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Conselho de Santo André
tomba Chácara Baronesa

Andréa Iseki/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Decisão do Comdephaapasa destaca a
importância histórica da área e indica restauro


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

30/05/2014 | 07:00


A Chácara Baronesa foi oficializada ontem como patrimônio histórico de Santo André pelo Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André). Com a homologação do tombamento, o órgão municipal de preservação indica o restauro e conservação das construções do antigo Haras São Bernardo, que funcionou no local até o início da década de 1970. A área já era tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) desde 1990.

Conforme o secretário executivo do Comdephaapasa, Nilo Mattos de Almeida, o objetivo do procedimento é não apenas conservar a chácara por sua importância histórica, mas também proporcionar uso cultural para as edificações. “Quem deverá deliberar sobre isso é a Secretaria do Meio Ambiente estadual, que é a gestora do espaço. Nossa indicação é para que seja revitalizado e, assim, garanta maior visibilidade, dando um sentido de pertencimento à comunidade.”

A Secretaria do Meio Ambiente estadual, por sua vez, afirmou ter todo o interesse em recuperar e preservar a área. Para tanto, diz ter desenvolvido processo de revitalização dividido em três etapas.

A primeira delas foi a instalação do Parque Estadual Chácara da Baronesa, entregue à população no dia 22 de fevereiro (leia mais ao lado).

Na segunda etapa, a Pasta prevê a construção de brinquedoteca, implantação de pistas de caminhada, recuperação da entrada da chácara e outras manutenções.

Já na terceira etapa, a secretaria promete estudo de viabilidade junto ao Condephaat e Conselho Orientador do Parque para o restauro e preservação das edificações. Não há prazo, porém, por conta das cerca de 500 famílias que ocupam a área do parque. Há projeto para construção de conjunto habitacional, mas a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) disse que se manifestaria somente hoje. A Promotoria de Meio Ambiente do MP (Ministério Público) cobra solução para o problema desde 2010.

Parque afasta usuários de drogas

A partir de 2012, o Diário denunciou o abandono da Chácara Baronesa, que atraiu usuários de drogas, principalmente crack. Em fevereiro de 2013, o Estado anunciou investimento de R$ 4 milhões para revitalização da área e transformação em parque.

Foram realizadas obras como a instalação de muro, cerca de gradis em aço, sanitários, nove quiosques com mesas e bancos, projeto paisagístico e implantação de equipamentos de lazer, como quadra poliesportiva, academia ao ar livre, playground e campo de futebol.

À época do anúncio da verba, o auxílio do deputado estadual Orlando Morando (PSDB) no processo junto ao então secretário de Meio Ambiente estadual, Bruno Covas, foi essencial. “O tombamento é importante, ajuda a valorizar a área. Mas é necessário que todos os envolvidos no processo, incluindo Prefeitura e Estado, busquem recursos para, de fato, promover o restauro dos bens”, diz Morando.

O reconhecimento facilita aquisição de recursos caso haja segunda edição do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas, que neste ano contemplará a vila ferroviária de Paranapiacaba, também na cidade, com R$ 42,42 milhões.  



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Conselho de Santo André
tomba Chácara Baronesa

Decisão do Comdephaapasa destaca a
importância histórica da área e indica restauro

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

30/05/2014 | 07:00


A Chácara Baronesa foi oficializada ontem como patrimônio histórico de Santo André pelo Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André). Com a homologação do tombamento, o órgão municipal de preservação indica o restauro e conservação das construções do antigo Haras São Bernardo, que funcionou no local até o início da década de 1970. A área já era tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) desde 1990.

Conforme o secretário executivo do Comdephaapasa, Nilo Mattos de Almeida, o objetivo do procedimento é não apenas conservar a chácara por sua importância histórica, mas também proporcionar uso cultural para as edificações. “Quem deverá deliberar sobre isso é a Secretaria do Meio Ambiente estadual, que é a gestora do espaço. Nossa indicação é para que seja revitalizado e, assim, garanta maior visibilidade, dando um sentido de pertencimento à comunidade.”

A Secretaria do Meio Ambiente estadual, por sua vez, afirmou ter todo o interesse em recuperar e preservar a área. Para tanto, diz ter desenvolvido processo de revitalização dividido em três etapas.

A primeira delas foi a instalação do Parque Estadual Chácara da Baronesa, entregue à população no dia 22 de fevereiro (leia mais ao lado).

Na segunda etapa, a Pasta prevê a construção de brinquedoteca, implantação de pistas de caminhada, recuperação da entrada da chácara e outras manutenções.

Já na terceira etapa, a secretaria promete estudo de viabilidade junto ao Condephaat e Conselho Orientador do Parque para o restauro e preservação das edificações. Não há prazo, porém, por conta das cerca de 500 famílias que ocupam a área do parque. Há projeto para construção de conjunto habitacional, mas a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) disse que se manifestaria somente hoje. A Promotoria de Meio Ambiente do MP (Ministério Público) cobra solução para o problema desde 2010.

Parque afasta usuários de drogas

A partir de 2012, o Diário denunciou o abandono da Chácara Baronesa, que atraiu usuários de drogas, principalmente crack. Em fevereiro de 2013, o Estado anunciou investimento de R$ 4 milhões para revitalização da área e transformação em parque.

Foram realizadas obras como a instalação de muro, cerca de gradis em aço, sanitários, nove quiosques com mesas e bancos, projeto paisagístico e implantação de equipamentos de lazer, como quadra poliesportiva, academia ao ar livre, playground e campo de futebol.

À época do anúncio da verba, o auxílio do deputado estadual Orlando Morando (PSDB) no processo junto ao então secretário de Meio Ambiente estadual, Bruno Covas, foi essencial. “O tombamento é importante, ajuda a valorizar a área. Mas é necessário que todos os envolvidos no processo, incluindo Prefeitura e Estado, busquem recursos para, de fato, promover o restauro dos bens”, diz Morando.

O reconhecimento facilita aquisição de recursos caso haja segunda edição do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas, que neste ano contemplará a vila ferroviária de Paranapiacaba, também na cidade, com R$ 42,42 milhões.  

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