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Costa Rica e Grécia disputam vaga histórica

Confiantes, seleções vencem o favoritismo e querem continuar surpreendendo na Copa


Rafael Mendonça
Especial para o Diário

29/06/2014 | 07:00


Um feito inédito está assegurado para esta tarde em Recife, palco da partida entre Costa Rica e Grécia, às 17h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Uma das seleções chegará às quartas de final de um Mundial pela primeira vez em quatro participações de cada equipe.

Principal surpresa da competição até esta fase, os costa-riquenhos vêm com a autoestima elevada por terem se classificado em primeiro lugar no Grupo D, considerado a chave da morte e que contava com Uruguai, Inglaterra e Itália.

Sob o comando do colombiano Jorge Luis Pinto, a atual geração da Costa Rica aposta na velocidade e no empenho, já que seus jogadores têm demonstrado muita aplicação na parte tática, independentemente da função exercida dentro de campo.

A seleção da América Central, que alcançou às oitavas de final da Copa do Mundo de 1990 e foi eliminada pela Tchecoslováquia por 4 a 1, chegou a Pernambuco na noite de sexta-feira e foi recebida por cerca de 100 torcedores na porta do hotel, localizado na praia de Boa Viagem.

Pelo lado europeu do duelo, a Grécia se apega a 2004, quando surpreenderam o Velho Continente ao conquistarem a Eurocopa. Além disso, a classificação inédita nesta fase consquistada no último lance, após o gol de pênalti de Samaras diante da Costa do Marfim, também serve de motivação.

Além dos africanos, os gregos dividiram o Grupo C junto de Colômbia e Japão, e sua campanha foi apenas satisfatória. Logo de cara, foram goleados pelos colombianos por 3 a 0. Depois, não saíram do 0 a 0 diante dos japoneses. Até que a consagração veio apenas no triunfo suado sobre os marfinenses.

Mesmo taxada por alguns como uma seleção que se defende muito, o técnico português Fernando Santos acredita que sua equipe ataca bastante e usa a vitória sobre a Costa do Marfim para justificar sua opinião.

As duas seleções treinaram ontem na Arena Pernambuco. Quem passar deste confronto encara o vencedor de Holanda e México.

Por jogar no futebol grego, Campbell exerce papel de espião

Principal jogador da Costa Rica, Joel Campbell vem sendo fundamental também fora de campo para o jogo diante da Grécia. O atacante, que completou 22 anos na última quinta-feira, pertence ao Arsenal, da Inglaterra, mas está emprestado ao Olympiakos, justamente da Grécia.

Sendo assim, após a confirmação do adversário, o atleta, que já marcou um gol neste Mundial, passou a trazer informações privilegiadas ao treinador Jorge Luis Pinto sobre o rival, já que atua com atletas da seleção grega no Oympiakos, além de conhecer outros jogadores que atuam no campeonato nacional da Grécia.

Campbell chamou a atenção logo na estreia da Copa do Mundo, quando se destacou na vitória por 3 a 1 sobre o Uruguai. Ele marcou um dos gols do triunfo e deu assistência para outro.

Samaras é a esperança grega de gols

Se por um lado Campbell pode resolver para a Costa Rica, de outro, o nome de maior peso da Grécia é Samaras. O atacante do Celtic, da Escócia, é a principal esperança de gols dos helênicos diante dos centro-americanos. Isso é por um bom motivo: foi o camisa 7 que salvou os gregos da eliminação na primeira fase da Copa do Mundo.

Na vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, o atacante roubou a bola da zaga africana e rolou para Samaris, que só tirou do goleiro e inaugurou o placar. Após o empate marfinense, Samaras se tornou a referência no ataque, fazendo o pivô para os meias, que arriscaram com perigo de fora da área, além das bolas aéreas, aproveitando-se do seu 1,92 metro de altura.

No fim, o esforço do camisa 7 foi premiado. O atacante converteu o pênalti, que ele mesmo sofreu no último lance da partida, e correu para o abraço, enlouquecendo os poucos gregos presentes no Castelão, em Fortaleza. “Demos tudo e a sorte esteve ao nosso lado. Ficamos realmente orgulhosos do nosso feito. Espero que tenhamos dado um sorriso para as pessoas do nosso país”, disse, na ocasião, o grego.

Por conta disso, ao lado de Katsouranis e Karagounis – dois do mais experientes do elenco –, Samaras se tornou ídolo e espera levar a Grécia adiante no Mundial.



