento, ter acesso a café da manhã, almoço, café da tarde e jantar, e não só comprar o pãozinho e o leite. As padarias são encaradas como um bom lugar para fazer uma refeição rápida e de qualidade, sendo que praticamente todas na região estão seguindo este modelo.”

Afonso Junior afirmou que a comida por quilo representa a maior parte de seu faturamento. “Isso porque, apesar de vendermos mais pão francês, em termos de quantidade, o quilo do produto sai a R$ 11 e, o da refeição, a R$ 40.”

O panificador da Palácio do Pão, de Santo André, Henrique Pereira, embora tenha diversificado a oferta de produtos, aposta as fichas no pãozinho. “O pãozinho francês ainda é o nosso carro-chefe, e temos que zelar por isso, já que ele é a alma da padaria. Quem vai no estabelecimento e encontra um pãozinho de qualidade, com certeza vai retornar.”

Para ele, o principal jeito de driblar a concorrência é o investimento. “Oferecemos desde café e pão com manteiga até refeições mais elaboradas, sendo que nossa principal preocupação é oferecer ao cliente uma alimentação de qualidade.”  



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