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Trabalhadores se reúnem a favor da redução da jornada

André Henriques/DGBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

8ª Marcha da Classe Trabalhadora tem a presença
de 40 mil pessoas, segundo as centrais sindicais


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

10/04/2014 | 07:00


 As centrais sindicais CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical e outras realizaram ontem a 8ª Marcha da Classe Trabalhadora. De acordo com a CUT, cerca de 40 mil manifestantes participaram do evento. A estimativa da Secretaria de Segurança Pública do Estado foi de 9.000 pessoas.

A concentração foi na Praça da Sé, de onde os trabalhadores saíram e caminharam até o vão livre do Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo). O total do trajeto é de aproximadamente quatro quilômetros.

Os participantes aprovaram a pauta de reivindicações elaborada pelas centrais. Entre os principais itens estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem a redução do salário, o fim do fator previdenciário, o combate ao Projeto de Lei 4.330 (de ampliação da terceirização) e a manutenção da política de valorização do salário-mínimo.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a marcha mostrou a força da união entre as centrais sindicais. “O ato foi glorioso. Nós mostramos que alguns aspectos noticiados recentemente de que vínhamos perdendo força não são verdadeiros e que conseguimos concentrar um grande número de trabalhadores”, disse.

Em discurso realizado no encerramento do evento, Freitas reafirmou que as reivindicações precisam ser atendidas. “Se for necessário, vamos fazer uma pauta maior ainda do que esta.”

O documento será entregue à presidente da República, Dilma Rousseff, e aos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior do Trabalho. “Atualmente não há uma data certa prevista para a entrega, mas deverá acontecer nos próximos dias”, afirmou.

REDUÇÃO DE 40 HORAS - A principal bandeira da marcha foi a redução da jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40. O presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, José Braz da Silva, o Fofão, afirmou que, com essa diminuição, todos têm vantagens. “Atualmente temos a situação do metalúrgico que também trabalha de sábado e só tem o domingo para descansar. Eliminando isso, além de ele descansar e aumentar a produtividade, vai poder estudar, por exemplo. Assim, a empresa vai precisar contratar mais pessoas para suprir esse outro turno, o que representa a inserção de mais pessoas no mercado de trabalho”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, afirmou que há companhias que já adotam a jornada de 40 horas, mas a legislação é importante. “As empresas precisam avançar em relação a esse assunto e é necessário que haja uma regulamentação através das leis para que isso possa ser resolvido definitivamente”, afirmou.

O metalúrgico Jeová Susu, 44 anos, que trabalha em Mauá, declarou que a redução é importante para os momentos em família. “É sempre bom poder passar mais tempo com a mulher e os filhos”.

TERCEIRIZAÇÃO - Os trabalhadores também se mostraram contra o Projeto de Lei 4.330, que amplia a terceirização dos postos de trabalho. De acordo com Marques, a proposta prejudica o trabalhador. “Quem é terceirizado acaba ganhando menos e não tem direito às convenções coletivas da categoria. Isso acaba desregulando o mercado de trabalho”, afirmou.

Para Fofão, o terceirizado não tem condições de desempenhar as mesmas funções do metalúrgico. “As empresas precisam contratar quem é capacitado para essa função e não terceirizar o serviço. Com a constante modernização das indústrias, o trabalhador precisa saber operar essas máquinas.”

 

FATOR PREVIDENCIÁRIO - Outra bandeira dos trabalhadores foi o fim do fator previdenciário, que considera a idade no cálculo da aposentadoria, gerando redução no valor pago ao segurado. “Atualmente, nem o servidor público tem mais a aposentadoria sem o cálculo do fator. Nós achamos justo que todos os trabalhadores tenham acesso ao mesmo tipo de benefício (sem o desconto)”, afirmou o representante legal do Sindserv Santo André (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santo André), Carlos Alberto Pavan.



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Trabalhadores se reúnem a favor da redução da jornada

8ª Marcha da Classe Trabalhadora tem a presença
de 40 mil pessoas, segundo as centrais sindicais

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

10/04/2014 | 07:00


 As centrais sindicais CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical e outras realizaram ontem a 8ª Marcha da Classe Trabalhadora. De acordo com a CUT, cerca de 40 mil manifestantes participaram do evento. A estimativa da Secretaria de Segurança Pública do Estado foi de 9.000 pessoas.

A concentração foi na Praça da Sé, de onde os trabalhadores saíram e caminharam até o vão livre do Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo). O total do trajeto é de aproximadamente quatro quilômetros.

Os participantes aprovaram a pauta de reivindicações elaborada pelas centrais. Entre os principais itens estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem a redução do salário, o fim do fator previdenciário, o combate ao Projeto de Lei 4.330 (de ampliação da terceirização) e a manutenção da política de valorização do salário-mínimo.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a marcha mostrou a força da união entre as centrais sindicais. “O ato foi glorioso. Nós mostramos que alguns aspectos noticiados recentemente de que vínhamos perdendo força não são verdadeiros e que conseguimos concentrar um grande número de trabalhadores”, disse.

Em discurso realizado no encerramento do evento, Freitas reafirmou que as reivindicações precisam ser atendidas. “Se for necessário, vamos fazer uma pauta maior ainda do que esta.”

O documento será entregue à presidente da República, Dilma Rousseff, e aos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior do Trabalho. “Atualmente não há uma data certa prevista para a entrega, mas deverá acontecer nos próximos dias”, afirmou.

REDUÇÃO DE 40 HORAS - A principal bandeira da marcha foi a redução da jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40. O presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, José Braz da Silva, o Fofão, afirmou que, com essa diminuição, todos têm vantagens. “Atualmente temos a situação do metalúrgico que também trabalha de sábado e só tem o domingo para descansar. Eliminando isso, além de ele descansar e aumentar a produtividade, vai poder estudar, por exemplo. Assim, a empresa vai precisar contratar mais pessoas para suprir esse outro turno, o que representa a inserção de mais pessoas no mercado de trabalho”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, afirmou que há companhias que já adotam a jornada de 40 horas, mas a legislação é importante. “As empresas precisam avançar em relação a esse assunto e é necessário que haja uma regulamentação através das leis para que isso possa ser resolvido definitivamente”, afirmou.

O metalúrgico Jeová Susu, 44 anos, que trabalha em Mauá, declarou que a redução é importante para os momentos em família. “É sempre bom poder passar mais tempo com a mulher e os filhos”.

TERCEIRIZAÇÃO - Os trabalhadores também se mostraram contra o Projeto de Lei 4.330, que amplia a terceirização dos postos de trabalho. De acordo com Marques, a proposta prejudica o trabalhador. “Quem é terceirizado acaba ganhando menos e não tem direito às convenções coletivas da categoria. Isso acaba desregulando o mercado de trabalho”, afirmou.

Para Fofão, o terceirizado não tem condições de desempenhar as mesmas funções do metalúrgico. “As empresas precisam contratar quem é capacitado para essa função e não terceirizar o serviço. Com a constante modernização das indústrias, o trabalhador precisa saber operar essas máquinas.”

 

FATOR PREVIDENCIÁRIO - Outra bandeira dos trabalhadores foi o fim do fator previdenciário, que considera a idade no cálculo da aposentadoria, gerando redução no valor pago ao segurado. “Atualmente, nem o servidor público tem mais a aposentadoria sem o cálculo do fator. Nós achamos justo que todos os trabalhadores tenham acesso ao mesmo tipo de benefício (sem o desconto)”, afirmou o representante legal do Sindserv Santo André (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santo André), Carlos Alberto Pavan.

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