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Bandeiras nas prainhas indicam qualidade da água

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Convênio firmado entre Prefeitura de São Bernardo
e Cetesb possibilita o aviso sobre a balneabilidade


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

02/05/2014 | 07:00


Banhistas de duas prainhas às margens da Billings, em São Bernardo, passaram a acompanhar a qualidade das águas por meio de bandeiras instaladas nos locais nesta semana. Convênio firmado entre a Prefeitura e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), assinado em março, possibilitou a sinalização, que indica com cores se os pontos estão próprios para banho. Há indicadores nas prainhas do Riacho Grande e do Parque Estoril.

A bandeira é utilizada pela Cetesb em todas as praias do litoral paulista desde 1994. Quando verde, sinaliza que o trecho está próprio para banho. Já a bandeira vermelha indica que os níveis de coliformes fecais estão acima do indicado, o que pode causar doenças como gastroenterites.

O monitoramento da qualidade das águas de todas as prainhas é disponibilizado semanalmente no site da Cetesb (http://www.cetesb.sp.gov.br). Ontem, três dos oito pontos estavam impróprios, caso das prainhas do Riacho, do píer da Escola de Esportes Náuticos Wind Club e em frente ao píer do Yacht Club Paulista.

Na prática, a presença do indicador de qualidade da água na areia não impede o banho. Essa é a principal consideração do bancário Julio Cesar Barbosa de Souza, 30 anos, um dos visitantes da Prainha do Riacho Grande. A equipe do Diário esteve no local na tarde de ontem e constatou que a área está imprópria para banho. “É válido informar se a água está apropriada, mas se não proibir de entrar, não adianta nada.”

Conforme informou a Cetesb, o termo de cooperação firmado junto à Prefeitura não tem prazo para terminar. O órgão estadual destacou que a medida tem objetivo de fazer diagnóstico das águas superficiais do Estado e identificar trechos onde a qualidade possa estar comprometida, o que permite subsidiar ações preventivas e corretivas.

Para a pedagoga Enita Alves Ferreira Rodrigues, 50, a ação mostra que o poder público cumpre seu papel ao informar a população e cabe agora ao munícipe decidir sua atitude. “Se estamos acompanhados por crianças, a gente não entra na água imprópria.”

Já o comerciante Ivanaldo Felix da Costa, 50, acredita que a indicação pode afastar o público. “Acaba inibindo as pessoas de frequentarem a prainha quando sabem que está imprópria.”

Na Prainha do Estoril, a água estava apropriada para banho ontem, conforme indicava a bandeira verde.

Comerciantes destacam necessidade de campanhas

Finalizada em março com um ano de atraso, a revitalização da Prainha do Riacho Grande demandou investimento de R$ 7 milhões. Para os comerciantes instalados no espaço, que atrai turistas de toda a região e da Capital, principalmente nos fins de semana e feriados, falta campanhas de divulgação para reverter problema observado desde a inauguração: queda do movimento.

“Está muito mais bonito, mas antes vinha mais gente”, ressalta a comerciante Sivalda Maria Moreira, 52 anos, há 21 no local. Segundo ela, uma das causas pode ser o aumento da distância entre a praia e os quiosques. “Antes a família sentava no trailer e ficava olhando as crianças na água, mas agora não há mais essa possibilidade”, diz.

A principal mudança no local foi a remoção dos 24 trailers que ficavam na orla da represa. Os veículos foram substituídos por 20 quiosques no calçadão. “O público que frequenta é praticamente o mesmo de antes e o movimento cai bastante agora no inverno”, lamenta a comerciante Verônica Maria Alves, 46.  



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