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Prazo para sem-tetos é prorrogado até dezembro

Ricardo Trida/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

02/10/2012 | 07:00


As cerca de 800 famílias que ocupam há sete meses terreno no Jardim do Estádio, em Santo André, terão até dezembro para deixar o local. Isso porque, mais uma vez, a Justiça prorrogou o prazo para reintegração de posse da área, que pertence ao empresário Flávio Barone. A primeira prorrogação, dada pelo juiz da 5ª Vara Cível João Antunes dos Santos Neto em maio, venceu no mês passado.

A nova solicitação de adiamento foi feita pela Prefeitura a pedido do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que lidera os moradores. O objetivo, conforme a líder Rosa Scaquepti, é conseguir bolsa-aluguel para as famílias no ano que vem. "Dessa forma, garantimos que essas pessoas não irão para as ruas com a reintegração." O movimento alega que a Prefeitura realizou cadastro no local, mas 114 famílias teriam ficado de fora.

Em paralelo, o MTST espera que a Prefeitura adquira o terreno para construção de moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. "O proprietário pede R$ 700 pelo metro quadrado. O valor é acima do que seria possível subsidiar, então queremos que a administração negocie o desmembramento e compra de parte do terreno", destaca Rosa.

A Prefeitura foi procurada, mas não se manifestou.

ROTINA

Enquanto isso, famílias seguem sua rotina e instalam melhorias nas moradias improvisadas. A lona deu lugar ao madeirite nas barracas. Por todo lado se ouve músicas vindas dos rádios ligados por meio de ‘gatos'. Alguns improvisaram até chuveiros. "Enquanto estou aqui, busco dar dignidade para minhas filhas e minha mulher", diz o porteiro Reinaldo Santos Fernandes, 32 anos. Ele é pai de duas meninas e trouxe a família da Bahia em busca de oportunidades.

O pedreiro Zezito Fortunato da Silva, 58, e a esposa Maria Zilda Fidelis, 47, deixaram Alagoas por causa da seca. "Aqui está bom, tem água. Mas precisam decidir logo o que vão fazer com a gente, porque não dá para esperar para sempre", garante Zezito.



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