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Prainha fica pronta e comerciantes reclamam do baixo movimento

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Apesar de estar com melhor infraestrutura, vendas caíram 80% com revitalização


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

23/03/2014 | 07:00


Com um ano de atraso e investimentos da ordem de R$ 7 milhões, as obras de revitalização da Prainha do Riacho Grande, em São Bernardo, foram inauguradas ontem. Entre as mudanças estão nova iluminação, deck central em frente à Praça da Figueira, instalação de bancos e mesas, playground e equipamentos para a prática de exercícios. A principal mudança foi a remoção dos 24 trailers que ficavam na orla da represa. Os veículos foram substituídos por quiosques padronizados e regulamentados instalados no calçadão.

“Ficou bonito, mas perdemos freguesia. Depois que saímos da orla tivemos queda entre 50% e 80% no faturamento. Se antes vendíamos, em dia de muito calor, cerca de 15 caixas de cerveja (o que corresponde a 360 garrafas), hoje comercializamos, no máximo, quatro caixas (96 litros)”, afirma o presidente da Associação dos Comerciantes da Prainha do Riacho Grande, João Luiz de Oliveira, que trabalha no local há 20 anos.

Os 24 comerciantes financiaram a compra dos quiosques, que possuem energia e saneamento básico, por meio do Banco do Povo. “Pagamos por mês cerca de R$ 280. O investimento foi alto, cerca de R$ 9.000, sem falar na compra das mesas, cadeiras e guarda-sóis”, explica Carlos Alberto, que trabalha no local. Segundo ele, o gasto com funcionários é maior depois das mudanças. “É preciso ter mais funcionários para atender o pessoal que fica lá embaixo, na beira da represa. Preciso de mais mão de obra justo agora, que estamos pagando pelo quiosque.”

“Não temos muito espaço para colocar mesas. Se antes tinha um total de 40, agora administro cinco no deck e mais umas dez na orla da represa. Ficou bonito, agora vamos ver se funciona assim”, afirma Fabio Torres, comerciante da Prainha.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Jefferson da Conceição, 95% da revitalização foi entregue. “Queremos transformar a Prainha em estância turística.”

Além de vereadores, secretários e outros funcionários da Prefeitura de São Bernardo, o prefeito, Luiz Marinho (PT), elogiou as obras e o desempenho das secretarias, além de enfatizar que os usuários precisam ajudar a manter o local.

IMPRESSÃO

Aqueles que frequentam a Prainha disseram gostar das mudanças, no entanto, a questão do estacionamento ainda é entrave. “Antigamente colocávamos os carros na areia mesmo, agora não pode mais. Tudo bem, desde que eles planejem um local para parar os carros, mas isso não tem. Os estacionamento por aqui cobram R$ 20 o período”, reclama o pedreiro Roberto de Assis, 45 anos. A dona de casa Angela Silva, 36, acompanhada pelo filho Leonardo, 8, achou que a revitalização foi necessária, mas questiona o odor que fica no deck. “Venho pelo menos duas vezes por mês. Em dias de calor o cheiro de esgoto é forte próximo aos quiosques. Isso é ruim, então, comemos lá embaixo, não dá para ficar nas mesas.” 



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