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Capitão admite deficit de policiais em São Caetano

Coordenador do 6º Batalhão da PM reconhece defasagem de 30% no efetivo da cidade


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

03/04/2014 | 07:00


O coordenador operacional do 6º Batalhão da PM (Polícia Militar), capitão Robinson Castropil, reconheceu na noite de ontem defasagem de aproximadamente 30% no efetivo da corporação em São Caetano. O número equivale a cerca de 60 policiais a menos pelas ruas. O quartel também é responsável pelo patrulhamento de parte de São Bernardo.

O capitão, que já chefiou a PM de São Caetano, participou na noite de ontem de reunião com moradores do bairro Santa Paula. Na semana passada, a região foi palco do assassinato do ortopedista da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Darcio Maurício Correia. O objetivo do encontro foi discutir políticas para melhorar a Segurança pública na cidade.

Na conversa, Castropil afirmou que o número de viaturas disponíveis no município é o mesmo há 16 anos. O capitão garantiu que solicitou ao comando da PM o aumento do efetivo. Entretanto, não há prazo para que a solicitação seja atendida. Uma das soluções apontadas para melhorar o policiamento é a Atividade Delegada, operação na qual policiais de folga são pagos pela Prefeitura para fazer o patrulhamento.

“Em 2013, foram registrados em São Caetano quatro homicídios. Neste ano, em pouco mais de três meses, já foram dois”, reconheceu Castropil. O coordenador pondera, por outro lado, que houve aumento da criminalidade em geral, e não apenas no município. “Talvez as leis tenham de ser revistas”, sugere.

Na terça-feira de Carnaval, a consultora de vendas Vânia Gomes, 43 anos, foi assaltada na porta de casa, no bairro Olímpico. “Roubaram meu carro à luz do dia. Pouco tempo antes, invadiram a casa de uma família vizinha que estava viajando”, denuncia.

A professora Fernanda Costa Carvalho, 52, relata que frequentemente observa que bases da PM e da GCM (Guarda Civil Municipal) estão vazias. “A violência piorou muito do ano passado para cá.”

Também foi criticada a falta de coletes balísticos para agentes da GCM. A assessora especial do Paço e filha do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB), Gica Pinheiro, afirmou que já está sendo feita licitação para a compra de novos equipamentos de proteção.

Comissão de moradores deverá se reunir na segunda-feira com representantes da PM, Prefeitura, Polícia Civil e vereadores para apresentar pauta de reivindicações na área. 



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