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Costa Rica e Grécia disputam vaga histórica

Confiantes, seleções vencem o favoritismo e querem continuar surpreendendo na Copa

Rafael Mendonça
Especial para o Diário

29/06/2014 | 07:00


Um feito inédito está assegurado para esta tarde em Recife, palco da partida entre Costa Rica e Grécia, às 17h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Uma das seleções chegará às quartas de final de um Mundial pela primeira vez em quatro participações de cada equipe.

Principal surpresa da competição até esta fase, os costa-riquenhos vêm com a autoestima elevada por terem se classificado em primeiro lugar no Grupo D, considerado a chave da morte e que contava com Uruguai, Inglaterra e Itália.

Sob o comando do colombiano Jorge Luis Pinto, a atual geração da Costa Rica aposta na velocidade e no empenho, já que seus jogadores têm demonstrado muita aplicação na parte tática, independentemente da função exercida dentro de campo.

A seleção da América Central, que alcançou às oitavas de final da Copa do Mundo de 1990 e foi eliminada pela Tchecoslováquia por 4 a 1, chegou a Pernambuco na noite de sexta-feira e foi recebida por cerca de 100 torcedores na porta do hotel, localizado na praia de Boa Viagem.

Pelo lado europeu do duelo, a Grécia se apega a 2004, quando surpreenderam o Velho Continente ao conquistarem a Eurocopa. Além disso, a classificação inédita nesta fase consquistada no último lance, após o gol de pênalti de Samaras diante da Costa do Marfim, também serve de motivação.

Além dos africanos, os gregos dividiram o Grupo C junto de Colômbia e Japão, e sua campanha foi apenas satisfatória. Logo de cara, foram goleados pelos colombianos por 3 a 0. Depois, não saíram do 0 a 0 diante dos japoneses. Até que a consagração veio apenas no triunfo suado sobre os marfinenses.

Mesmo taxada por alguns como uma seleção que se defende muito, o técnico português Fernando Santos acredita que sua equipe ataca bastante e usa a vitória sobre a Costa do Marfim para justificar sua opinião.

As duas seleções treinaram ontem na Arena Pernambuco. Quem passar deste confronto encara o vencedor de Holanda e México.

Por jogar no futebol grego, Campbell exerce papel de espião

Principal jogador da Costa Rica, Joel Campbell vem sendo fundamental também fora de campo para o jogo diante da Grécia. O atacante, que completou 22 anos na última quinta-feira, pertence ao Arsenal, da Inglaterra, mas está emprestado ao Olympiakos, justamente da Grécia.

Sendo assim, após a confirmação do adversário, o atleta, que já marcou um gol neste Mundial, passou a trazer informações privilegiadas ao treinador Jorge Luis Pinto sobre o rival, já que atua com atletas da seleção grega no Oympiakos, além de conhecer outros jogadores que atuam no campeonato nacional da Grécia.

Campbell chamou a atenção logo na estreia da Copa do Mundo, quando se destacou na vitória por 3 a 1 sobre o Uruguai. Ele marcou um dos gols do triunfo e deu assistência para outro.

Samaras é a esperança grega de gols

Se por um lado Campbell pode resolver para a Costa Rica, de outro, o nome de maior peso da Grécia é Samaras. O atacante do Celtic, da Escócia, é a principal esperança de gols dos helênicos diante dos centro-americanos. Isso é por um bom motivo: foi o camisa 7 que salvou os gregos da eliminação na primeira fase da Copa do Mundo.

Na vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, o atacante roubou a bola da zaga africana e rolou para Samaris, que só tirou do goleiro e inaugurou o placar. Após o empate marfinense, Samaras se tornou a referência no ataque, fazendo o pivô para os meias, que arriscaram com perigo de fora da área, além das bolas aéreas, aproveitando-se do seu 1,92 metro de altura.

No fim, o esforço do camisa 7 foi premiado. O atacante converteu o pênalti, que ele mesmo sofreu no último lance da partida, e correu para o abraço, enlouquecendo os poucos gregos presentes no Castelão, em Fortaleza. “Demos tudo e a sorte esteve ao nosso lado. Ficamos realmente orgulhosos do nosso feito. Espero que tenhamos dado um sorriso para as pessoas do nosso país”, disse, na ocasião, o grego.

Por conta disso, ao lado de Katsouranis e Karagounis – dois do mais experientes do elenco –, Samaras se tornou ídolo e espera levar a Grécia adiante no Mundial.

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