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Jogo de cintura

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Confira os melhores campos de golfe do mundo para vislumbrar novos horizontes e fechar negócios em uma única tacada, sem perder o rebolado


Heloísa Cestari

01/04/2014 | 07:01


Ano de 1457. O rei Jaime II proíbe a prática do golfe em solo escocês. Motivo? Os guerreiros estavam deixando de lado os treinamentos com arco e flecha para passar horas a fio dando tacadas nos campos, o que poderia colocar em risco a defesa nacional durante a guerra contra a Inglaterra. Se distrai militares de seus compromissos bélicos, o esporte, por outro lado, garante a empresários um jogo de cintura que muitas vezes os leva a fechar grandes negócios em uma única tacada. Não à toa, algumas multinacionais chegam a incluir o golfe entre os pré-requisitos de quem pleiteia uma vaga de emprego. Business meetings e relacionamento com clientes são cada vez mais comuns em ambientes relacionados a esse esporte. Mas também há quem viaje com tacos na bagagem apenas pelo prazer de vislumbrar novos horizontes, ao pé da letra. Seja em meio a desertos, no topo de montanhas ou à beira-mar, os campos sempre desafiam o rebolado e encantam os praticantes com extensões verdes a perder de vista.

Embora não haja teste de DNA que garanta à Escócia a paternidade do esporte, o país ao menos pode se gabar de abrigar o mais antigo campo de golfe do mundo. Trata-se do Old Course, que fica na cidade de St. Andrews, a mesma que atraiu os holofotes da imprensa mundial em abril como palco da história de amor entre o príncipe William e a plebeia Kate Middleton.

O lendário campo original, projetado no século 12, já virou sinônimo de abertura do British Open, um dos campeonatos mais badalados da modalidade. No 150º aniversário da competição, em julho de 2010, não foi diferente: o Old Course sediou a partida de estreia pela 28ª vez. Neste ano, o torneio será realizado no Royal Liverpool Golf Club, em julho.

E a cidade ainda abriga outros cinco campos, além do Primoroso Museu Britânico do Golfe, que reúne o mais importante acervo multimídia sobre a história do esporte no mundo, e do hotel-butique St. Andrews Golf, sede do famoso Ma Bells Bistro Bar, onde o príncipe William costumava beber cidra com seus seguranças.

Há empresas que até conseguem fechar campos para grupos especiais ou providenciar encontros com grandes ídolos da categoria. “Recentemente, um associado nosso pediu para conseguirmos um encontro dele com um dos jogadores de golfe mais importantes da atualidade. Eles acabaram almoçando no Sunningdale Golf Club, na Inglaterra, onde o jogador, um norte-americano, estaria naquela semana”, informou a gerência de marketing da Quintessentially (3043-4949 e www.quintessentially.com), empresa que funciona como um clube de concierge especializado em oferecer experiências únicas a um grupo restrito de associados.

Na Irlanda, por exemplo, há opções de roteiro pelos campos Druids Glen, Baltray, The Island, Royal Co. Down, Portmarnock e pelo The Shelbourne Hotel, em Dublin. Outra opção é o Golf of the 7 Lakes, na Patagônia Argentina, que pode ser visitado entre outubro e março (preços sob consulta).

OUTRAS PARAGENS
Fora do Reino Unido, o campo espanhol de Valderrama desponta como sede da grande final do European Tour’s. Algumas operadoras especializadas em turismo de luxo promovem viagens para a Espanha com hospedagem no Fairplay Golf Hotel & Spa, que fica a 40 minutos do clube de Valderrama.

Outra opção é o português Quinta do Lago, no Algarve, que oferece três championship courses entre os dez melhores de Portugal, além de gramados impecavelmente cuidados.

Já a Tereza Ferrari Viagens – (11) 3021-1699; www.terezaferrariviagens.com.br – alia o som das tacadas ao ronco das possantes Ferraris em viagem de carro pela Itália. Mas é preciso ter certificado handcap 36 para jogar no campo de Ugolino, em Florença. A proposta é praticar golfe de manhã e pilotar o luxuoso veículo à tarde para visitar recantos encantadores da bucólica Toscana. O pacote inclui seguro de carro Full-Kaskö, hospedagem, staff red de viagem, sistema de rádio móvel, serviço fotográfico, limpeza e reabastecimento dos carros.

Também há roteiros para os campos franceses Les Bordes, no Vale do Loire, e Domaine de Terre Blanche, na Provença.

REPÚBLICA TCHECA
Nos últimos anos, a República Tcheca tem investido pesado na criação de campos, além dos quase 100 já existentes, o que lhe conferiu o apelido de Golf Republic. O projeto 1 Greenfee 2 Golfers, por exemplo, oferece bônus-vouchers que podem ser usados em diversos locais até 31 de dezembro de 2014.

A lista dos clubes participantes está no site www.1fee2golfers.eu e os cupons de benefícios devem ser retirados no escritório central do Czech Tourism (www.czechtourism.com) em Praga. De quebra, o golfista tem a oportunidade de jogar em meio a castelos, palácios seculares e relaxantes spas de águas termais.

AMÉRICA
Enquanto o Velho Continente ostenta o título de berço do golfe, a América concentra a maior quantidade de troféus e campeonatos internacionais. Além do British Open, o PGA Tour (principal circuito do golfe mundial) conta com três outros grandes torneios, chamados Major: o Masters, o US Open e o PGA Championship, todos eles realizados em solo norte-americano.

