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Joias do Pará


Eliane de Souza
Do Diário do Grande ABC

27/09/2012 | 07:18


A diversidade cultural, as ruas tomadas por mangueiras, as ilhas fluviais e a rica gastronomia são as principais características da capital considerada porta de entrada da Amazônia. O clima é tão quente que o turista chega a passar frio, já que nenhum táxi ou estabelecimento comercial abre mão do ar-condicionado a 18ºC.

Muito provavelmente, no caminho até o hotel o turista já será brindado por pílulas de ritmos regionais que superam em muito o exotismo das estrelas musicais do Pará, como Gaby Amarantos e Joelma. A receptividade dos belenenses é de quebrar o gelo de qualquer ambiente refrigerado.

Quando se hospedar, opte pelo bairro de Nazaré, que tem charme equivalente ao Jardins dos paulistas com a praticidade de estar perto dos principais pontos turísticos, como a Basílica de Nazaré, e oferecer fácil acesso a joias de Belém, como o Teatro da Paz, o Mercado Ver-o-Peso e a Estação das Docas, que fica a pouco mais de um quilômetro, pela Avenida Presidente Vargas.

A Estação das Docas é cartão-postal da cidade e onde tudo acontece de fato. O local, que surgiu da transformação de simples galpões de ferro importados da Europa, é hoje um imponente complexo de lazer, gastronomia e turismo da região. É lá que todos se encontram para se deliciar com a brisa da Baía do Guajará, com a alegria contagiante do lugar e com o cardápio da excelente culinária paraense.

Em um único espaço, reúne lojas de artesanato, restaurantes, cervejaria, teatro e centro de exposições.

No almoço, a praça de alimentação oferece bons bufês para quem quer conhecer a culinária local sem gastar muito. A refeição é acompanhada por shows de MPB no palco deslizante - antigo transportador de cargas adaptado, que oferece música por todo o ambiente.

À mesa vale a pena provar pato no tucupi. Por ser venenoso, o caldo extraído da mandioca brava - o tucupi - precisa ser cozido por sete dias. As folhas de jambu são saborosas e provocam leve dormência na boca.

O tucupi e o jambu em Belém fazem as vezes do nosso arroz com feijão e são base de diversos outros pratos típicos, como o tacacá, que leva também camarão seco e goma de mandioca.

A Estação das Docas é o melhor lugar para curtir a chuva da tarde. Sim, chove todas as tardes em Belém e não há nada melhor para aplacar o calor, que nem no inverno fica aquém dos 30ºC. Em uma das mesas do lado de fora do complexo, à beira da Baía de Guajará, é possível provar sorvetes de frutas regionais da Sorveteria Cairu, que oferece mais de 70 sabores. Se tiver tempo, fique para curtir o pôr do sol à beira do rio e contemple um dos espetáculos mais bonitos da cidade.

 

Cores e sabores no mercado

Poucos metros à frente da Estação das Docas está o Mercado Ver-o-Peso, outra grande mostra da identidade paraense. Se em todo o destino a visita ao mercado municipal dá pistas sobre os hábitos de vida da população, em Belém não seria diferente.

O prédio, por si só, já chama a atenção. A edificação azulada à beira do rio tem estrutura de ferro trazida da Europa no século 19. É lá que pescadores descarregam pirarucus, dourados, pescadas, traíras e tucunarés. Do lado de fora, a feira livre tem centenas de barracas que vendem frutas regionais, raízes, temperos, ervas, óleos medicinais, artesanato e muita comida típica, como o tacacá e a maniçoba, que lembra uma feijoada, mas leva folhas de jambu no lugar de feijão.

Cores, aromas, barulho e muito calor fazem do mercado uma atmosfera única. Só é uma pena ver a construção, de quase 400 anos (foi fundada em 1625), se despedaçando, mas atualmente há uma reforma em andamento. O entorno do complexo Ver-o-Peso também vale o passeio pelo destaque à arquitetura inglesa presente. Driblando o lixo deixado pelos barcos pesqueiros atracados à frente do mercado e a revoada de urubus, é possível identificar a inspiração europeia na Praça do Relógio, no Mercado de Carne e no Mercado de Ferro. Perto dali também estão a Catedral da Sé e o Centro Cultural Casa das Onze Janelas, os dois com arquitetura portuguesa.

 

Pedaço da Amazônia

O Mangal das Garças é um exemplo de como a capital paraense alia modernidade e preservação ambiental. O espaço, construído às margens do Rio Guamá, preserva boa parte da vegetação de mangue e põe o visitante em contato com algumas espécies de pássaros e outros animais da região. Lá também deve-se visitar o Museu da Navegação e um mirante de 40 metros, de onde se tem visão privilegiada da cidade e das ilhas de Belém.

No mesmo lugar está o premiado restaurante Manjar das Garças. Embora o calor da cidade seja insuportável, vale resistir ao salão com ar-condicionado e escolher uma mesa na varanda, com vista para o Rio Guamá e para o Lago das Garças. O bufê, farto e repleto de receitas locais, é ainda mais apetitoso se for acompanhado de uma cerveja local, a Amazon Beer, que é aromatizada com frutas tropicais.

A natureza de Belém ainda pode ser vista no Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves, no Museu Paraense Emílio Goeldi e no Bioparque Amazônia. No entorno da cidade, há mais de 70 ilhas, entre elas as de Mosqueiro, Outeiro e Cotijuba.

 

 



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