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Brasil ganha ajuda da Bolívia
para melhorar o microcrédito

País latino-americano é o 2º maior do mundo no segmento;
microcrédito brasileiro caminha para um cenário consolidado


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

21/10/2012 | 07:22


O microcrédito brasileiro caminha para um cenário consolidado. Na semana passada, as associações que realizam esse trabalho assinaram carta de compromisso para a autorregulação do sistema, que empresta dinheiro para os microempreendedores de baixa renda que, normalmente, não têm acesso a empréstimos nos bancos. E, para reforçar essa ascensão, o segundo país em microcrédito no mundo, a Bolívia, segundo a revista britânica The Economist, deu dicas, exemplos e transferiu conhecimento aos colegas brasileiros, que estão na 16ª posição.

O gerente geral da Finrural (Associação de Instituições Financeiras de Desenvolvimento da Bolívia), Néstor Castro Quintela, explica que o microcrédito teve início em seu país em 1977, quatro anos depois que no Brasil. Porém, em 2008, o governo instituiu uma norma regulatória para o setor boliviano, o que tornou a nação em uma das potências mundiais nos pequenos empréstimos. "Esse marco por lá é um paralelo com a nossa carta de autorregulação", compara o presidente da Abcred (Associação Brasileira das Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças), Almir da Costa Pereira. Ele acredita que o setor brasileiro estará maduro nos próximos três ou cinco anos.

Os resultados na Bolívia são expressivos. "Temos, aproximadamente, 1 milhão de contratos ativos. Nossa taxa de inadimplência é de 0,8%", afirma Quintela. No Brasil, segundo Pereira, existem 180 mil clientes ativos. E a taxa média de atrasos gira em torno de 3%.

O gerente do Finrural revela que 80% dos tomadores de microcrédito são mulheres. "A maioria está fora do mercado de trabalho, pertence à baixa renda e quer comandar o próprio negócio." Para ele, o propósito principal da modalidade é garantir a ascensão econômica das famílias carentes, com o fim de reduzir a pobreza no País.

A presidente do Forolac (Fórum Latino Americano e Caribenho de Microfinanças), a mexicana Isabel Cruz, concorda com Quintela. "Buscamos apoio dos poderes públicos da macroregião. Representamos 24 associações em 15 países. E nosso objetivo principal é erradicar a pobreza e combater a crise alimentar", enfatiza.

Os clientes das entidades presentes no microcrédito na Bolívia também contam com formas de pagamentos especiais. "Nós especificamos o formato do empréstimo de acordo com o fluxo de receita do cliente. Pode ser um pagamento a cada 15 ou 30 dias. Será da melhor maneira para ele", garante Quintela, opinando que essa é uma das chaves do sucesso da modalidade no seu país. Para contribuir ao melhor uso do dinheiro, nas salas de espera de atendimento, os clientes das agências das 77 entidades de microcrédito bolivianas assistem a vídeos de educação financeira. "E recebem orientações dos agentes", diz o gerente da Finrural.

No Brasil, lembra Pereira, há também oferta de crédito com modelo de pagamento adequado a cada cliente, com juros médios de 3,5% ao mês. "Nós trabalhamos sem capital. Pegamos recursos dos bancos públicos e privados. Pagamos, em média, 6% ao ano pelo dinheiro. E, para emprestar mais e pagar os custos operacionais, que na maioria são salários dos funcionários que acompanham os cada um dos tomadores, cobramos esses juros."



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