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DER instala 13 radares de
velocidade na Índio Tibiriçá

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Objetivo é garantir segurança e diminuir acidentes;
equipamentos começam a funcionar no mês de julho


Fabio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

29/06/2014 | 07:00


O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) está instalando 13 equipamentos para fiscalização eletrônica de velocidade na Rodovia Índio Tibiriçá (SP-031), que liga São Bernardo a Suzano, passando por Santo André e Ribeirão Pires. O órgão espera que os aparelhos iniciem as autuações até o fim de julho. O objetivo é diminuir o número de acidentes na via, que já foi conhecida como Estrada da Morte.

Do total de redutores de velocidade a serem implantados, dez serão lombadas eletrônicas – que mostram ao condutor a velocidade atingida – e três serão do tipo radar fixo, que conta apenas com uma câmera e o laço detector. Esse instrumento faz o cálculo do tempo que o veículo levou para percorrer determinado trecho e, com isso, mostra se a passagem foi feita dentro do limite estabelecido para a via.

Segundo o DER, os locais escolhidos para receberem os radares são pontos onde, tradicionalmente, ocorre o excesso de velocidade. Seis dos 13 equipamentos ficarão em área pertencente ao Grande ABC, sendo dois em Santo André e quatro em Ribeirão Pires. O restante ficará em Suzano. Nenhum dos aparelhos será colocado no segmento de São Bernardo. Os limites estabelecidos para a via mudam conforme o trecho, variando de 40 km/h a 80 km/h.

O tenente-coronel Carlos Alberto dos Santos, comandante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária do Estado, comenta que a ocorrência de atropelamentos é uma das maiores preocupações na rodovia (leia texto ao lado). “Isso ocorre com frequência, principalmente em locais onde há muitas habitações próximas às faixas de rolamento. As pessoas acabam utilizando o acostamento para andar e são atingidas pelos veículos”, comenta.

A imprudência e a imperícia por parte dos motoristas também são apontadas como causas de parcela significativa dos acidentes. A situação é agravada pela característica da via, que possui apenas uma faixa em cada sentido ao longo de grande parte do traçado. “Há casos de condutores que entram na contramão para fazer ultrapassagens e, depois, não conseguem retornar para a pista e acabam colidindo.”

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Ciências do Trânsito, José Almeida Sobrinho, os equipamentos para fiscalização eletrônica de velocidade contribuem para a diminuição da quantidade de acidentes, mas devem ser somados a outras medidas, como fiscalização presencial. O objetivo é coibir outros tipos de irregularidades, como ultrapassagens proibidas e tráfego pelo acostamento. “O radar é a maneira mais prática e que tem custo baixo. A presença humana é importante, mas seria necessário manter equipe fiscalizando o tempo todo, todos os dias. Não tem cofre que aguente”, lamenta.

O especialista salienta a importância da realização de estudos antes da implantação dos radares. “É preciso checar a real necessidade e se esse tipo de equipamento em determinado local irá cumprir sua função de diminuir os riscos aos usuários.” Para outros instrumentos redutores, como lombadas tradicionais, Almeida Sobrinho avalia que a justificativa tem de ser mais significativa, considerando o impacto provocado pelo obstáculo.


Estrada teve 525 acidentes no ano passado, segundo Polícia Rodoviária

Ao longo de todo o ano passado, foram registrados 525 acidentes na Rodovia Índio Tibiriçá, de acordo com o balanço da PMR (Polícia Militar Rodoviária). O número equivale a mais de uma ocorrência por dia. Desse total, 24 casos envolveram pedestres.

A quantidade de acidentes teve pequena queda em relação a 2012, quando foram registrados 535 episódios. No mesmo ano, também houve contabilização de 24 atropelamentos. Não foi informado o número de vítimas fatais em ambos os anos.

Apesar de a diminuição ser pequena, a PMR salienta que a redução se deve à intensificação de operações de fiscalização e policiamento preventivo. Viaturas policiais são posicionadas em pontos críticos para coibir abusos por parte dos motoristas.

DUPLICAÇÃO
Em 2011, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que solicitaria ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) estudo sobre a viabilidade de duplicação da Índio Tibiriçá. O chefe do Palácio dos Bandeirantes havia ressaltado, entretanto, que o levantamento só seria iniciado após a entrega do Trecho Leste do Rodoanel, que acontecerá na quinta-feira. Isso porque o novo segmento do anel viário, com 43,5 quilômetros, também irá conectar o Grande ABC à região do Alto Tietê, podendo reduzir a demanda de veículos na rodovia.  



