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Bancários aprovam aumento e greve chega ao fim

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

27/09/2012 | 07:19


Bancários da região retornam ao trabalho hoje. Após nove dias paralisada, a categoria aprovou ontem, em assembleia, a nova proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A classe trabalhadora terá reajuste salarial de 7,5% (somada reposição da inflação aos 2% de aumento real) e aumento de 8,5% para pisos e tíquetes. Os índices valem para todos os funcionários, tanto os de bancos públicos quanto privados.

"A diretoria do sindicato aprovou essa proposta. Chegamos ao limite durante as negociações, que duraram 17 horas. O índice foi melhorado, já que começamos a campanha com proposta de 6% de aumento", contextualiza o presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Eric Nilson.

A aprovação da proposta também foi indicada pelo Comando Nacional dos Bancários. "A greve resultou em bom índice. Paramos 130 agências e mobilizamos 1.750 trabalhadores", sinaliza Nilson. No Grande ABC há 350 unidades bancárias e 7.500 trabalhadores.

No Brasil foram paradas 9.386 agências e centros administrativos nos 26 Estados e no Distrito Federal.

Com base nos novos índices e acordo, o piso salarial de escrituário passa de R$ 1.400 para R$ 1.519; o vale-refeição de R$ 19,78 para R$ 21,46; a cesta-alimentação de R$ 339,08 para R$ 367,92; e a 13ª cesta-alimentação ficou em R$ 367,90.

Quanto à parte fixa da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e o teto do adicional houve aumento de 10% (reajuste real de 4,37%). Assim, os R$ 1.400 fixos da regra básica chegarão a R$ 1.540. E o teto do adicional de R$ 2.800 a R$ 3.080. A primeira parcela da PLR será paga até dez dias após a assinatura da convenção coletiva (ainda não foi agendada) e a segunda até o dia 1º de março.

Cláusulas específicas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil também foram aprovadas na região. No início da campanha a categoria reivindicava índice de aumento de 10,25% (somada reposição da inflação mais reajuste real de 5%). A paralisação teve início no dia 18 no Centro de Santo André. Nos demais dias a mobilização atingiu as outras cidades da região. Durante os nove dias, os caixas eletrônicos permaneceram em funcionamento.

Em 2011, os trabalhadores conquistaram 9% de reajuste, após 21 dias parados.

COMPENSAÇÃO - Em relação aos dias de greve, a Fenaban propôs a manutenção da regra de compensação dos dias parados até dia 15 de dezembro, nos mesmos moldes da convenção coletiva do ano passado.

 

Audiência hoje no TST define reajuste que será pago por Correios

Está agendado para hoje, às 13h30, o julgamento do dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios, na sede do TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília. A ação é fruto da falta de acordo entre a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e funcionários.

Em audiência de conciliação, o TST propôs aos Correios que concedessem aumento de 5,2% a toda a categoria, mais aumento linear de R$ 80. A empresa aceitou o índice, mas rejeitou o reajuste linear sob a justificativa de que resultaria em gasto de R$ 323 milhões por ano na folha de pagamento. Na outra ponta estão os trabalhadores, que reivindicam aumento salarial de 43,7% e R$ 200 linear, tíquete de R$ 35 e contratação de 30 mil profissionais.

Até o momento, a mobilização da categoria, que definiu greve desde o dia 19, é parcial. As agências funcionam normalmente e ainda não há sinais de atraso nas entregas. Na região, a base é formada por 1.400 trabalhadores. Entre as sete cidades há 18 agências, 20 centros de distribuição e um centro de tratamento.

 

Mais 17 metalúrgicas oferecem aumento de 8%

Até o fim do dia de ontem, subiu para 185 o número de empresas que concederam aumento salarial de 8% para os metalúrgicos, aponta levantamento do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Até terça-feira, faltavam 35 fábricas. Agora faltam 17. Com data base em 1º de setembro, trabalhadores têm realizado paralisações nas produções a atrasos nas trocas de turnos para conquistar o índice, já acordado no setor de fundição.

Os trabalhadores em protesto fazem parte dos grupos 2 (que abrange máquinas e eletrônicos), 3 (autopeças, forjarias e outros); 8 (trefilação e laminação, entre outros), 10 (que inclui lâmpadas e material bélico) e da estamparia.

Na região, são 45 mil profissionais em campanha das indústrias de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra - pertencentes à base do sindicato.

Mesmo as empresas procurando o sindicato para fechar acordo devem esperar negociação direta com a FEM-CUT (Federação dos Metalúrgicos de São Paulo da CUT), em nome de 14 sindicatos da categoria no Estado, com total de 249 mil trabalhadores.

As companhias que não acatarem o índice terão os funcionários paralisados a partir do dia 1º, segundo orientação da federação.

"O grande número de empresas da base que continuam a nos procurar, contrariando a orientação dos sindicatos patronais que insistem em não oferecer os 8%, mostra que nós estamos certos e não eles", disse Rafael Marques, vice-presidente do sindicato. "O acordo com a fundição é muito importante, porque mostra que só vamos assinar acordos com os grupos patronais cuja proposta de reajuste não seja inferior aos 8% aprovados na assembleia e oferecidos por mais de 70% das fábricas da base", concluiu.



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