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As surpresas econômicas da Copa

No clima do Mundial, os comerciantes estão esperando pelos consumidores:
os shoppings estão lotados de clientes passeando, mas não consumindo.


Carlos Boschetti

19/06/2014 | 07:20


Desde o anúncio oficial da Copa do Mundo no Brasil em 2007, vários segmentos econômicos, empresários, comerciantes e prestadores de serviços começaram a imaginar e a pesquisar as oportunidades de lucro nesse megaevento.

Muitas pesquisas e vários estudos a respeito foram elaborados, principalmente envolvendo os campeonatos da Alemanha e da África do Sul. Os setores de turismo, hotelaria, restaurante, transporte e artístico começaram a se preparar para os investimentos na construção de hotéis, resorts, restaurantes e na aviação civil, com contratação de novas aeronaves.

Muitos sonhos e planos foram criados frente à expectativa de consumo. E, agora, estamos vivendo o conflito entre as previsões otimistas e as falsas expectativas.

No clima da Copa, os comerciantes estão esperando pelos consumidores: os shoppings estão lotados de clientes passeando, mas não consumindo. As promoções e os descontos já não motivam as pessoas a comprarem e comprometerem ainda mais o tão sofrido orçamento familiar.

Os hotéis estão com a taxa de ocupação dos quartos muito abaixo do previsto, mas os preços estão acima, em 30%, do período de férias de verão ou do Carnaval. Os restaurantes ainda estão aguardando os clientes, com cardápio bem variado, mas os preços estão muito acima de outras cidades globais, como Nova York, Londres etc.

Todos os turistas estão indignados com os preços praticados pelo comércio em todas as cidades-sede da Copa. Os estrangeiros comparam os preços de seus países de origem com os nossos e a conclusão é muito fácil, a vida no Brasil é muito cara.

Enquanto a festa acontece, o crédito pessoal fica mais caro por conta da elevação dos juros. O índice de inadimplência cresceu nos últimos meses e os bancos incluíram o risco no custo dos empréstimos.

Os torcedores que compraram seus ingressos para assistir aos jogos nas arenas das cidades-sede tiveram uma surpresa, pois na entrada dos estádios, por razão de segurança, foram obrigados a deixar tudo que adquiriram fora do perímetro das arenas, como água, cerveja, sanduíches, cremes etc na revista de entrada. E foram obrigados a comprar tudo dentro da infraestrutura interna as preços no padrão Fifa.

Ao acompanhar o comércio de rua e de shopping center, verificamos uma antecipação das liquidações de outono e inverno. As lojas de eletroeletrônico e linha branca oferecem descontos atraentes para pagamento à vista ou com crédito facilitado para aquecer e motivar as vendas.

Todavia, o crescimento da economia de 0,12%, de acordo com o Banco Central, sinaliza estagnação e indica crescimento próximo de zero ou negativo, pois as incertezas políticas e econômicas são sombrias para o segundo semestre de 2014.

Esperamos que a Copa seja nossa, pois dias difíceis estão por vir e uma nova atitude torna-se necessária para superarmos tantas variáveis que nos afetam. Aumentos estão previstos, como da energia elétrica e dos combustíveis, que afetam diretamente nossos bolsos, bem como a tão temida inflação. 



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