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Era Carnaval fora de época, recorda Robgol


da Redação

21/06/2014 | 07:00


"A minha Copa inesquecível foi a de 2002, disputada no Japão e na Coreia do Sul. Naquela ocasião, eu jogava pelo Bahia, e a gente se reunia para assistir aos jogos de madrugada. Gostava de ver o Ronaldo atuando, acho que ele fez uma dupla perfeita com o Rivaldo. Foi o talento dos dois que salvou a nossa Seleção. Era um time forte, compacto, mas sem eles não teria dado certo. O Felipão armou a equipe direitinho, não tinha essa de ficar apostando somente na defesa. A retranca mesmo foi em 1994, ano do tetra.

Salvador sempre foi conhecida por ser uma cidade festiva, o povo é bastante animado, divertido, e tudo vira motivo para comemoração. Imagina então em uma Copa do Mundo? Mesmo sendo de madrugada, todos saíam às ruas para comemorar, ver os jogos, foi algo marcante. E eu tive o privilégio de acompanhar tudo isso de perto.

Eu sempre me reunia com a família para assistir aos jogos. Fazíamos churrasco de madrugada, cerveja, música, tudo do bom e do melhor. Não importava o horário. Ver seu país vencer é sempre algo relevante, que supera qualquer cansaço. Foi um título importante, já que o Brasil não ganhava havia duas Copas.

Neste período, no Bahia, o grupo era formado por jogadores experientes, como o Émerson (goleiro), o Preto Casagrande (volante). E tinha um garoto, jovem, no alto dos seus 18 anos, começando a carreira e que teria tudo para ser um grande jogador, o Daniel Alves. Ele tinha subido da base recentemente, jogando com autoridade na posição e no nível de grandes atletas. A gente conversava muito, ele sempre foi uma pessoa simples, de caráter e que mantinha a personalidade dos dias atuais. Na época, ele nem sonhava em chegar à Seleção. Fico feliz pelo que ele tem alcançado até os dias atuais.

Pelo menos uma lição ficou daquela Seleção: o espírito de grupo. Todos se dedicavam, ajudavam na marcação, era um grupo sem vaidade. Hoje, temos o mesmo treinador e que pode aplicar o mesmo método de trabalho na equipe. E quando todos querem, as coisas fluem de maneira normal.

No dia da decisão, Salvador teve uma espécie de Carnaval antecipado, com todas as pessoas saindo às ruas com bandeiras, camisas, foi muito bacana. Acho que aquela vibração chegava até os jogadores, mesmo do outro lado do mundo. E, agora, espero que essa nova geração de jogadores conquiste o hexacampeonato."

* José Robson do Nascimento, o Robgol, tem 45 anos, nasceu na Paraíba, foi ex-jogador de Santos e Bahia, além de ser considerado maior ídolo do Paysandu.



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