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Roubo de carros causa preocupação

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Comandante da PM destaca que estatísticas criminais da modalidade crescem em todo o Estado


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

06/07/2014 | 07:00


Empossada oficialmente no dia 26 de junho, mas há pouco mais de um mês na função, a coronel Cláudia Rigon comanda o CPA/M-6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6), responsável pela PM (Polícia Militar) do Grande ABC.

No dia de sua posse, estatísticas divulgadas pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) referentes a maio apontaram crescimento no número de roubos de veículos. Foram 1.303 episódios, 29% a mais que no mesmo período de 2013. Em todo o Estado, foram 8.664 casos, ou seja, em média um a cada seis veículos levados por ladrões em São Paulo estava no Grande ABC.

Diante do quadro, essa é a modalidade de crime que mais preocupa a PM da região atualmente, conforme a comandante.

Em entrevista ao Diário, Cláudia fala ainda sobre o fortalecimento do policiamento em áreas de divisa, tidas como rotas de fugas para ladrões de carros; a problemática dos bailes funk, promovidos principalmente em Mauá e Diadema; a importância da proximidade da população com a PM e a baixa participação feminina na corporação.

Quais os crimes que mais preocupam a PM (Polícia Militar) na região?

São o furto e principalmente o roubo de veículos. São modalidades de crime com estatísticas crescentes não só aqui, mas em todo o Estado.

Muitas vezes as áreas de divisas servem como rotas de fuga para os ladrões de carros. A senhora pretende fortalecer o policiamento nessas regiões?

Isso está em andamento. Fomos autorizados a acessar canais técnicos, então, os oficiais responsáveis pelas operações dos batalhões fazem contato direto com as companhias das áreas da Capital e de outros comandos metropolitanos e combinam essas operações. Verificam-se os horários em que há maior índice de crimes, eventualmente de furtos e roubos de veículos, e cada um age na sua área, de forma a fechar o cerco aos criminosos.

Além dos roubos e furtos de veículos, qual outro ponto a senhora considera crítico no Grande ABC?

Temos problemas sérios em relação aos chamados pancadões. É uma situação bastante séria, porque esses bailes funk reúnem muitas pessoas e estão espalhados por várias regiões. Os vizinhos se incomodam, e com razão, pois há perturbação do sossego público. A população colabora ao denunciar e a gente também tem condições de saber com antecedência onde serão realizadas as festas e agir antes, de forma preventiva.

A senhora está à frente do comando da PM do Grande ABC há pouco mais de um mês. Quais foram as impressões iniciais?

Foram as melhores possíveis. Tive a oportunidade de conversar com os prefeitos e vereadores e percebo proximidade muito grande, vontade de ajudar a PM, colocando-se à disposição no que for necessário para garantir a segurança na região.

A senhora também vê relação de proximidade da população com a PM?

Tive essa impressão positiva em relação a receptividade mais dos órgãos e prestadores de serviços. A comunidade propriamente dita precisa ter consciência que é parceira importante da Segurança Pública. É necessário denunciar, ligar para o 190 para levar ao conhecimento da corporação o que está acontecendo, para que possamos agir. A PM tem limitações de recursos, fazemos patrulhamentos, temos planejamentos estratégicos, mas não conseguimos estar em todos os lugares ao mesmo tempo e a população, quando ajuda, nos traz esse grande reforço. Existem os Consegs (Conselhos Municipais de Segurança), mas, em alguns locais, temos dificuldades de atrair a comunidade para participar das reuniões. As pessoas normalmente buscam ajuda quando passam por algum problema, e isso não é bom. Elas precisam se antecipar. A PM age de forma preventiva e os moradores deveriam ter a mesma postura diante da criminalidade.

E como a participação da comunidade pode ser estimulada pela PM?

Vejo o papel da imprensa como fundamental, disponibilizando informações e orientações. Conversei com as pessoas de comunidades que vieram em busca de apoio e elas têm medo de denunciar, de sofrer alguma represália dos criminosos. A informação é um mecanismo que acaba tranquilizando o morador sobre o que ele pode fazer, das garantias que terá em relação à ajuda que pode proporcionar na solução de um crime. Os comandantes dos batalhões tem essa missão de esclarecer à população esses procedimentos e garantir a segurança de quem denuncia.

Hoje, o efetivo de mulheres na corporação gira em torno de 10% e só há três coronéis do sexo feminino no Estado de São Paulo. A que a senhora atribui o baixo número de mulheres na PM e o que pode ser feito para incentivar a participação?

É uma questão de procura. A profissão é tida como masculina, ainda há certa confusão em relação à repressão e uso de força. É uma questão cultural da sociedade, que diferencia determinada atividade em relação ao gênero. Acho que o profissional deve ser considerado e avaliado pelo seu potencial e desempenho. 



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