Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 6 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Dois anos são suficientes
para avaliar carreira

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Profissional deve sempre se manter
atualizado para o mercado de trabalho


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

06/07/2014 | 07:21


Mesmo quando há a certeza sobre a carreira que foi escolhida, muitas vezes o profissional não sente segurança na empresa para a qual trabalha. De acordo com profissionais da área de Recursos Humanos, o tempo necessário para saber se a companhia atende aos seus propósitos é de, em média, dois anos.

Conforme explica o diretor de marketing da Page Group, grupo especializado em recrutamento de profissionais, Sérgio Sabino, neste período o funcionário já consegue saber se há possibilidade de crescimento.

“Dois anos é um tempo suficiente para ter uma perspectiva em relação à sua posição na companhia. A partir deste tempo, cabe buscar novos aprendizados e projetos. Tudo é um ciclo, talvez pode ser a hora da probabilidade de assumir uma unidade de negócios ou até mesmo repensar sua carreira”, disse.

Porém, a decisão de mudar de empresa deve realmente valer a pena. Até porque, isto vai fazer diferença na hora da contratação. “Não existe mais essa expressão ‘sujar a carteira’. Isso porque o que é negativo é se a pessoa começa a mudar muito de emprego mas permanece no mesmo cargo, por exemplo. Tem que realmente ficar claro que no processo de mudança houve enriquecimento salarial ou mudança de cargo”, orienta a professora de Recursos Humanos da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Valquíria Stafocher. Ou seja, precisa ficar claro na carteira de trabalho que a mudança foi de fato para melhor, seja no cargo ou na remuneração.

PESQUISA - De acordo com levantamento da Page Group, até mesmo os profissionais com mais de dez anos de experiência no mercado de trabalho manifestam vontade de trocar de emprego a cada dois anos. Dos 800 entrevistados, 92% são executivos que atuam em cargos de média e alta gerência e que têm a intenção de se movimentar nos próximos anos.

Esta rotatividade se justifica principalmente por três fatores: falta de oportunidade de crescimento, com 27%, desejo de trabalhar em uma empresa maior, com 14%, e vontade de atuar em uma nova área, com 13%.

Conforme esclarece Sabino, apesar de os profissionais manifestarem essas vontades, muitas vezes a mudança não chega a ser realizada. “Desejar não significa realizar. As pessoas mais velhas costumam ser mais cuidadosas e chegam até a negar uma primeira proposta, já que não podem se arriscar muito por causa de contas familiares, por exemplo. Esta é a grande diferença entre eles e os mais novos. O desejo é o mesmo, mas a cautela é totalmente diferente, já que o mais jovem não têm tantas preocupações com dívidas”, explica.

O profissional de mais idade também acaba enfrentando outra dificuldade em relação ao mais jovem: a capacitação. As empresas acabam preferindo os mais novos pela atualização em relação ao conhecimento utilizado no dia a dia. “A questão da informática, por exemplo, é mais precária para quem se formou faz tempo. O conhecimento hoje se deteriora, fica obsoleto muito rapidamente se a pessoa não estiver atualizada”, afirma a professora da USCS.

Por isso é sempre importante que o trabalhador se atualize por meio de cursos de idiomas, informática, pós-graduação e outras especializações na área. “O mercado tem absorvido profissionais mais experientes. Porém, o que recomendamos é que a pessoa não passe muitos anos sem uma capacitação”, orienta Sabino. 



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;