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Ações de bancos, elétricas e estatal são mais indicadas

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Investir somente parte das economias e ter
metas de valorização são melhores caminhos


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

26/05/2014 | 07:07


O momento é interessante para investir na Bolsa de Valores. Isso porque, avaliam os especialistas, não há período certo para entrar nesse mercado. O importante é se planejar e direcionar apenas parte das economias, ou seja, os recursos que não serão necessários em caso de emergências. Entre os setores mais atraentes, atualmente, estão as empresas de alimentação, energia elétrica, bancárias e a Petrobras.

O especialista em finanças pessoais e fundador da Academia do Dinheiro, Mauro Calil, observa que o setor de alimentação é promissor, principalmente porque está vinculado ao consumo das famílias e baseado na inflação, o que gera tendência de maior faturamento. “Se você olhar para a inflação em geral, está em média em 6%. E os alimentos chegam a quase 12%. Isso pode apontar tendência de bons resultados às companhias.” Porém, ele pondera. “Mas é muito importante verificar se a empresa tem apresentado crescimento constante no seu lucro.”

Para o economista da FIA (Fundação Instituto de Administração) Carlos Honorato, ações do setor bancários devem ser vistas com atenção, já que apresentam características mais conservadoras, ou seja, tendência de menor risco aos investidores. “Mas o setor de energia elétrica também me parece interessante. Isso porque é o que mais distribui os dividendos (valores distribuídos aos acionistas pelos resultados das empresas)”, diz Honorato. Por fim, avalia o economista, a Petrobras também se mostra promissora, principalmente para os interessados em trabalhar o dinheiro no curto e médio prazos. Isso porque são ações de muita liquidez e que variam facilmente por influência de analises sobre, ou situações em que se encontra, sobre o governo federal, tendo em vista que é uma empresa estatal com o capital aberto. Isso mesmo considerando, conforme levantamento da Economatica, que as ações já atingem queda de 50% em cinco anos, já que em um mês, que seria o caso do curtíssimo prazo, essas frações estão com alta de 11,69%.

MINIMIZANDO OS RISCOS - Calil orienta cinco regras básicas para atuar na Bolsa de Valores com consciência. São elas a regularidade, direcionamento para empresas que crescem, reinvestimento, diversificação de ativos e atualização.

Portanto, é interessante que o investidor aplique dinheiro em ações todos os meses. Se tiver a intenção de colocar R$ 10 mil, para minimizar os riscos, pontua Calil, é interessante comprar ativos das empresas em 20 vezes de R$ 500.Honorato adverte que é importante avaliar as taxas de corretagens antes de investir valores menores. “Muitas vezes as tarifas sobre R$ 1.000, por exemplo, acabam levando 2% do valor se atingirem R$ 20 por ordem de compra, ou de venda. E pode não compensar o investimento se não houver retorno. Se a aplicação for de R$ 3.000, por exemplo, a tarifa representa menor percentual e compensaria mais.”

É interessante também acompanhar as companhias que apresentam crescimento constante e lucro. E o reinvestimento dos dividendos e do lucro do capital próprio contribuirá para ampliar o patrimônio e, se houve valorização, retorno melhor. A diversificação do investimento também é uma premissa básica para minimizar os riscos dos investimentos em ações. Para o trader Carlos Episcopo, conhecido como Iceman (homem de gelo, na sigla em inglês), é sempre importante investir no conhecimento, ou seja, compreender as companhias e os seus mercados.

Além disso, diz Calil, não adianta ser apenas um torcedor. É necessário atuar, assumir o risco e caso a ação desvalorize demais, é preciso assumir a perda e vender.

Honorato orientou ainda que o investidor deve calcular seus investimentos, criar planilhas eletrônicas para entender bem o que está acontecendo com as ações e as empresa, e assumir os seus próprios riscos, se possível, sem acompanhar o que todos fazem, mas realizar as próprias apostas. “Se você seguir o mercado, vai ganhar o mesmo que todos. Mas é claro, o contrário também pode acontecer.”

Por isso, o economista entende que é necessário investir em ações com travas sobre as variações. “Por exemplo, eu vendo se conseguir uma valorização de 10%. Muitos acabam perdendo porque quando atingem seus objetivos, querem esperar mais um pouco de valorização e as ações despencam.” Ele acrescenta que a estratégia deve ser utilizada para as quedas, ou seja, limites de desvalorização dos papéis para que sejam vendidos. 



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