Curiosamente, Estados Unidos e Brasil são os dois únicos países que já participaram de todos os campeonatos mundiais desde a sua instituição, em 1958. Mas as semelhanças acabam por aí: enquanto 12% dos ianques praticam golfe, movimentando US$ 30,5 bilhões ao ano, no Brasil a cifra não passa de R$ 100 milhões.

Também pertence à Terra do Tio Sam alguns dos mais famosos e bonitos campos do mundo, como o Doral e o PGA Village Golf Club North, na Flórida; e o Pebble Beach, na Califórnia, eleito o campo público número um da América pela revista Golf Digest.

A República Dominicana é outro bom exemplo do valor que o golfe pode agregar à economia de um país. Desde a construção do Casa de Campo, a ilha viu seu turismo crescer em número e qualidade. Até os ex-presidentes norte-americanos Bill Clinton e George W. Bush já deram suas tacadas nos campos dominicanos, geralmente construídos de frente para o mar e projetados por grandes mitos da modalidade, a exemplo dos golfistas Pete Dye, Robert Trent Jones, Nick Faldo, Gary Player e do lendário Jack Nicklaus, conhecido como The Golden Bear (O Urso Dourado).

BRAZILIAN BUSINESS
No Brasil, os melhores resorts com campos de golfe concentram-se no eixo Rio-São Paulo. Afinal, não há ambiente mais propício para se fechar grandes negócios do que os gramados de um golf club na Gávea, em Búzios, ou nos arredores da Terra da Garoa, que conta com alguns hotéis especializados no gênero esportivo, como o Paradise Golf & Lake Resort, em Mogi das Cruzes, e o Broa Golf Resort, em Itirapina. Mas também há bons campos em Curitiba (Paraná), Brasília (Distrito Federal), Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e na Praia do Forte (Bahia).

Seja qual for o destino, antes de se aventurar pelos campos, um lembrete: embora pareça um exercício tranquilo, o golfe exige, sim, preparo físico. A professora de Educação Física Maria Luiza Coelho – primeira profissional do País com certificação de golf fitness instructor pelo TPI (Titleist Performance Institute) – alerta para o risco de lesões nos ombros, cotovelos, punhos e coluna, lembrando que a maior parte dos praticantes tem mais de 40 anos e estilo de vida sedentário.

De resto, é colocar o taco na mala e escolher o destino certo para exercitar o jogo de cintura com todo o luxo, sem perder o rebolado.

GLOSSÁRIO
Se você comentou os dribles de Neymar com seu chefe e ele não deu a menor bola, ou ouviu ele falar do fantástico hole in one de Tiger Woods sem entender do que se tratava, confira abaixo o significado de algumas palavrinhas que farão o seu handcap disparar na empresa:

Air Shot: Errar completamente a bola ao fazer o swing.
Albatroz: Acertar o buraco com três tacadas abaixo do par estabelecido.
Approach: Tacada que leva ao green.
Bandeira: Haste retilínea, móvel, com ou sem pano de bandeira ou outro material pendurado, centrada no buraco para mostrar a sua posição. A sua seção transversal deve ser circular.
Birdie: Jogada onde coloca-se a bola no buraco com uma tacada a menos que o respectivo par.
Bogey: Quando se faz uma tacada acima do par. Se o buraco, por exemplo, é de par quatro e o jogador faz cinco tacadas, diz-se que ele fez um bogey.
Caddie: Pessoa que carrega a bolsa com os tacos.
Chip Shot: Tacada curta, perto do green.
Divot: Pedaço de grama arrancado com a cabeça do taco no momento de bater a bola.
Drive: Primeira tacada a partir do tee.
Driving Range: Local destinado a treinamento e aquecimento.
Divot: Pedaço de grama arrancada com a cabeça do taco ao bater na bola.
Fluff: Tacada em que a cabeça do taco bate no chão antes de tocar a bola.
Hazzard: Obstáculo (de água ou areia).
Hole in one: Jogada na qual o golfista acerta a bola no buraco com apenas uma tacada. As competições profissionais costumam oferecer prêmios especiais para quem consegue realizar essa proeza. Embora as mulheres só tenham podido jogar profissionalmente em 1944, o primeiro golfista a conseguir dois holes in one em dois buracos consecutivos foi Laura Cox.
Par: Número de tacadas a fazer num buraco, determinado pela sua distância. Da soma do par dos 18 buracos resulta o par do campo.
Putter: Taco específico usado para tacadas no green.
Shank: Bater na bola com a extremidade da haste do taco, fazendo com que ela voe muito alto, mas a uma curta distância.
Sky: Bater na bola com a metade superior do taco, fazendo com que ela voe muito alto, mas se desloque em curta distância.
Swing: Balanço do corpo para dar a tacada.
Tee: Pino que pode ser usado sob a bola apenas na tacada inicial ou em condições extraordinárias de jogo (tee up).
Top: Tacada na parte superior da bola, em que esta não sai do chão.
Wood: Taco de madeira, usado para jogadas de longa distância.
Yards (jardas): No golfe, as distâncias são medidas em jardas. Cada jarda equivale a 91,4 centímetros.
 



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