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Região vai ganhar 10
agências da Caixa

Banco busca melhorar eficiência ampliando o atendimento,
contratando mais funcionários e reduzindo custos ao cliente


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

08/09/2012 | 07:27


Melhorar a eficiência do banco para atingir posição entre as três maiores instituições financeiras do País. Esse é o objetivo da Caixa Econômica Federal para os próximos dez anos, afirmou o presidente da empresa pública, Jorge Hereda, em entrevista exclusiva ao Diário. "Em cenário de juros baixos, não temos mais como repassar o custo da ineficiência do banco para os clientes", destacou o executivo.

Para alcançar o objetivo, parte do plano da Caixa é aumentar o número de agências bancárias de 3.000 unidades para 5.000, até 2015. O Grande ABC entra na conta e vai ganhar 41 agências. "A estratégia é chegar nas regiões onde sabemos que existe demanda e não estamos presentes", assinalou Hereda, se referindo aos locais periféricos das sete cidades.

Neste ano, o projeto de expansão de agências acrescentará dez unidades no Grande ABC. Serão duas em Santo André, três em São Bernardo, duas em Mauá, duas em São Caetano e uma em Rio Grande da Serra.

Outra parte do projeto da instituição financeira é a contratação de consultoria para ajudar no ganho de eficiência com redução dos custos administrativos. Porém o principal executivo da instituição pública afirma que isso não significa diminuição no quadro de funcionários. "Estamos contratando (após concurso público), de início, cerca de 3.500 funcionários. Nós queremos melhorar a eficiência e o resultado disso será também uma melhoria no atendimento ao cliente", explicou Hereda.

Hoje, a média do mercado dos maiores bancos com ações negociadas em Bolsa de Valores, que atendem os consumidores, apresentam índices de eficiência em melhores patamares do que a Caixa. Hereda garante que isso vai mudar, lembrando que o banco público ainda conta com carteiras que os outros não têm, como as de habitação, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida, e de infraestrutura do setor público, como programa de mobilidade urbana.

OBJETIVO - O objetivo da instituição é crescer de forma geral, tanto no crédito habitacional e de governo, onde a Caixa é forte, quando no crédito livre. Segundo o executivo, 60% dos empréstimos da Caixa são imobiliários e de infraestrutura. "No imobiliário nós estamos crescendo desde 2005. Passamos de R$ 5 bilhões naquele ano e vamos fechar 2012 com R$ 100 bilhões", argumentou Hereda.

Já a carteira de saneamento e infraestrutura, segundo o presidente do banco, atingirá desembolsos de R$ 29 bilhões neste ano, alta de 163% sobre 2011. "E é difícil prever o resultado para 2013. É uma carteira formada por projetos maiores, que demandam período longo de maturação. Não dá para prever de quanto será a contratação", disse Hereda.

Dentro do crédito livre, um dos segmentos escolhidos como foco de expansão é o de financiamentos de veículos. "Estamos chegando a 10% do mercado. No início do ano eram apenas 2%", pontua o executivo.

 

Executivo compra briga com instituições

"Não temos medo algum desta comparação", afirmou o presidente da Caixa Economia Federal, Jorge Hereda, sobre a guerra de juros travada entre os bancos brasileiros desde abril. Segundo ele, o momento de redução no custo do crédito é uma oportunidade para a instituição financeira pública se reposicionar no mercado.

A diretriz da Caixa é manter as melhores posições do mercado. E sempre que necessário, o banco realizará ajuste para que os clientes estejam dentro do grupo com os menores juros do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Mas isso não foi, no entanto, o que apontou o BC (Banco Central) em seu resumo diário de taxas médias cobradas pelos bancos. Banco do Brasil, que possui capital misto, ou seja, é público e tem ações negociadas na Bolsa de Valores, apresentou juros médios mais baixos do que a Caixa no crédito pessoal, financiamento de veículos e CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de bens no início do mês.

Hereda afirma que existe explicação. "Houve um erro na informação. Na hora que o pessoal da Caixa passou os dados ao BC, acresceu uma informação de seguro. Mas na próxima média já estará corrigido", conta, sobre o credito pessoal.

No caso dos empréstimos para bens, ele destaca que houve comparação de linha que não se encaixava no padrão da modalidade e que já está sendo ajustada.

Para o financiamento de veículos, Hereda concordou com a exatidão dos números listados no Banco Central. "Mas vamos ajustar para ficar na primeira posição."

Para o executivo, o consumidor e o empresário devem sempre buscar as menores taxas no mercado. "É muito importante que se vá até os bancos e veja qual é a melhor alternativa." Hereda garante que a instituição está favorável na maioria das linhas disponíveis no SFN. "Sempre que notarmos que não estamos com as melhores taxas, vamos mexer nesse índice", ratifica.

Ele acredita que a Selic vai atingir 7,25% neste ano, e afirma que a Caixa acompanhará. Na última redução da meta, de 8% ao ano para 7,5%, o banco repassou decréscimos superiores ao 0,5 ponto percentual ao ano. Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil repassaram a queda base.

 

Hereda promete olhar com lupa Minha Casa no Grande ABC

Um dos entraves para que o programa Minha Casa, Minha Vida 2 deslanche no Grande ABC na faixa 1, de imóveis de até R$ 76 mil para famílias com renda mensal de até R$ 1.600, são os requisitos técnicos do programa, reclamam empresários da construção.

Muitas vezes os pedidos de engenharia, por exemplo, inviabilizam as condições financeiras para os construtores e incorporadores. "Eles pedem que você construa com fiação subterrânea. Mas isso é muito caro e não se adequa ao limite de valor do imóvel. Isso faz com que o empresário desista do projeto, pois a margem fica muito pequena", disse a diretora adjunta regional do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo), Rosana Carnevalli. Além de empresários deixarem de faturar, a população que demanda moradia também perde oportunidades.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, que já atuou como secretário municipal em Diadema e Ribeirão Pires, reconhece que o programa tem alto índice de exigência, mas afirma que vai acompanhar as análises de projetos na região pessoalmente. "Se tem um local que eu não quero que aconteça isso é no Grande ABC."

Desde o início do programa a Caixa já contratou, na região, 14.001 unidades, no valor de R$ 1,06 bilhão, na maioria das faixas 2 e 3. Na faixa 1, foram 2.358 unidades (R$ 129 milhões). A superintendência regional não informou o número de imóveis que estão em projetos em análise.

 

 



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