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Setor de serviços contrata 40 mil
pessoas na região no mês de agosto

Houve acréscimo de 25 mil pessoas no mercado frente a
julho; em relação ao mesmo mês de 2011, são 40 mil a mais


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

27/09/2012 | 07:21


Agosto foi marcado pelo aumento das contratações de empregados na região, com e sem registro em carteira, com o acréscimo de 25 mil pessoas no mercado de trabalho - frente a julho. Na comparação com o mesmo mês no ano passado, são 40 mil profissionais a mais. O bom resultado foi impulsionado pelo setor de serviços, que disparou na abertura de vagas e admitiu 40 mil empregados de julho para agosto e 83 mil em 12 meses. Com isso, a taxa de desemprego caiu para 10,2%, com 7.000 pessoas sem emprego a menos.

Isso é o que aponta a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) realizada pelo Seade/Dieese, divulgada ontem no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

O expressivo crescimento de serviços é considerado inédito pelo gerente de pesquisas do Seade, Alexandre Loloian. A pesquisa, porém, não é aberta por subsetores, mas é possível tomar como base o resultado da Região Metropolitana, em que a maioria dos postos foi aberta na prestação de serviços às empresas, nas áreas de alimentação, hospedagem e cultura e nos ramos de vigilância e limpeza.

Em outros segmentos em que era esperada expansão das contratações, como comércio e indústria, o primeiro para atender o Dia dos Pais e o segundo para potencializar a produção a fim de abastecer as lojas, houve a perda. O comércio demitiu 10 mil pessoas de julho para agosto e tem 15 mil funcionários a menos na comparação com o mesmo mês em 2011. Como no ano passado houve forte contratação, na expectativa de vendas correspondentes, mas a economia desacelerou e o resultado desapontou, foram feitas as dispensas. "Com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros novos, as vendas de usados estão em baixa e muitas lojas estão fechando as portas. Além disso, a demanda por reparação de veículos está fraca", diz Loloian.

Indústrias químicas, alimentícias, de bebidas, cosméticos, plástico e móveis, entre outras, responderam pela admissão de 3.000 em agosto; ante o mesmo mês do ano passado, entretanto, são 4.000 a menos. O resultado no mês pode ser visto como preparação para atender o comércio. Porém, quando se fala em empresas do setor metalmecânico, que inclui autopeças, metalúrgicas, equipamentos, transportes e eletrônicos, os importados continuam a gerar concorrência desleal; o resultado foi a perda de 4.000 em agosto, e o ganho de 5.000 frente a 2011. A reação do setor no ano passado se deu a partir de setembro. É esperar para ver.



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