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DER instala 13 radares de
velocidade na Índio Tibiriçá

Objetivo é garantir segurança e diminuir acidentes;
equipamentos começam a funcionar no mês de julho

Fabio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

29/06/2014 | 07:00


O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) está instalando 13 equipamentos para fiscalização eletrônica de velocidade na Rodovia Índio Tibiriçá (SP-031), que liga São Bernardo a Suzano, passando por Santo André e Ribeirão Pires. O órgão espera que os aparelhos iniciem as autuações até o fim de julho. O objetivo é diminuir o número de acidentes na via, que já foi conhecida como Estrada da Morte.

Do total de redutores de velocidade a serem implantados, dez serão lombadas eletrônicas – que mostram ao condutor a velocidade atingida – e três serão do tipo radar fixo, que conta apenas com uma câmera e o laço detector. Esse instrumento faz o cálculo do tempo que o veículo levou para percorrer determinado trecho e, com isso, mostra se a passagem foi feita dentro do limite estabelecido para a via.

Segundo o DER, os locais escolhidos para receberem os radares são pontos onde, tradicionalmente, ocorre o excesso de velocidade. Seis dos 13 equipamentos ficarão em área pertencente ao Grande ABC, sendo dois em Santo André e quatro em Ribeirão Pires. O restante ficará em Suzano. Nenhum dos aparelhos será colocado no segmento de São Bernardo. Os limites estabelecidos para a via mudam conforme o trecho, variando de 40 km/h a 80 km/h.

O tenente-coronel Carlos Alberto dos Santos, comandante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária do Estado, comenta que a ocorrência de atropelamentos é uma das maiores preocupações na rodovia (leia texto ao lado). “Isso ocorre com frequência, principalmente em locais onde há muitas habitações próximas às faixas de rolamento. As pessoas acabam utilizando o acostamento para andar e são atingidas pelos veículos”, comenta.

A imprudência e a imperícia por parte dos motoristas também são apontadas como causas de parcela significativa dos acidentes. A situação é agravada pela característica da via, que possui apenas uma faixa em cada sentido ao longo de grande parte do traçado. “Há casos de condutores que entram na contramão para fazer ultrapassagens e, depois, não conseguem retornar para a pista e acabam colidindo.”

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Ciências do Trânsito, José Almeida Sobrinho, os equipamentos para fiscalização eletrônica de velocidade contribuem para a diminuição da quantidade de acidentes, mas devem ser somados a outras medidas, como fiscalização presencial. O objetivo é coibir outros tipos de irregularidades, como ultrapassagens proibidas e tráfego pelo acostamento. “O radar é a maneira mais prática e que tem custo baixo. A presença humana é importante, mas seria necessário manter equipe fiscalizando o tempo todo, todos os dias. Não tem cofre que aguente”, lamenta.

O especialista salienta a importância da realização de estudos antes da implantação dos radares. “É preciso checar a real necessidade e se esse tipo de equipamento em determinado local irá cumprir sua função de diminuir os riscos aos usuários.” Para outros instrumentos redutores, como lombadas tradicionais, Almeida Sobrinho avalia que a justificativa tem de ser mais significativa, considerando o impacto provocado pelo obstáculo.


Estrada teve 525 acidentes no ano passado, segundo Polícia Rodoviária

Ao longo de todo o ano passado, foram registrados 525 acidentes na Rodovia Índio Tibiriçá, de acordo com o balanço da PMR (Polícia Militar Rodoviária). O número equivale a mais de uma ocorrência por dia. Desse total, 24 casos envolveram pedestres.

A quantidade de acidentes teve pequena queda em relação a 2012, quando foram registrados 535 episódios. No mesmo ano, também houve contabilização de 24 atropelamentos. Não foi informado o número de vítimas fatais em ambos os anos.

Apesar de a diminuição ser pequena, a PMR salienta que a redução se deve à intensificação de operações de fiscalização e policiamento preventivo. Viaturas policiais são posicionadas em pontos críticos para coibir abusos por parte dos motoristas.

DUPLICAÇÃO
Em 2011, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que solicitaria ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) estudo sobre a viabilidade de duplicação da Índio Tibiriçá. O chefe do Palácio dos Bandeirantes havia ressaltado, entretanto, que o levantamento só seria iniciado após a entrega do Trecho Leste do Rodoanel, que acontecerá na quinta-feira. Isso porque o novo segmento do anel viário, com 43,5 quilômetros, também irá conectar o Grande ABC à região do Alto Tietê, podendo reduzir a demanda de veículos na rodovia.  

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