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Santo André tem festa chilena mesmo com eliminação

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

29/06/2014 | 07:00


 “Atención a todos! El ‘Chi’! El ‘le’! Chi-chi-chi, le-le-le! Viva Chile!” O tradicional canto da torcida chilena era puxado a todo instante por Eliseo Soto, 50 anos, natural de Viña del Mar, na casa de dona Isabel Alfaro, 67, no bairro Jardim do Estádio, em Santo André.

A senhora, nascida em Santiago, capital chilena, acolheu amigos e parentes em encontro organizado por sua neta, Karina Ortiz, 31, desde os 5 no Brasil. A família emigrou por conta do regime ditatorial de Augusto Pinochet.

Mas nada disso era lembrado ontem. Todas as atenções estavam voltadas para a televisão na qual 12 chilenos e sete brasileiros assistiram ao duelo válido pelas oitavas de final realizado no Mineirão – todos com rostos pintados e chapéus.

Antes do início da partida, a execução do hino nacional emocionou a todos, que cantaram a plenos pulmões os versos finais do refrão – “que ou serás a tumba dos livres, ou o asilo contra a opressão”.

“Quando cantamos o hino fora de nosso país, o coração vai a mil”, disse Soto, que veio ao Brasil com a mulher, Yessica Cisternas, secretária, 50, e a filha, a estudante Fernanda Soto, 10.

A família viajou ao País só para o Mundial, e seguiu a seleção chilena em Cuiabá, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Por conta disso, os três eram os mais emocionados após o fim da disputa de pênaltis e permaneceram abraçados durante longo tempo. A mais abatida era Fernanda, com o rosto pintado com a bandeira chilena.

Mas a tristeza ficou só para o final, porque, mesmo com o Brasil na frente na primeira etapa, a festa era predominante e ficou ainda maior e mais barulhenta com o gol marcado por Alexis Sánchez. “Vamos chilenos! Que esta tarde tenemos que ganar!”, cantavam entre uma empanada chilena e um gole de vinho do país.

Quem também marcou presença foi o comerciante Blas Álvarez, 44, de Santiago, mas que mora no Brasil há 29. Apesar de ser corintiano, o chileno pedia a entrada do meia Valdivia no intervalo, o que não ocorreu.

“Torço muito pelo Vargas e pelo (Alexis) Sánchez, mas tem que entrar o Valdivia para dar passes para eles. Ele entraria bem, porque conhece o Brasil”, comentou Álvarez, lembrando que a simpatia pelo meia do Palmeiras se deve somente ao fato do Mago ter jogado no Colo-Colo, time do coração do comerciante em seu país.

 Na disputa por pênaltis, a tensão tomou conta da casa. Apreensivos, os moradores festejaram os acertos dos chilenos e vibraram com o erro de Willian. Mas Julio Cesar fechou o gol para lamentação geral.

 Apesar da eliminação, a festa não acabou – o churrasco seguiu tarde adentro. “Temos de aceitar. Agora temos que apoiar o Brasil”, disse dona Isabel, anfitriã do encontro.  



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Santo André tem festa chilena mesmo com eliminação

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

29/06/2014 | 07:00


 “Atención a todos! El ‘Chi’! El ‘le’! Chi-chi-chi, le-le-le! Viva Chile!” O tradicional canto da torcida chilena era puxado a todo instante por Eliseo Soto, 50 anos, natural de Viña del Mar, na casa de dona Isabel Alfaro, 67, no bairro Jardim do Estádio, em Santo André.

A senhora, nascida em Santiago, capital chilena, acolheu amigos e parentes em encontro organizado por sua neta, Karina Ortiz, 31, desde os 5 no Brasil. A família emigrou por conta do regime ditatorial de Augusto Pinochet.

Mas nada disso era lembrado ontem. Todas as atenções estavam voltadas para a televisão na qual 12 chilenos e sete brasileiros assistiram ao duelo válido pelas oitavas de final realizado no Mineirão – todos com rostos pintados e chapéus.

Antes do início da partida, a execução do hino nacional emocionou a todos, que cantaram a plenos pulmões os versos finais do refrão – “que ou serás a tumba dos livres, ou o asilo contra a opressão”.

“Quando cantamos o hino fora de nosso país, o coração vai a mil”, disse Soto, que veio ao Brasil com a mulher, Yessica Cisternas, secretária, 50, e a filha, a estudante Fernanda Soto, 10.

A família viajou ao País só para o Mundial, e seguiu a seleção chilena em Cuiabá, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Por conta disso, os três eram os mais emocionados após o fim da disputa de pênaltis e permaneceram abraçados durante longo tempo. A mais abatida era Fernanda, com o rosto pintado com a bandeira chilena.

Mas a tristeza ficou só para o final, porque, mesmo com o Brasil na frente na primeira etapa, a festa era predominante e ficou ainda maior e mais barulhenta com o gol marcado por Alexis Sánchez. “Vamos chilenos! Que esta tarde tenemos que ganar!”, cantavam entre uma empanada chilena e um gole de vinho do país.

Quem também marcou presença foi o comerciante Blas Álvarez, 44, de Santiago, mas que mora no Brasil há 29. Apesar de ser corintiano, o chileno pedia a entrada do meia Valdivia no intervalo, o que não ocorreu.

“Torço muito pelo Vargas e pelo (Alexis) Sánchez, mas tem que entrar o Valdivia para dar passes para eles. Ele entraria bem, porque conhece o Brasil”, comentou Álvarez, lembrando que a simpatia pelo meia do Palmeiras se deve somente ao fato do Mago ter jogado no Colo-Colo, time do coração do comerciante em seu país.

 Na disputa por pênaltis, a tensão tomou conta da casa. Apreensivos, os moradores festejaram os acertos dos chilenos e vibraram com o erro de Willian. Mas Julio Cesar fechou o gol para lamentação geral.

 Apesar da eliminação, a festa não acabou – o churrasco seguiu tarde adentro. “Temos de aceitar. Agora temos que apoiar o Brasil”, disse dona Isabel, anfitriã do encontro.  

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