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FMI sugere estímulos no Japão por período prolongado



30/05/2014 | 00:51


O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) pode precisar manter o atual ritmo de alívio monetário por um período prolongado para que o primeiro-ministro Shinzo Abe consiga completar a agenda de recuperação econômica, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O banco central pretende alcançar a meta de inflação estável de 2% nos primeiros meses de 2015, mas há poucas indicações do que ele fará depois disso. O FMI insistiu que o BoJ comece a traçar os próximos passos para tornar a política mais transparente.

Sob o comando de Haruhiko Kuroda, o BoJ lançou em abril do ano passado um programa de enormes compras de bônus, ocasionando a depreciação do iene e aumentando as expectativas inflacionárias. Em sua revisão anual, a equipe do FMI publicou o relatório conhecido como Consulta do Artigo IV, no qual sugeriu mais informações sobre as compras de ativos após 2014, o que seria favorável para a transparência.

A equipe do FMI elogiou o banco central japonês por conseguir um "progresso estável" na aceleração da inflação e adicionou que não é necessário mais estímulos por enquanto. O relatório sugere que a autoridade monetária guarde espaço para conseguir responder a certos riscos, incluindo a possibilidade de uma desaceleração econômica maior que a esperada na China e incertezas políticas na Tailândia e na Ucrânia.

Caso a inflação entre em estagnação ou o crescimento japonês decepcione, o BoJ "deveria agir rapidamente", disse o documento. Entre as opções delineadas ao banco central, o FMI sugeriu aumentar o prazo dos papéis no programa de compra de ativos. Isso aceleraria o equilíbrio dos portfólios de seguradoras e fundos de pensão e facilitaria a tomada de risco, avaliou.

Contudo, a política monetária não deve ser sobrecarregada e o governo japonês deve fazer sua parte no lado fiscal para alcançar as metas, alertou o FMI. "Reformas mais incisivas são necessárias para enfrentar os obstáculos ao crescimento."

Neste segundo trimestre, o FMI projetou uma retração de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), impactado pelo aumento de imposto de abril, mas ressaltou que a recuperação deve ocorrer na segunda metade do ano.

Quanto ao iene, a taxa de câmbio está "amplamente equilibrada", afirmou. Desde o ano passado, com a implantação do programa do BoJ, o iene depreciou 20% ante o dólar, mas mesmo assim não conseguiu estimular as exportações. Fonte: Dow Jones Newswires.



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